AFRICANTA, DE HUDSON RIBEIRO: TRAÇOS DE UMA HERANÇA CULTURAL AFRICANA

  • Vitor Cei
  • Universidade Federal de Rondônia – UNIR
  • vitorcei@gmail.com
  • Wilson Coelho
  • Centro Cultural Sesc Glória – SESC
  • wilsoncoelho@gmail.com

Em Africanta: Ser Negro, de Hudson Ribeiro, a África canta por todos os cantos. É uma poesia escrita com todo o corpo, mas não se trata de um mero corpo composto de ossos, músculos e peles. É um corpo que se traduz a partir da pele como linguagem, como uma tentativa de tornar possível dizer o que aparentemente soa indizível.

Desde o primeiro poema, “Nas savanas africanas (Orí… Gens)”, considerando o título, Hudson Ribeiro já anuncia uma espécie de roteiro ou percurso de sua abordagem e de sua postura frente a questão do negro. Se entendermos que savana (também conhecida como anhara em Angola e como cerrado no Brasil) corresponde a uma vegetação composta por gramíneas e arbustos isolados ou em pequenos grupos, provavelmente já temos uma noção das alegorias que o poeta se utiliza para fazer emergir a condição do negro em nossa sociedade.

RIBEIRO, Hudson. Africanta: ser negro. Vitória – ES: Edição do autor, 2015.