Vol. 16 Ano XVI nº 2 - Julho - Dezembro de 2019

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QUINZE ANOS DE EXISTÊNCIA

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 16, Ano XVI, Número 2 – Julho / Dezembro – 2019).

No momento em que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais completa QUINZE (15) anos de existência, temos de, mais uma vez, reiterar nossos sinceros agradecimentos e gratidão a todos(as) que se envolveram, com desprendimento e coragem, na efetividade desta revista. Muito do que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. Ao lado disso, devemos, com muita alegria, agradecer a todos(as) que enviaram seus artigos, pois, com essa escolha, contribuíram para que Fênix – Revista de História e Estudos Culturais pudesse se consolidar, no decorrer desses QUINZE (15) anos. Todavia, esses esforços seriam inócuos se não despertassem o interesse de nossos(as) leitores(as), a quem registramos os nossos mais sinceros agradecimentos. Em vista disso, agradecemos à comunidade acadêmica e ao público, em geral, a acolhida de vocês a esse projeto editorial. Muito obrigado!

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer, ao público leitor, uma publicação que se caracterizasse pela regularidade, agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas em sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de instigantes pesquisas, com o intuito de traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares no âmbito da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os anos se passaram e, nos dias de hoje, vivemos uma situação completamente modificada. Praticamente todos os periódicos acadêmicos estão disponíveis on-line, e o acesso à produção científica democratizou-se. Antes, revistas nacionais e internacionais, que só eram obtidas por assinatura, permuta e/ou em congressos de áreas específicas, passaram a ter seus conteúdos disponibilizados para leitura e para downloads.

Nesse ambiente, mesmo com essa diversidade, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais não só se manteve ativa e com regularidade como também se consolidou pela sólida parceria estabelecida entre editores, membros de conselhos editorial e consultivo, autores e leitores e, com isso, deu passos decisivos para o seu amadurecimento e aceitação no meio acadêmico. Como comprovação disso, merece destaque: o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Acrescente-se como indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas, nesses últimos anos, o número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br e de Downloads dos arquivos. Em outros termos: até o momento, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu a prestigiosa atenção de mais de SEIS MILHÕES (6.000.000) DE LEITORES, assim distribuídos: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, Japão, China, entre outros).

Nesse processo de consolidação, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2013, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de seis em seis meses, sem perder a regularidade. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de CENTO E NOVE (109) RESENHAS e SEISCENTOS E TRINTA E SEIS (636) ARTIGOS, oriundos de todas as regiões do Brasil e também de outros países. Outrossim, desde o seu surgimento, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais tem obtido boa repercussão, que pode ser quantificada pelas citações em Teses, Dissertações, Artigos e outros resultados de produção científica. Com efeito, não é demais lembrar: essa quantificação pode ser fácil e rapidamente verificada por meio do GOOGLE SCHOLAR. Nesse sentido, do ponto de vista qualitativo, podemos dizer com tranquilidade: o impacto do periódico Fênix não se restringe à area de História. Pelo contrário! Nas áreas de Artes, Comunicação, Letras, Sociologia, Antropologia, Turismo, Educacão, entre outras, constatamos amplo uso dos artigos aqui publicados, o que também pode ser verificado por meio do GOOGLE SCHOLAR. Com efeito, é importante salientar a verificabilidade proporcionada pelo GOOGLE SCHOLAR, porque é muito comum ler (ou ouvir) reclamações infundadas quanto à dificuldade de medir o impacto de uma publicação eletrônica. Se o impacto dos periódicos científicos brasileiros (de um modo geral) ainda é muito baixo, isso se deve ao fato de que estamos em meio a um profundo processo de mudança, que, para muitos pesquisadores, ainda é assustador. Mas, a pouco e pouco, tanto as revistas on-line, quanto os livros eletrônicos, passam a ser utilizados de maneira mais produtiva, ao lado das tradicionais publicações impressas em papel.

Ademais, ainda no que se refere ao impacto positivo obtido por este periódico, devemos lembrar: Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu VINTE E TRÊS (23) DOSSIÊS, a saber: (1) Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), (2) História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), (3) Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), (4) Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), (5) Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), (6) História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), (7) Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), (8) Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), (9) Estudos Literários (organizado pela Editoria), (10) História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), (11) História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano), (12) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), (13) Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), (14) O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo), (15) Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt), (16) Histórias Visuais: Experiências de Pesquisa entre História e Arte (organizado por Maria Elizia Borges e Heloisa Selma Fernandes Capel), (17) História e Saúde (organizado por Iranilson Buriti de Oliveira), (18) Encontros entre Brasil e Itália: Intercâmbios Acadêmicos [organizado por Rodrigo de Freitas Costa e Fulvia Zega (Università degli Studi di Genova)], (19) História e Literatura abordagens e diálogos (organizado por Euclides Antunes de Medeiros e Olivia Macedo Miranda Cormineiro), (20) Dossiê Cartas (Organizado por Francisco Alcides do Nascimento e Frederico Osanam Amorim Lima), (21) Escola sem Partido e formação humana (organizado por Nivaldo Alexandre de Freitas e Merilin Baldan), (22) História e Humor (organizado por João Pedro Rosa Ferreira, Leandro Antônio de Almeida e Thaís Leão Vieira) e (23) História, Literatura e Religião (organizado por Artur Cesar Isaia).

Assim, em continuidade a essa trajetória exitosa, neste número temos a enorme satisfação em publicar QUINZE (15) ARTIGOS que, sem dúvida, estimularão debates e novas reflexões. Apesar de nesta edição não haver a publicação de dossiê, é possível reconhecer significativa interlocução na diversidade temática, a saber: o filósofo Walter Benjamin é objeto privilegiado das reflexões de Michel Lowy, Priscila Lima Alonso e Andrew Benjamin. A literatura, sob diferentes prismas, foi o tema escolhido por Marcos Antonio de Menezes, Luiz Claudio Vieira de Oliveira e Sonia de Oliveira Barbosa, enquanto sobre o cinema se debruçaram Julierme Morais e José Elenito Teixeira Morais. Questões filosóficas estão no centro das preocupações Abraão Pustrelo Damião, Anselmo Peres Alós e Mônica Saldanha Dalcol. Por sua vez, veículos de comunicação estão no centro das análises de Patrícia Carla Mucelin e Gustavo Tiengo Pontes. Por fim, seguindo trilhas diferenciadas, José Angel Ruiz Jiménez, Carlos Velázques, Tiago de Jesus Vieira, Maria Cecília Barreto Amorim Pilla e Lucas Santos Rosa teceram provocativas incursões acerca de culturas e identidades.

Por fim, mas não menos importante, a seção reservada às RESENHAS presenteia o leitor com TRÊS (03) sugestões bibliográficas. De fato, merecem ser vistas, mais de perto, as avaliações críticas de Helen de Oliveira Lima, Rafael Sancho Carvalho da Silva e Tiago Viotto da Silva.

Mais uma vez, agradecemos pelas resenhas e artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Michael Löwy

RESUMO: Este artigo trata da Utopia romântica de Walter Benjamin, tendo como objetivo mostrar: se o comunismo primitivo corresponde ao paraíso perdido, a utopia de uma sociedade sem classes corresponde ao reino messiânico e a revolução social à interrupção messiânica da história. Não se trata de voltar ao passado. O sentimento nostálgico pelo mundo comunitário desaparecido, melancólico diante da destruição provocada pela modernidade, torna-se, em Benjamin, uma energia crítica e subversiva, investida na esperança utópica e messiânica e no combate revolucionário pelo futuro emancipado.

PALAVRAS-CHAVES: Walter Benjamin – Utopia – Romantismo

  • Andrew Benjamin

RESUMO: Este artigo procura mostrar que, em Walter Benjamin, a destruição não ocorre por si mesma, ocorre pela criação de ‘caminhos’, portanto, aberturas, momentos de inauguração. No entanto, uma vez que essa reivindicação é feita, o que deve ser retomado é o ‘momento’ (Augenblick) da destruição. Embora o projeto da epistemologia possa ter sido distanciado, uma vez que o ‘momento’ não ‘sabe’, o que não está distanciado é o que pode ser descrito como a questão do julgamento. Destruição como caminho é um motivo que ocorre ao longo do texto. A atividade do caráter destrutivo é ainda descrita como ‘construção de espaço’ (Räumen) (BENJAMIN, SW 1.541 / GS.IV.1.397). Recordamos aqui a centralidade do que já foi identificado como o elo entre destruição, liberação e criação de espaços. Combinação de caminhos e criação de espaço.

PALAVRAS-CHAVE: Walter Benjamin – Filosofia – História

  • Priscila de Lima Alonso

RESUMO: Este trabalho pretende analisar de que forma a narrativa, segundo a reflexão benjaminiana, pode ser construída através da metodologia da história oral e do analisar da memória. Walter Benjamin escreveu que a narrativa era uma arte em extinção. Para ele, a extinção da narrativa tradicional estava associada ao declínio de uma tradição e de uma memória comuns, que sustentavam a existência de uma experiência coletiva, ligada ao tempo partilhado no trabalho e no cotidiano da vida. Ao analisar suas reflexões, inferimos que três elementos comuns à narrativa benjaminiana – seu sentido de abertura, a temporalidade e a experiência de vida – podem ser recuperados através das entrevistas advindas da metodologia da história oral, viabilizando a elaboração de uma nova narrativa.

PALAVRAS-CHAVES: Walter Benjamin – História oral – Narrativa – Memória – Experiência.

  • Marcos Antonio de Menezes

RESUMO: Neste artigo, discutiremos a modernidade a partir da perspectiva do poeta de Les Fleurs du Mal, sobretudo pela dimensão estética presente em suas poesias da segunda metade do século XIX. A modernidade em Baudelaire é aquela que narra a descontinuidade do tempo, que fala da ruptura da tradição, traz sentimento de novidade, vertigem do que passa. Para erigir seu projeto estético era necessário que Baudelaire enfrentasse o romantismo, negando este projeto. Diferentemente dos românticos, Baudelaire usa sua fantasia como uma força advinda da inteligência. O poeta é um homem curvado sobre si mesmo, mas não se coloca em suas poesias – estas versam sobre o poeta à medida que ele aparece como vítima da modernidade. Baudelaire foi capaz de entender que a experiência moderna era outra e que, se a arte não desse conta da nova vida, ela estaria para sempre perdida.

PALAVRAS-CHAVE: História – Estética – Modernidade

  • José Ángel Ruiz Jiménez

RESUMO: Este artigo oferece uma descrição e análise da crise iniciada pelo movimento de independência da Catalunha de 2012 até o presente. A tese principal do texto é que o nacionalismo catalão tem crescido quase inadvertidamente desde os anos 90 do século XX, até que tanto seu apoio entre os cidadãos quanto a estrutura da oportunidade política foram propícios para colocar um desafio ao estado espanhol. As conseqüências a curto prazo foram o fracasso da tentativa de independência e o empobrecimento da Catalunha devido à fuga de empresas e ao declínio do turismo. As consequências a longo prazo são que a sociedade catalã, até agora orgulhosa de sua identidade plural e de seus valores cívicos e democráticos, caiu em uma fratura em dois blocos opostos que podem ter consequências imprevisíveis.

PALAVRAS CHAVE: Catalunha, nacionalismo, sociedade civil, fratura social.

  • Anselmo Peres Alós
  • Mônica Saldanha Dalcol

RESUMO: A ética da compaixão desenvolvida por Arthur Schopenhauer parte, de um primeiro momento, de uma crítica à ética kantiana, tendo como conceito central o imperativo categórico. Para Schopenhauer, a razão não terá um papel central na realização da ação moral, pelo contrário, o agir moral tem como fundamento exclusivo a compaixão. Desse modo, apresentaremos os principais elementos que norteiam a crítica schopenhaueriana à ética kantiana.

PALAVRAS-CHAVE: Ética – Schopenhauer – Kant – Compaixão – imperativo categórico

  • Abraão Pustrelo Damião

RESUMO: A década de 1960 passou por profundas transformações políticas, econômicas e sociais que, dialética e consequentemente, reverberaram nas discussões acerca do estatuto do saber a partir de então. Neste contexto, a obra A Condição Pós-Moderna de Jean-François Lyotard foi a primeira a discutir à posição do saber nas sociedades mais desenvolvidas e à condição da cultura após as transformações na ciência, na arte e na literatura, que orientavam a produção, a distribuição e a legitimação do saber nas sociedades ocidentais. O objetivo deste trabalho, neste sentido, apresenta-se na releitura crítica e na investigação minuciosa, e em conjunto, desta obra. No entanto, uma investigação como a nossa, não poderia limitar-se a resenhar obras de forma fragmentada, por isso acrescento à essa obra outras desse mesmo autor, bem como de autores correlatos, para aprofundar a discussão. Espero, com isso, traçar uma linha interpretativa consistente do início da crítica pós-moderna ao estatuto do saber no ocidente para, em seguida, apresentar os problemas e limites desta crítica.

PALAVRAS-CHAVE: Pós-Modernidade – Pensamento Social – Epistemologia – Jean-François Lyotard – História das Ideias

  • Patrícia Carla Mucelin

RESUMO: As cinco blogueiras brasileiras Camila Coelho, Camila Coutinho, Helena Bordon, Lalá Rudge e Thássia Naves produziram material fotográfico e audiovisual sobre moda e beleza, e adquiriram o status de produtoras no campo da moda. Elas participaram da capa e conteúdo da edição de Julho de 2013. A imagem de capa da revista “Glamour” número 16 foi aqui analisada, levando-se em consideração o seu contexto de produção e repercussões no ambiente online. Através da semiótica de Peirce, empregando a metodologia proposta por Lúcia Santaella e o conceito de acontecimento de François Dosse, procuramos compreender de que maneira a revista “Glamour Brasil” contribuiu para a fabricação do acontecimento, naquele momento representado como ruptura, ao trabalhar com a imagem de “mulheres reais”.

PALAVRAS-CHAVE: Acontecimento – blogueiras – Revista Glamour – moda

  • Julierme Morais

RESUMO: No presente artigo temos a intenção de refletir sobre a obra Historiografia clássica do cinema brasileiro (1995), do crítico cinematográfico Jean-Claude Bernardet, especialmente resgatando a historicidade de algumas de suas críticas que colocaram sob suspeita a “historiografia clássica” do cinema brasileiro. Como arcabouço teórico-metodológico, consideramos as proposições de Michel de Certeau (2007) acerca do lugar social dos pesquisadores da história, sobretudo acerca da “instituição do saber”, a “relação dos pesquisadores com a sociedade” e a “permissão e interdição” de suas obras.

PALAVRAS-CHAVE: Jean-Claude Bernardet – historiografia clássica do cinema brasileiro – lugar social.

  • José Elenito Teixeira Morais

RESUMO: No presente artigo analisamos o filme Barravento (1962), dirigido por Glauber Rocha, em função dos conceitos de comunidade encontrados em obras de Maurice Blanchot, Jean-Luc Nancy, Giorgio Agamben e Roberto Esposito para revelar aspectos da cultura afro-brasileira. O intuito foi compreender a dinâmica constitutiva de um grupo de pescadores negros, da Praia de Buraquinho, próxima a Itapuã, na grande Salvador – Bahia, representados no filme. Os espaços comuns, bem como a atividade partilhada pelo grupo, aparecem como elementos aglutinadores. A análise do filme mostrou que o grupo de pescadores é constantemente instigado pelos seus integrantes, seja na busca por uma identidade, seja na denúncia das condições de vida que levam.

PALAVRAS-CHAVE: Glauber Rocha – Barravento – Comunidade – Cultura Afro-brasileira – Pescadores

  • Tiago de Jesus Vieira

RESUMO: Este trabalho tem por finalidade analisar os trabalhos monográficos que, direta ou indiretamente, abordaram o tema punk no Brasil, procurando evidenciar como ao longo das décadas de 1980, 1990 e 2000, foram retratadas as experiências desses indivíduos e coletividades que se vincularam aos referenciais punks. Explorando, especialmente, como as conjunturas de inserção social interferiram na produção de identidades punk pelos investigadores, que, por sua vez, espelharam os dilemas de sua época. Diante deste desafio se tornou imprescindível à utilização das ferramentas conceituais de Michel de Certeau, que a partir de sua categorização de lugar social favoreceu a exploração das condições de produção do saber, assim como Stuart Hall que através de suas três concepções de sujeito permitiram estabelecer uma ferramenta de mensuração dos modos de pertencimento identitário.

PALAVRAS CHAVE: Punk – Identidade – Escrita da História

  • Carlos Velázquez

RESUMO: A partir de uma nota publicada na revista Carta Capital que denuncia uma significativa diminuição de estudantes autônomos, protagonistas de seus percursos educativos, a análise dedutiva de base bibliográfica e documental conduz as hipóteses causais apresentadas pela revista à compreensão da cultura de consumo como ponto de articulação entre diversas problemáticas que exigem crítica e reformulação das ideologias educacionais em voga. Conclui-se sobre a imperatividade de ponderar esta análise, a níveis diagnóstico e prescritivo, na perspectiva de elaborar planejamentos curriculares capazes de incentivar a autonomia e o envolvimento de seus agentes, assim como de responder criativa e adequadamente à conjuntura atual.

 PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento curricular – Consumo – Educação

  • Maria Cecília Barreto Amorim Pilla
  • Lucas Santos Rosa

RESUMO: O artigo aborda a liberdade de expressão no cenário estadunidense entre as décadas de 1980 e 1990 na comunidade club kid. Debate-se o conceito de cultura e sua diferença para contracultura, assim como o amparo realizado por órgãos internacionais de proteção aos direitos humanos. Utiliza-se do documentário Party Monster, filmagens amadoras e entrevistas em talk-shows ainda na década de 1990 para a análise de fontes, assim como é realizada uma interpretação da legislação estadunidense quanto a liberdade de expressão e discurso de ódio, como forma de segregar minorias. É aplicado o método indutivo através da pesquisa documental.  Chega-se à conclusão que um dos motivos do movimento clubber ter seu fim ser por conta de transformações internas entre seus adeptos.

Palavras-chave: Liberdade de expressão – Club Kid – Contracultura

  • Luiz Claudio Vieira de Oliveira
  • Sonia de Oliveira Barbosa

RESUMO: Neste trabalho, pretende-se analisar como a diversidade cultural é representada na literatura infantil mineira, a partir das obras de dois autores mineiros, contemporâneos, Leo Cunha e Ronaldo Simões Coelho. A diversidade cultural possibilita repensar os valores culturais, políticos e sociais relacionados à compreensão do outro. Assim, rever esses princípios significa compreender a cultura como construção do indivíduo a partir das práticas sociais, bem como proporcionar o entendimento de como o “diferente” é um desafio para os valores sociais e culturais. Nas obras escolhidas, procurou-se analisar como os autores trabalharam os temas da diversidade cultural, envolvendo identidade, diferença e alteridade, apontando sua centralidade ou transversalidade nas narrativas. O estudo se situa na área de Estudos Culturais e seus resultados demonstram que a diversidade cultural, tal como é tratada pelos autores, contribui para a formação do leitor infantil, propiciando-lhe refletir criticamente sobre os valores culturais vigentes.

PALAVRAS-CHAVE: Diversidade Cultural – Literatura Infantil – Identidade – Diferença

  • Gustavo Tiengo Pontes

RESUMO: O objetivo deste texto é realizar um debate metodológico sobre o uso da Imprensa como documento de pesquisa com base em diferentes estudos que problematizaram fontes dessa natureza. O conjunto desses trabalhos permitem evidenciar uma série de problematizações comuns que auxiliam a estudar esse tipo de documento, desde a análise de aspectos gráficos dos impressos bem como a investigação dos responsáveis por sua elaboração. Nesse sentido, exercita-se as contribuições metodológicas com base em um estudo de caso da coluna “Pimenta Verde e Vinagre”, publicada no periódico integralista “Flamma Verde”, editado na cidade de Florianópolis de 1936-1938. Tal coluna pretendia passar em revista publicações de periódicos da época e tecer críticas com base em comentários humorísticos.

PALAVRAS-CHAVE: Imprensa – Metodologia – Ação Integralista Brasileira – Flamma Verde

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