ARTIGOS


-¿Por qué el ángel de la historia mira hacia atrás? Sobre el concepto de historia en Walter Benjamin -
Stefan Gandler

-Jacob Burckhardt e a preparação para a Cultura do Renascimento na Itália - Cássio da Silva Fernandes

-Ritos e procissões: capital simbólico e dominação nas irmandades religiosas de Sobral no limiar do século XX - Elza Marinho Lustosa da Costa

-Vozes e sentidos no discurso institucional legal do ensino religioso -
Irma Beatriz Araújo Kappel

-Os combates intelectuais de Bossuet: a unidade política por meio da unidade religiosa - Maria Izabel B. Morais Oliveira

-Freyre & Foucault: Casa-grande & Senzala como microfísica do poder - Fábio Lopes da Silva

-Bertolt Brecht e o cinema alemão dos anos 1920 - Alcides Freire Ramos

RESENHAS

-Entre a loucura e a razão: Histórias ausentes resgatadas por Nádia Weber -
Talitta Tatiane Martins Freitas

-A consciência híbrida: “História. Ficção. Literatura.”, de Luiz Costa Lima - Pedro Spinola Pereira Caldas

-Desvendando a cidade de São Paulo, na primeira metade do século XIX - Maria Cecília Naclério Homem

DOSSIÊ "HISTÓRIA E VISUALIDADES"


-Apresentação do Dossiê “História e Visualidades” -
Alcides Freire Ramos

-O não-figurativo (um fragmento) -
Luiz Costa Lima

-Memória e história: as marcas da violência - Sandra Jatahy Pesavento

-A presença do esporte e do lazer em obras de arte: uma análise comparada de impressionistas e futuristas - Victor Andrade de Melo

-Sedução da imagem, dilemas de cultura: a pose - Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo

-O painel do forro da capela-mor da Igreja dos terceiros franciscanos - Maria Lucília Viveiros Araújo

-Um novo olhar sobre a obra de Eliseu Visconti - Mirian Nogueira Seraphim

-Paisagem e imaginário: contribuições teóricas para uma história cultural do olhar - Daniel de Souza Leão Vieira

 
 


O NÃO-FIGURATIVO (UM FRAGMENTO)

Luiz Costa Lima

RESUMO: Pela comparação de dois quadros, de Kandinsky e Mondrian, o autor procura mostrar a absoluta insuficiência da designação que normalmente engloba os autores, i.e., serem eles abstratos. Mostra-se como se diferenciam pela maneira como se dá a relaçao do sujeito-pintor com a obra produzida; como, em Kandinsky, a obra não se autonomiza de uma intenção autoral, mantendo-se a obra vassala de uma significação antes postulada que alcançada; em Mondrian, ao invés, como o sujeito importa apenas como constituinte de algo que dele se torna independente. A essa diferença de modos de estar o sujeito presente corresponde uma outra: em Kandinsky, a subordinação à intenção significativa corresponde um amálgama de linhas e cores de sentido aleatório ou abstrato, ao passo que, em Mondrian, a autonomia do sujeito provoca um "correlato objetivo" a uma cena do mundo – o abstrato dá lugar à produção de uma cena, correspondente ao que temos chamado de mímesis da produção.

PALAVRAS-CHAVE: Romantismo alemão – Abstracionismo – Sujeito – Mímesis

ABSTRACT: For the comparison of two pictures, of Kandinsky and Mondrian, the author tries to show the absolute insufficience of the assignment that labels the above mentioned artists, namely, the fact that are both taken as abstract painters. One reveals how they differentiate in the way how the-painter relates himself with the produced work, as it does in Kandinsky, whose work doesn´t frees itself from an authorial intention, keeping itself attached to a reached meaning which is claimed, but not actually accomplished. In Mondrian, on the other way, since the subject matters only as a part of something that becomes independent. To this difference among ways-of-be, the present subject corresponds a set of lines and colours whose meaning is random or abstract. In Mondrian, the subject´s autonomy provokes an objective correlated to secne of the world – the abstract gives place to the production of a scene, correspondent to what we have been called mimesis of production.

KEYWORDS: German romanticism – Abstractionism – Subject – Mimesis