ARTIGOS


- Composição pontos pretos sobre fundo verde-vermelho: os fazeres artísticos e históricos dos sem-teto em Brasília, de 2000 a 2006.
Sainy C. B. Veloso


- Maquiavelismo: a teoria e o adjetivo
Ricardo Luiz de Souza

- Reformas pombalinas e o iluminismo em Portugal
Sandra Aparecida Pires Franco


- O perfil dos intérpretes da Companhia de Jesus no Japão e no Brasil no século XVI
Cândida Barros e
Toru Maruyama

- Bossuet e Luís XIV: Justiça, bons exemplos e bem comum. Virtudes fundamentais ao príncipe cristão para o fortalecimento de seu poder
Maria Izabel B. Morais Oliveira


- Linguagens artísticas (Cinema e Teatro) e o ensino de História: caminhos de investigação
Alcides Freire Ramos e Rosangela Patriota

- Documento Inédito: História do Jornal Astro de Minas pela pena do Padre José Marinho
Alex Lombello Amaral

- Mulheres, modernidade e sufrágio: Uma aproximação possível
Mônica Karawejczyk


DOSSIÊ "HISTÓRIA CULTURAL & MULTIDISCIPLINARIDADE"


- Apresentação do Dossiê “História Cultural & Multidisciplinaridade”
Sandra Jatahy Pesavento

- Uma cidade sensível sob o olhar do “outro”: Jean - Baptiste Debret e o Rio de Janeiro (1816 - 1831)
Sandra Jatahy Pesavento


- O controle à publicação de livros nos séculos XVIII e XIX: uma outra visão da censura
Márcia Abreu

- Aimé-Adrien Taunay: um artista romântico no interior de uma expedição científica
Maria de Fátima Costa

- O Encoberto da Vila do Príncipe (1744-1756): milenarismo-messianismo e ensaio de revolta contra brancos em Minas Gerais
Luiz Carlos Villalta

- “É quase impossível falar a homens que dançam”; representações sobre o nacionalpopular
Mônica Pimenta Velloso

- Martins Pena e o dilema de uma sensibilidade popular numa sociedade escravista
Antonio Herculano Lopes

- O folheto popular e as revistas ilustradas: os circuitos de comunicação cidade / sertão na virada do século XIX para o século XX
Sylvia Regina Bastos Nemer


- O cronotopo e a inserção da história na narrativa de Dyonélio Machado
Márcia Helena Saldanha Barbosa


- A cidade e o dinheiro representados nas obras de Georg Simmel e de Dyonélio Machado
Mauro Gaglietti

- A cidade “ao rés do chão”: os cariocas e as cariocas por Sérgio Porto e Stanislaw Ponte Preta”
Cláudia Mesquita

- Entre o fascínio e o horror: a literatura catástrofe em Goiás Eliézer Cardoso de Oliveira

- Memória e contemplação no universo de Mario Quintana: deslocamentos por espaços e tempos ampliados pelo imaginário poético Jeniffer Cuty

- Cangaço e Cangaceiros: histórias e imagens fotográficas do tempo de lampião
Marcos Edílson de Araújo Clemente

- O anti-Macunaíma: Mário de Andrade e a mitificação de Delmiro Gouveia
Dilton Cândido Santos Maynard

- Entre a História e a Literatura: as múltiplas letras, os múltiplos tempos, os múltiplos olhares em Graciliano Ramos
Cristiano Cezar Gomes da Silva


RESENHAS


- Paixão e rigor: o olhar de Luiz Nazario pelos corpos de Pasolini
Aline Ludmila de Jesus


- Subterrâneos do Autoritarismo – de Graciliano Ramos a Nelson Pereira dos Santos: uma proposta de estudo de Tânia Nunes Davi
Talitta Tatiane Martins Freitas


 

 



 
 


MARTINS PENA E O DILEMA DE UMA SENSIBILIDADE
POPULAR NUMA SOCIEDADE ESCRAVISTA

Antonio Herculano Lopes

RESUMO: A obra cômica de Luiz Carlos Martins Pena (1815-1848) apresenta um variado painel da sociedade do Rio de Janeiro de seu tempo, com um olhar sensível para a realidade vivida pela população livre, pobre ou remediada, branca ou mestiça. Mas, seguindo a sina de seus contemporâneos, encontra claros limites na representação do irrepresentável: a violência da escravidão. Ainda assim, Martins Pena deixa passar pelas frestas algo do conflito básico que opõe brancos e negros. As noções de popular e nacional que perpassam suas peças teriam influência longeva no esforço secular da intelectualidade de fundar a Pátria no nível simbólico.

PALAVRAS-CHAVE: Comédia – Rio de Janeiro – Escravidão

ABSTRACT: Luiz Carlos Martins Pena (1815-1848) presents in his comedies a wide panel of Rio de Janeiro’s society of his time, by an advanced spirit, he was sensitive to the fate of the underclasses and focused in the free, poor, white or mestizo population, as well as in lower middle classes. But, following the limits of his contemporary writers, he had difficulties in representing what seemed to be not presentable: the violence of slavery, which only here and there could find some space to appear. Nevertheless, Martins Pena lets us understand things from the conflict that opposes the white and black people. The images/notions of “popular” and “national” that arise from his plays would have a long-lived influence on Brazilian intelligentsia’s efforts to build the idea of Nation at the symbolic level.

KEYWORDS: Comedy – Rio de Janeiro – Slavery