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ARTIGOS


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Renúncia e Criação: Thomas Mann, Burckhardt e a Linguagem da Impotência:
Pedro Pereira Caldas



- Bar Don Juan (1971) de Antônio Callado: Impasses Políticos e Estéticos do Romance Engajado: Cláudia Helena da Cruz



- Apropriações e Historicidade de “Tambores na Noite” no Brasil de 1972: Rodrigo de Freitas Costa




- Filosofia e Dramaturgia: A Construção de uma Realidade Humana em Mortos Sem Sepultura (Jean-Paul Sartre, 1945): Maria Abadia Cardoso



- História e Imagem: João Câmara e a era Vargas: Maria de Fátima Morethy Couto



- Identidade, Alteridade e Religião na Historiografia Colonial: Karina Kosicki Bellotti



- Ballet Stagium e o Debate Sobre a Dança Moderna Brasileira no Contexto Sócio-Político da Década de 1970: Daniela Reis

RESENHA


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A Palco Armado: “Teatro de Arena – uma Estética de Resistência”, por Iaías Almada:
Talitta Tatiane

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 


HISTÓRIA E IMAGEM: JOÃO CÂMARA E A ERA VARGAS

Maria de Fátima Morethy Couto

RESUMO: Série composta por dez grandes painéis e cem litografias, as Cenas da vida brasileira (1930-1954) de João Câmara versam sobre eventos marcantes da história recente do país, relacionados à vida política de Getúlio Vargas, começando em 1930, com o assassinato de João Pessoa, em Recife, e terminando em 1954, com o suicídio do então presidente. Longe de querer apresentar um documento de época, o artista toma grande liberdade em relação ao tema, associando, em um espaço imaginário, personagens reais e fictícios a objetos insólitos, construindo uma narrativa singular, que intriga e inquieta o espectador. Este artigo tratará da relação de Câmara com a pintura de história, analisando em especial alguns de seus painéis.

PALAVRAS-CHAVE: arte brasileira do século XX – João Câmara – pintura de história

ABSTRACT: In his Scenes of Brazilian life (1930-1954), set formed of ten great panels and one hundred lithographies, João Câmara represents important episodes of Brazil 's recent history, related to the political career of Getúlio Vargas, starting with the murder of João Pessoa , in 1930, in Recife , and finishing with the suicide of the President, in 1954. Far from trying to compose an official chronicle, the artist takes great freedom with the facts, associating, in an imaginary space, real and fictitious personages to uncommon objects, creating weird paintings that makes the spectator unease. This article will deal with Câmara's reading of historical painting, analyzing some of the panels of the Vargas' saga.

KEYWORDS: brazilian modern art – João Câmara – historical painting