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ARTIGOS

- A História Cultural Francesa – Caminhos de Investigação - José D'Assunção Barros

- Da Presença de Xenófanes no Poema de Parmênides: Um Ensaio Sobre a Construção Histórica do Pensamento Filosófico - Alexandre Costa

- A Câmera como Bunker: O Filme A Queda e o Problema da Consciência Histórica Alemã - Pedro Spinola Pereira Caldas

- Historiografia do Cinema Brasileiro Diante das Fronteiras Entre o Trágico e o Cômico: Redescobrindo a “Chanchada” - Alcides Freire Ramos

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Entre o Orgulho e a Possibilidade de Transformação: O Engajamento em Mortos Sem Sepultura de Jean-Paul Sartre - Maria Abadia Cardoso

- Incerteza, Paradoxo e Criatividade na República de Weimar - Rodrigo de Freitas Costa

RESENHA

- “Não era Criminoso, nem Subversivo, Poderia se Explicar”: A História de Vladimir Herzog Por Paulo Markun - Eliane Alves Leal

DOSSIÊ HOMENAGEM A JORGE ANDRADE – 50 ANOS
D’A MORATÓRIA: ENCRUZILHADAS DA LITERATURA
E DA HISTÓRIA


- Dossiê Homenagem a Jorge Andrade – 50 Anos D'A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História - Diógenes André Vieira Maciel

- A Moratória e Seus Tempos - Rosa Maria Godoy Silveira

- Ponteiros Parados: O Passado-Presente D'A Moratória (1955-2005) - Diógenes André Vieira Maciel e Marcel Vieira Barreto Silva

- As Confrarias: A Presença de Jorge Andrade nos Debates Políticos e Estéticos da Década de 1960 - Sírley Cristina Oliveira

- Jorge Andrade e o Drama Moderno no Brasil - Roberto Mesquita Ribeiro

- Marcas da História na Construção da Dramaturgia de Jorge Andrade: Olhares Sobre a Peça O Sumidouro - Rosangela Patriota

 
 


PONTEIROS PARADOS: O PASSADO-PRESENTE
D’A MORATÓRIA (1955-2005)

Diógenes André Vieira Maciel e Marcel Vieira Barreto Silva

RESUMO: Este artigo tem por objetivo reavaliar criticamente, passados cinqüenta anos de sua estréia, a peça A moratória, do dramaturgo paulista Jorge Andrade. Primeiramente, tentaremos recuperar as impressões dos críticos Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi, à época da primeira encenação da peça, no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo. A essas impressões, articularemos uma reflexão sobre o drama moderno e seu desenvolvimento no Brasil. Em seguida, discutiremos a noção de ciclo, que perpassa toda a obra de Jorge Andrade, a partir da perspectiva de Anatol Rosenfeld e, principalmente, dos critérios desenvolvidos por Catarina Sant’Anna. Por fim, procuraremos analisar o texto dramático a partir de uma tentativa de análise dialética, como desenvolve Antonio Candido, buscando compreender como a dialética entre passado e presente funciona como princípio de generalização que formaliza a realidade historicamente datada dentro da estrutura do texto.

PALAVRAS-CHAVE: A moratória – Jorge Andrade – teatro brasileiro moderno – análise dialética

ABSTRACT: This article intends to critically revalue, after fifty years of his opening, the play A
moratória, by Jorge Andrade. Firstly, we will try to recover the criticisms of Décio de Almeida Prado and Sábato Magaldi, by the time of the first staging of A moratória, on the Theatre Maria Della Costa, in São Paulo. With these criticisms we will articulate a reflection about the modern drama and its development in Brazil. After that, we will discuss the concept of cycle, which permeate all the work of Jorge Andrade, starting from the perspective of Anatol Rosenfeld and, principally, from the criterions developed by Catarina Sant’Anna. Finally, we will seek to analyze the dramatic text by a dialectical analysis attempt, as developed by Antonio Candido, trying to understand how the dialectic between past and present operates as a generalization principle, which formalizes the historical reality in the structure of the text.

KEYWORDS: A moratória – Jorge Andrade – brazilian modern theatre – dialectical analysis