Vol. 10 Ano X nº 2 - Julho - Dezembro de 2013

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UM MILHÃO E QUINHENTAS MIL (1.500.000) CONSULTAS!

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 10, Ano X, Número 2 – Julho / Dezembro – 2013).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de SETENTA E CINCO (75) RESENHAS QUATROCENTOS E TRINTA E DOIS (432) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu DEZESSETE (17) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo), Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt), Histórias Visuais: Experiências de Pesquisa entre História e Arte (organizado por Maria Elizia Borges e Heloisa Selma Fernandes Capel) e História e Saúde (organizado por Iranilson Buriti de Oliveira).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meioacadêmico.

Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu cerca de UM MILHÃO E QUINHENTAS MIL (1.500.000) CONSULTAS, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2013, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de seis em seis meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Para nós é uma honra poder publicar os excelentes artigos de Adriana Gilioli Citino (Universidade de São Paulo – USP), Andréa Bandeira (Universidade de Pernambuco – UPE), Caio Moraes Ferreira (Pontifícia Universidade Católica – PUC-Rio), Claudia Schemes / Denise Castilhos de Araujo / Ida Helena Thön (Universidade Feevale), Edgard Vidal (Centre National de La Recherche Scientifique – Paris), Eduardo Adilson Camilo Pereira (Universidade de Cabo Verde – UniCV), Eduardo da Cruz (Universidade Federal Fluminense – UFF), Elenita Malta Pereira (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS), Euclides Antunes de Medeiros (Universidade Federal do Tocantins – UFT), Giuseppe Federico Benedini (Universidade do Estado da Bahia – UNEB), Helen Ulhôa Pimentel (UNIMONTES), Iraci del Nero da Costa (Universidade de São Paulo – USP), Isabel Pinto (Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), José Adriano Fenerick (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP), Leandro Antonio de Almeida (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB), Maria Clara Tomaz Machado (Universidade Federal de Uberlândia – UFU), Paulete Maria Cunha dos Santos (Universidade Federal do Tocantins – UFT [Campus Porto Nacional]) e Rodrigo Oliveira De Lima (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP).

Como se isso não bastasse, a seção reservada às Resenhas presenteia o leitor com três (03) avaliações críticas que merecem ser vistas mais de perto, cujos autores são: Talitta Tatiane Martins Freitas (UFU), Eduardo José Reinato (Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC/GO) e João Rodolfo Munhoz Ohara (Universidade Estadual de Londrina – UEL).

Mais uma vez, agradecemos pelas resenhas e artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Helen Ulhôa Pimentel

RESUMO: O presente artigo reflete sobre as práticas mágicas presentes no imaginário colonial. A crença em poderes sobrenaturais não foi uma característica colonial, apesar dos índios e africanos terem reconstruído e resignificado muitas delas. Foram consideradas mágicas as práticas que implicavam no poder de adivinhar, curar, inclinar vontades, embruxar crianças e obter proteção. Elas foram analisadas buscando a identificação social do praticante e de seus adeptos, assim como os significados dessas crenças e seus rituais em sua relação com o contexto em que eram praticadas. A análise se orienta a partir de pressupostos caros à história cultural, utilizando noções de imaginário e representações sociais. Busca identificar distinções sociais que interferiam nos juízos a respeito de mágicos e usuários de magias.

PALAVRAS-CHAVE: Feiticeiros – Práticas mágicas – Brasil Colônia

  • Isabel Pinto

RESUMO: O teatro nos colégios jesuítas, entre a sua chegada a Portugal (1542) e a sua expulsão (1759), é matéria pedagógica privilegiada. Era aos alunos que cabia o desempenho da representação, enquanto os professores se encarregavam da escrita de originais, acomodados a diferentes ocasiões festivas e a figuras de relevo no universo hagiográfico. Uma delas é S. Francisco Xavier, cuja vida dedicada à evangelização logra ser motivo de, pelo menos, dois espectáculos no século dezassete. Os folhetos que os documentam não contêm as falas das personagens, ou seja, a enunciação, mas, por meio de uma descrição relativamente pormenorizada num dos casos e de sinopses das cenas no outro, constituem memória de um teatro móvel, cuja exuberância e aparato atraiam multidões às ruas de Lisboa.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro Jesuíta – S. Francisco Xavier – Século dezassete

  • Edgard Vidal

RESUMO: Neste artigo eu gostaria de refletir sobre as tensões entre simpatias espirituais e ativismo político no pintor mexicano Diego Rivera, a partir de sua pintura, feita em Paris, em 1913: “A mulher no poço”. Este trabalho chama a atenção, pois ao contrário do que e geralmente comentado pela crítica, Rivera desenha temas místicos, especialmente o mito da serpente emplumada, muito antes dos anos 20, no seu período parisiense. Esta pintura tinha uma vida agitada, estava escondida sob uma camada de tinta violeta na parte de trás de outra tela pintada em 1915, pelo mesmo pintor, “Paisagem Zapatista”, e foi descoberto em 1977.

PALAVRAS-CHAVE: Rivera – Mulher do poço – Rosacruz

  • Eduardo da Cruz

RESUMO: Em 1843, em Portugal, Almeida Garrett começou a publicação do Jornal das Bellas-Artes, cujo projeto incluía, além da divulgação, pela reprodução, de pinturas guardadas ou produzidas na Academia de Belas Artes de Lisboa, a criação de poemas ou narrativas ficcionais inspirados por essas obras. A partir da leitura desse periódico, investigamos como um grupo de literatos portugueses da primeira metade do século XIX relacionava-se com a arte e a possibilidade de criação estético-literária a partir da recepção de artes plásticas naquele período.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura e outras artes – Periódicos literários – Recepção de artes plásticas

  • Rodrigo Oliveira de Lima

RESUMO: Durante os primeiros anos da década de 1930, Getúlio Vargas se dedicou a regulação das soluções creditícias do formato funding loan, em um sistema administrativo, com vistas a sua equalização nas relações internacionais financeiras, com controle dos nichos de investimentos capitais, e de envios de investimentos financeiros para fora do Brasil, em uma série de Leis e Decretos. Nesta análise, serão resgatadas tais políticas para a regularização de empréstimos para o país.

PALAVRAS-CHAVE: Getúlio Vargas – Relações Exteriores – Acordos

  • Caio Moraes Ferreira

RESUMO: O presente artigo propõe uma interpretação particular das Cartas Filosóficas, texto de Voltaire publicado em 1734 e aqui visto sob o prisma de sua experiência enquanto exilado. Ainda que nossa intenção não seja atribuir ao texto e ao seu autor o peso de intelectuais como Joyce e Victor Hugo (que encontram na escrita a consolidação de um novo compromisso e de uma nova identidade frente ao trauma do desterramento), o fato é que a experiência de Voltaire na Inglaterra parece ter alterado significativamente não só sua visão de mundo, mas os mecanismos utilizados para expressá-la em texto. Nesse sentido, a publicação das Cartas causou um furor até então inédito no contexto da França setecentista, apresentando uma acidez e uma forma de crítica que tornariam Voltaire famoso ao longo da segunda metade do séc. XVIII e consolidariam seu lugar no cânone dos grandes polemistas de língua francesa. A experiência do exílio, portanto, se não definidora de sua poética, certamente lhe concede uma inteligibilidade peculiar e frequentemente ignorada pela historiografia interessada nela.

PALAVRAS-CHAVE: Voltaire – Exílio – Narrativa – Cartas Filosóficas – Século XVIII

  • Leandro Antonio de Almeida

RESUMO: O objetivo deste artigo é refletir sobre as possibilidades abertas para a pesquisa histórica pelos mecanismos de busca nas hemerotecas digitais brasileiras, avaliando um processo em curso do ponto de vista de um historiador e usuário dessas hemerotecas. Após tratar da relação entre informática e história desde os anos 1960, vamos analisar os mecanismos de busca da Hemeroteca Digital Nacional, Acervo Folha, Acervo Estadão, Acervo Veja e Diários Oficiais. A metodologia de análise parte da busca, nestas hemerotecas digitais, por palavras referentes a uma pesquisa de doutorado em curso sobre um desconhecido escritor brasileiro de pseudônimo João de Minas. Os mecanismos de busca acrescentaram relevantes informações à pesquisa, mas cuidados precisam ser tomados quanto à imprecisão dos resultados em função dos próprios mecanismos e da ortografia antiga.

PALAVRAS-CHAVE: Hemerotecas Digitais – Pesquisa Histórica – Mecanismos de busca – Jornais

  • Iraci del Nero da Costa

RESUMO: Com base na visão própria da teoria do conhecimento, o autor procura identificar distintas formas de existência, caracterizar os campos do real, do material e do ideal e descrever algumas das relações que tais campos mantêm entre si. Tal abordagem possibilitou a integração em um todo único de importantes elementos filosóficos desenvolvidos por K. Marx e G. F. Hegel, permitindo, ademais, a formulação de uma perspectiva inovadora com respeito à ação do homem enquanto elemento capaz de gerar o real e criar o material.

PALAVRAS-CHAVE: Formas de existência – Pensamento marxista – Real, Material e Ideal

  • Giuseppe Federico Benedini

RESUMO: Brevíssima resenha histórica sobre a emigração italiana para a Bahia, fundamentada na bibliografia produzida por autores brasileiros e peninsulares. O período considerado vai desde a unificação nacional italiana até a chegada do último grande grupo de emigrantes na Bahia, em meados do século XX. O problema é discutido nos contextos das relações internacionais e da história regional e local, examinando as contribuições italianas na indústria, no comércio, nas artes e na agricultura.

PALAVRAS-CHAVE: História Contemporânea – Migrações – Italianos na Bahia

  • Elenita Malta Pereira

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  • Eduardo Adilson Camilo Pereira

RESUMO: Este artigo procura compreender as reformas políticas e a nova reconfiguração administrativa, com a introdução do regime da prefeitura em Cabo Verde, na primeira metade do séc. XIX (1832-1834). Além disso, procura analisar essas reformas em decorrência das novas exigências da elite política local, como forma de manutenção do seu poderio tanto político quanto econômico.

PALAVRAS-CHAVE: Cabo Verde – Regimes políticos – Reformas administrativas

  • Paulete Maria Cunha dos Santos

RESUMO: O artigo que ora apresentamos objetiva uma análise inicial de como Leolinda de Figueiredo Daltro constituiu sua ação inédita e independente do Estado e da Igreja no que se refere à proposta de uma educação indígena laica. A nossa protagonista, exercia o magistério como professora municipal no Rio de Janeiro. Enquanto isso, nos jornais da capital do país circulavam notícias dos recém chegados “Cherentes” à cidade, à “civilização”. O calendário marcava julho de 1896. Leolinda, sensibilizada com a situação do grupo Xerente e, especialmente, identificada com a “missão” de educar decidiu acompanhá-lo no retorno aos sertões do norte de Goiás, hoje Estado do Tocantins. Uma professora catedrática da sociedade carioca poderia se envolver com “problema de índio”? Quem é essa mulher? A multiplicidade da atuação de Leolinda e sua articulação com uma extensa rede de relações é um fio condutor para o historiador.

PALAVRAS-CHAVE: Leolinda Daltro – Mediadora – Missão de catequista leiga

  • Adriana Gilioli Citino

RESUMO: Vimos com frequência a participação de Igrejas nas questões políticas da sociedade, ainda que as instituições eclesiais se coloquem acima das questões partidárias. Com o objetivo de contribuir para essa discussão, reconstruímos o processo de reflexão da Igreja Católica no Brasil sobre a melhor maneira de sua participação na esfera política da sociedade, no período de 1934 a 1967. Os documentos pesquisados, principalmente, os da Liga Eleitoral Católica, fazem parte da correspondência de Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo de 1908 a 1938, que se encontram arquivados no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo.

PALAVRAS-CHAVE: Igreja católica – Participação política – Laicato católico

  • José Adriano Fenerick

RESUMO: Este artigo propõe discutir alguns aspectos da produção musical de Tom Zé, sob a perspectiva da canção crítica. Num primeiro momento apresenta-se o conceito de canção crítica, tal como desenvolvido historicamente na música popular brasileira, para, em seguida, realizar um exame focado no projeto estético do compositor de Irará.

PALAVRAS-CHAVE: Tom Zé – Canção crítica – Música Popular Brasileira

  • Euclides Antunes de Medeiros

RESUMO: Este artigo problematiza narrativas acerca de crimes praticados por prepostos do Estado, militares de carreira do Estado do Maranhão que, sob o manto protetor da ordem, praticaram, ou permitiram que se praticasse, crimes com requintes de crueldade na virada do século XIX para o XX. Ao apresentar e problematizar esses crimes, partimos do princípio de que o ordenamento político e militar nesse Estado pressupunha formas específicas de violência que, em última instância, constituíram uma cultura de violência nesse período. Trata-se de uma leitura interpretativa da narrativa jornalística de João Parsondas de Carvalho em torno de crimes praticados na região dos vales dos rios Araguaia e Tocantins, tomando-se como fio condutor da análise a relação entre história e memória.

PALAVRAS-CHAVE: Narrativas – Memórias – Violência

  • Claudia Schemes
  • Denise Castilhos de Araujo
  • Ida Helena Thön

RESUMO: Este artigo analisa o uniforme escolar no Brasil e suas relações com a moda nacional e internacional. Realizamos uma pesquisa bibliográfica e um estudo de caso com uma escola fundada no século XIX, no interior do Rio Grande do Sul, a Fundação Evangélica, para observarmos de que forma a moda europeia influenciou as vestimentas de seus alunos.

PALAVRAS-CHAVE: Uniforme escolar – Moda – Fundação Evangélica

  • Maria Clara Tomaz Machado

RESUMO: Esse texto é fruto de um projeto de pesquisa intitulado “Lixo Extraordinário e Estamira: nas tramas da história – arte, ficção e delírios” aprovado pelo CNPQ e com bolsa de IC pela FAPEMIG (2012-2014). Propõe diálogo interdisciplinar entre história e a narrativa fílmica e nele a possibilidade de Estamira, de Marcos Prado, desvelar por meio de seus desvarios, nossa sociedade burguesa, consumista, globalizada, em cujo discurso construído permite ao outro, anônimo social, ser sujeito histórico de seu tempo.

PALAVRAS-CHAVE: Estamira – História – Vídeo documentário

  • Thaís Leão Vieira

RESUMO: O artigo analisa a comédia Cia Teatral Amafeu de Brusso (1961), escrita originalmente para a TV Excelsior, de Oduvaldo Vianna Filho. Discute-se a partir do texto teatral o universo da produção cultural no pré-1964.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro – Humor – Oduvaldo Vianna Filho

FRANK ANKERSMIT CHEGA AO BRASIL

  • João Rodolfo Munhoz Ohara
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