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ENTREVISTAS


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Mitologia e Literatura Medieval: Entrevistas com Hilário Franco Júnior, José Rivair Macedo e João Lupi - Johnni Langer

ARTIGOS


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Usos, Autoria e Processo de Confecção do Mapa-Múndi de Hereford, Século XIII - Paulo Roberto Soares de Deus

- O Milagre Régio e o Ciclo Legendário em Prol ao Fortalecimento do Poder, no Círculo de Carlos V (França, 1364-1380) - Maria Izabel B. Morais Oliveira

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- A Luta Contra a Ditadura Militar e o Papel dos Intelectuais de Esquerda - Alcides Freire Ramos

 

RESENHA

- Múltiplos Olhares Sobre o Cinema: Reflexões Sobre “Cinema Brasileiro 1995-2005: Ensaio Sobre uma Década” por Daniel Caetano -
Rodrigo de Freitas Costa e Eliane Alves Leal
DOSSIÊ CINEMA - HISTÓRIA


- Apresentação do Dossiê Cinema-História - Um Saldo Significativo -
Sheila Schvarzman

- A Propaganda Política do Golpe de 1964 Através dos Documentários do Ipês - Marcos Corrêa

- A Reinvenção da Palavra Necessária, uma Apresentação do Filme Shoah de Claude Lanzmann - Luana Chnaiderman de Almeida

- Documentário Brasileiro Contemporâneo e a Micro-História - Karla Holanda

- Rebeldes nas Telas: Um Olhar Sobre Filmes de Reconstituição Histórica dos Anos 90 - Miriam de Souza Rossini

- Argila, ou Falta uma Estrela... És Tu! - Ana Pessoa


 
 


A REINVENÇÃO DA PALAVRA NECESSÁRIA, UMA APRESENTAÇÃO
DO FILME SHOAH DE CLAUDE LANZMANN

Luana Chnaiderman de Almeida

RESUMO: Esse artigo pretende apontar, em linhas gerais, quais são os princípios que regem a obra cinematográfica Shoah, de Claude Lanzmann, atentando para o desafio que está sempre presente quando se pretende retratar um passado histórico: aproximar-se dele sem banalizá-lo ou falseá-lo, mas, ao mesmo tempo, mantendo sempre a consciência de que esse retrato é necessariamente diferente do passado em si. Lanzmann procura resolver essa questão centrando seu filme no testemunho, ou seja, na palavra que se reinventa e refaz o passado, (e que é necessária, para que esse passado não se perca) e na filmagem dos lugares onde se deu a catástrofe no presente, “não-lugares da memória”, vazios que se preenchem a partir das lacunas do discurso.

PALAVRAS-CHAVE: Shoah – Testemunho – Representação

ABSTRACT: This article intends to demonstrate the principles that conduct Lanzmann’s cinematographic work: Shoah. Our focus of analysis will be on the challenge of representing a historical past: how to get close to it without diminishing or falsifying its contents and, yet, maintaining the perception and awareness that any picture of the past will always be necessarily different from the past itself. Lanzmann tries to solve this difficult question, and builds his film upon the testimony - the word that can reinvent itself e reconstruct the past (and that is necessary, for the past can’t be lost) - and the filming of the places where once the catastrophe has occurred, the “non-places of the memory”, blanks that can be fulfilled with the gaps of discourse.

KEYWORDS: Shoah – Testimony – Representation