ARTIGOS & RESENHAS - ÍNDICE |
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. Artigos
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RESUMEN: El ángel de la historia, de las tesis de Walter Benjamin, mira hacia atrás por tres razones: Primero, porque epistemológicamente es inevitable y necesario mirar hacia atrás, o sea: el ángel no puede ver adelante y tiene que mirar hacia atrás para poder entender su entorno. Segundo, porque ontológicamente el futuro no existe, ya que el ‘progreso’ no es una tendencia de acercamiento a un futuro mejor, sino de alejamiento del paraíso perdido; y porque el tiempo como algo homogéneo que avanza automáticamente, no existe. Tercero, porque políticamente es necesario mirar hacia atrás, ya que no es posible enfrentarse al nacionalsocialismo si se le entiende como estado de excepción, diametralmente opuesto a un progreso inevitable..
Jacob Burckhardt e a preparação para a Cultura do Renascimento na Itália RESUMO: O historiador suíço Jacob Burckhardt (1818-1897) é comumente referido como autor do clássico livro, publicado em 1860, A Cultura do Renascimento na Itália. Por meio dessa obra, Burckhardt apresentava uma síntese histórica do período, traduzida na memorável fórmula da “descoberta do homem e do mundo”. O presente trabalho segue o processo de elaboração da obra pelo autor, desde sua primeira viagem a Roma, em 1846, até a composição final do manuscrito.
Ritos e procissões: capital simbólico e dominação nas irmandades RESUMO:Este trabalho se propõe a identificar e analisar as funções e as estratégias utilizadas pelas irmandades religiosas de Sobral enquanto formas institucionais da sociabilidade religiosa na consolidação do poder e prestígio das elites na hierarquia social da cidade, no período que vai de 1880 a 1930. É um recorte exemplar de formas de comportamento dominante entre a chamada aristocracia rural do Nordeste no período, onde a religião católica e seu “aparelho” aparecem como elementos fundamentais de socialização, distinção, reprodução e legitimação das elites.
Vozes e sentidos no discurso institucional legal do ensino religioso
RESUMO: Objetivamos demonstrar que, para Bossuet, em sua Oraison funèbre de Henriette-Marie de France, os reis, ao defenderem a religião estariam, ao mesmo tempo, defendendo o Estado. O seu combate ao protestantismo devia-se ao fato de entender que esta doutrina ameaçava fortemente a monarquia absolutista. Ele luta para empreender a unidade religiosa na França, por conceber que este era um meio imprescindível para se obter a unidade política. A figura simbólica do rei como defensor da fé e da Igreja, tão defendida por Bossuet, era uma das imagens que os reis cristãos tinham de apresentar para PALAVRAS-CHAVE: Bossuet – política / religião – França – segunda metade do século XVII
Freyre & Foucault: Casa-grande & Senzala como microfísica do poder RESUMO: “Adaptável”, “sutil”, móvel”, “plástica”: eis os termos com que o Freyre caracteriza a experiência colonial portuguesa no Brasil. Distorção nostálgica de uma realidade em que a repressão deu sempre o tom? Talvez. Mas não se deve deixar de reconhecer que adaptabilidade, sutileza, mobilidade e plasticidade são precisamente os traços atribuídos por Foucault ao poder — pelo menos, em suas formas mais modernas. Esse é o dado inicial a partir de que pretendo aproximar as obras de Michel Foucault e Gilberto Freyre. Hipótese geral do ensaio: Freyre é, quanto ao dispositivo colonial, uma analista da face polimorfa, capilar e plástica do poder. PALAVRAS-CHAVE: Sociologia freyriana – Genealogia do poder – Dispositivo colonial no Brasil
Bertolt Brecht e o cinema alemão dos anos 1920 RESUMO: Este artigo discute o trabalho de Bertolt Brecht no cinema, especialmente em Kuhle Wampe (1931-1932, Slatan Dudow) de modo a salientar o impacto e as dificuldades enfrentadas por suas propostas estéticas e políticas naquela conjuntura. PALAVRAS-CHAVE: Cinema alemão – Bertolt Brecht – Kuhle Wampe
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| . Resenhas | ||||||||||||||||
História Cultural – Estudos de Paisagem – Imaginário
Desvendando a cidade de São Paulo, na primeira metade do século XIX
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| . Dossiê "História e Visualidades" | ||||||||||||||||
O não-figurativo (um fragmento) RESUMO: Pela comparação de dois quadros, de Kandinsky e Mondrian, o autor procura mostrar a
absoluta insuficiência da designação que normalmente engloba os autores, i.e., serem eles abstratos.
Mostra-se como se diferenciam pela maneira como se dá a relaçao do sujeito-pintor com a obra
produzida; como, em Kandinsky, a obra não se autonomiza de uma intenção autoral, mantendo-se a obra
vassala de uma significação antes postulada que alcançada; em Mondrian, ao invés, como o sujeito
importa apenas como constituinte de algo que dele se torna independente. A essa diferença de modos de PALAVRAS-CHAVE: Romantismo alemão – Abstracionismo – Sujeito – Mímesis
Memória e história: as marcas da violência RESUMO: A partir de algumas representações visuais da guerra (pinturas e fotografias), a autora analisa os processos de destruição/reconstrução da memória coletiva. PALAVRAS-CHAVE: Memória – Representações da violência – Guerra – Ruína
A presença do esporte e do lazer em obras de arte: RESUMO: Este estudo objetiva discutir a presença do esporte nas obras de artistas relacionados ao impressionismo e ao futurismo. Se os impressionistas olham com desconfiança para a modernidade que se construía na Paris do século XIX, os futuristas a louvam e a conclamam numa Itália ainda atrasada do ponto de vista cultural. Se impressionistas inovam na representação técnica, futuristas radicalizam essa idéia. Se impressionistas ainda discutem a idéia de uma “arte pela arte” e são ressabiados em relação ao compromisso político de suas obras, para os futuristas esse é um posicionamento claro. Entender o esporte nesses âmbitos parece promissor. PALAVRAS-CHAVE: História do Esporte – História do Lazer – Arte
Sedução da imagem, dilemas de cultura: a pose RESUMO: O artigo discute a intersecção de imagens de álbuns de família feitas pela pintura, literatura e fotografia. A partir de textos literários do Romantismo às primeiras décadas do século XX e de imagens do pintor modernista Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), pretende-se refletir sobre a caracterização da pose, típica da fotografia, construída pela literatura e retomada pela pintura, como traço relevante na configuração de brasilidade. PALAVRAS-CHAVE: Imagem e Cultura Brasileira – Guignard – Lima Barreto
O painel do forro da capela-mor da Igreja dos terceiros franciscanos RESUMO: O artigo analisa as imagens que ornamentam o forro da capela-mor da igreja da Ordem Terceira da Penitência de São Francisco da cidade de São Paulo. Abordamos os aspectos sócioeconômicos da arte, tais como o status do pintor, suas associações, aprendizado, contratos, mecenato e suas mensagens, assim como propomos uma reflexão acerca das novas propostas da História das imagens e da especificidade do testemunho da arte sacra luso-brasileira. PALAVRAS-CHAVE: História da arte – História das imagens – método iconográfico
Um novo olhar sobre a obra de Eliseu Visconti RESUMO: Alguns críticos apontam, como debilidade na produção de Eliseu Visconti (1866-1944), o fato dela não ser homogênea quanto à forma, como se o artista hesitasse entre diversas “maneiras”. Outros percebem essa característica como qualidade, a busca por uma técnica que melhor condizia com seu temperamento. Um novo olhar sobre sua obra pode mostrar que o pintor brasileiro conseguiu, no entanto, uma homogeneidade quanto ao clima que transpira igualmente dos diversos gêneros que abordou. Este pode ser definido como aquela busca de Goethe, após sua viagem à Itália: a relação verdadeira e saudável entre homem e natureza. Seria uma inspiração direta? PALAVRAS-CHAVE: Eliseu Visconti – Goethe – Pintura brasileira
Paisagem e imaginário: contribuições teóricas para uma história cultural do olhar RESUMO: Este artigo visa discutir alguns pontos levantados pelos vários saberes que enfocam a paisagem a fim de que se constitua um arcabouço teórico que fundamente uma história cultural do olhar. O texto será dividido em dois momentos. No primeiro, o foco da análise será o debate sobre espaço e imagem. O tópico debatido, no final, será a idéia do processo, que vai da percepção à representação e vice-versa, em meio à criação sócio-imaginária. PALAVRAS-CHAVE: História Cultural – Estudos de Paisagem – Imaginário
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