.

ARTIGOS


- História – performance – poesia: Jim Morrison, o xamã da década de 1960 -
Rosangela Patriota


- Memória histórica na dramaturgia de Tennessee Williams - Lajosy Silva


- Tradições e apropriações da tragédia: Gota D'água nos caminhos da Medéia Clássica e da Medéia Popular - Dolores Puga Alves de Sousa


- O balé do Rio de Janeiro e de São Paulo entre as décadas de 1930 e 1940: concepções de identidade nacional no corpo que dança - Daniela Reis


- “Sua alta opinião compõe minha valia” leitor, leitura e cultura letrada em alguns contos de João Guimarães Rosa - Bruno Flávio Lontra Fagundes

- Sob o sígno da estética do lixo: as parceiras de Fernando Peixoto com Maurice Capovilla e João Batista de Andrade - Alcides Freire Ramos


- Entre mamutes e acácias: viagem e natureza em Hipólito José da Costa Pereira (séc. XVIII/XIX) - Janaina Zito Losada


- A pedof(am)ilia moderna: notas foucauldianas sobre um caso de pedofilia - Fábio Luiz Lopes da Silva



RESENHAS


- O campo da história: especialidades e abordagens
- Maria Abadia Cardoso

“Anos 70: ainda sob a tempestade”, organização de Adauto Novaes - Kátia Eliane Barbosa

 

 

 

 

 

 

 
 


TRADIÇÕES E APROPRIAÇÕES DA TRAGÉDIA: GOTA D’ÁGUA
NOS CAMINHOS DA MEDÉIA CLÁSSICA E DA MEDÉIA POPULAR

Dolores Puga Alves de Sousa

RESUMO: Este artigo analisa o curso da tragédia, da antiguidade clássica até os anos de 1970, mantendo, através da pesquisa, o diálogo entre o passado e o presente. Nesse sentido, busca-se entender a maneira como a tradição trágica chega à nossa sociedade e modifica-se de acordo com os períodos históricos, percebendo que tudo o que se pode considerar certo é a continuidade da “tragédia” como palavra, segundo a afirmação de Raymond Williams. Dessa forma, faz-se compreender – em um duplo movimento de tempos históricos – a apropriação que o teatro brasileiro faz da peça trágica grega Medéia de Eurípedes (431 a. C.), revivida por meio da adaptação Medéia de Oduvaldo Vianna Filho (em 1972) e, sobretudo, da re--elaboração Gota D’água (em 1975) de Chico Buarque e Paulo Pontes, como forma de expressão da resistência democrática durante a ditadura militar no Brasil.

PALAVRAS-CHAVE: tragédia – Oduvaldo Vianna Filho – Chico Buarque – Medéia – Gota D’água

ABSTRACT: This article analyzes the curse of tragedy, in classical antiquity until the years of 1970, keeping, with research, the dialogue between past and present. In this way, tries to understand the manner that tragedienne tradition arrives to our society and transforms in accordance to history periods, realizing that everything that can consider right is continue of “tragedy” as a word, according to Raymond Williams’ affirmative. In this manner, comprehends – in a double movements of history times – the appropriation that brazilians theater do of greek tragedy play Medea by Euripedes (431 a. C.), revived with the adaptation Medéia by Oduvaldo Vianna Filho (in 1972) and, especially, the re-elaboration Gota D’água (in 1975) by Chico Buarque and Paulo Pontes, as a expression way of democratic resistance during military dictatorship in Brazil.

KEYWORDS: tragedy – Oduvaldo Vianna Filho – Chico Buarque – Medea – Gota D’água