LIMITES E DESAFIOS DO TEATRO DE ARTE BRASILEIRO DA DÉCADA DE 1980: AUTOFINANCIAMENTO,
PRECONCEITOS E CONCEPÇÕES ARTÍSTICAS NA COMPANHIA ESTÁVEL DE REPERTÓRIO.

  • Fernando C. Santos
  • Universidade Federal Uberlândia
  • fernandocs1980@gmail.com

Em tempos de uma excessiva produção acadêmica, nem sempre com a qualidade que se espera, encontramos um belo livro realizado a partir na dissertação de mestrado de André Bertelli Duarte, chamado “A Companhia Estável de Repertório depa, espada e nariz: Cyrano de Bergerac (1985) nos palcos brasileiros”. Além da competência na condução dos métodos de pesquisa e escrita, o autor nos coloca em um torvelinho de possibilidades de interpretações sobre assuntos bem atuais como produção artística comercial ou crítica – o já conhecido embate sobre arte para entretenimento e arte com potencialidade estética, mas que com Bertelli Duarte toma dimensões bem interessantes, para dizer o mínimo –, deficiência no financiamento público a companhias artísticas privadas – tema mais do que necessário em tempos brutais como o nosso em que leis de incentivo, como a Lei Rouanet, são tidas como forma do governo submeter artistas teoricamente pelegos –, passando também pelas possibilidades de se construir o humor, elemento esse mais do que necessário em tempos de atentados a periódicos de cartunistas e um crescente números de humoristas brasileiros que insistem em atacar apenas os oprimidos e encontram grande ressonância junto a nossa sociedade.

DUARTE, Andre Luis Bertelli. A Companhia estável de repertório de capa, espada e nariz: Cyrano de Bergerac (1985) nos palcos brasileiros. São Paulo: Verona, 2015.