Vol.11 Ano XI nº 1 - Janeiro - Junho de 2014

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MAIS DE DOIS MILHÕES (2.000.000) DE LEITORES!

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 11, Ano XI, Número 1 – Janeiro / Junho – 2014).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pelaagilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de OITENTA (80) RESENHAS QUATROCENTOS E CINQUENTA E UM ARTIGOS (451) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu DEZESSETE (17) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo), Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt), Histórias Visuais: Experiências de Pesquisa entre História e Arte (organizado por Maria Elizia Borges e Heloisa Selma Fernandes Capel) e História e Saúde (organizado por Iranilson Buriti de Oliveira).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Atualmente, é avaliada como B1 (Qualis Capes da área de História). Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Outra comprovação dessa melhora merece destaque: o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Acrescente-se como indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas, nesses últimos anos, o número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br e de Downloads dos arquivos. Em outros termos: até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de DOIS MILHÕES (2.000.000) DE LEITORES, assim distribuídos: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2013, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de seis em seis meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência. Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Para nós é uma honra poder publicar DEZENOVE (19) excelentes ​artigos, cujos autores(as) são: Ademir Luiz da Silva (UEG) / Edgar Silveira Franco (UFG), Amanda Palomo Alves (UFF) / Sandra C. A. Pelegrini (UEM), Ana Paula de Sant’Ana (ICEC), Antonio Maurício Dias da Costa (UFPA), Antonio Simplicio de Almeida Neto (UNIFESP) / Marcia Aparecida Gobbi (FEUSP), Charles Sidarta Machado Domingos (IFSUL), Cilene Margarete Pereira (UNINCOR), Edison Ferreira de Macêdo (UFPB), Felipe A. Cazetta (UFF), Francisca Ferreira Michelon (UFPEL), Frank Antonio Mezzomo (Unespar) / Cristina Satiê de Oliveira Pátaro (Unespar) / Amanda de Souza Ribeiro (Unespar), Lidiana Justo da Costa (UFPB), Márcia Maria de Medeiros (UEMS) / Danglei de Castro Pereira (UEMS), Maria de Nazaré Sarges (UFPA) / João Arnaldo Gomes (UFPA), Paulo Rodrigo Andrade Haiduke (UFPR), Ramsés Nunes e Silva (UEPB), Ricardo Hiroyuki Shibata (Secretaria de Estado da Educação/PR), Sandro Vasconcelos (MCR) / Osvaldo Girão (UFRPE) e Thiago de Faria e Silva (USP).

Como se isso não bastasse, a seção reservada às RESENHAS presenteia o leitor com CINCO (05) textos instigantes. De fato, merecem ser vistas, mais de perto, as avaliações críticas de André Carlos Furtado (UFF), Fabricio Lyrio Santos (UFRB), Jonathan Marcel Scholz (UEM), Sarah dos Santos Araujo (UFAM) e Guilherme de Souza Zufelato (UFU).

Mais uma vez, agradecemos pelas resenhas e artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Ademir Luiz da Silva
  • Edgar Silveira Franco

RESUMO: O objetivo desse artigo é analisar as diferenças e aproximações entre o filme Guerra nas Estrelas, roteirizado e dirigido por George Lucas, lançado em 1977, e sua novelização, com mesmo título, publicada cerca um ano antes. O livro, que adapta a narrativa fílmica, foi concebido como um produto de divulgação. Dessa forma, também foi assinado por Lucas. Porém, seu verdadeiro autor foi o ghost writer Alan Dean Foster, um autor de ficção científica em ascensão, que escreveu a obra tendo como base o roteiro de Lucas. O enfoque principal desse trabalho se dará na questão visual, estabelecendo os pontos de convergência e limites entre a descrição literária feita por Foster e a visualidade cinematográfica produzida por Lucas e sua equipe de atores, produtores e técnicos. Destacamos, sobretudo, a maneira com que Foster estabeleceu sua própria perspectiva do que se tornariam as marcas visuais do épico cinematográfico de fantasia de ficção científica.

PALAVRAS-CHAVE: Visualidade – Cinema – Literatura – Arte conceitual – Autoria

  • Amanda Palomo Alves
  • Sandra C. A. Pelegrini

RESUMO: O presente artigo visa refletir sobre os aspectos políticos e identitários presentes na musicalidade e desempenho profissional de Tony Tornado, artista brasileiro que residiu nos EUA durante os anos 1960, momento em que contestações colocavam em xeque o autoritarismo e problemas étnicos. Neste período, o cantor entrou em contato com a soul music e com o black power. Tais influências foram expressas em canções interpretadas por ele e nas suas performances exibidas em festivais e programas televisivos, na primeira metade dos anos 1970. Salientamos que sua apresentação no V FIC, declarações públicas e atitudes chamaram a atenção das autoridades militares e despertaram desconfianças sobre as possíveis afinidades do cantor com o “Partido dos Panteras Negras”. Constatamos, por fim, que algumas músicas gravadas por Tornado se ocuparam de temáticas sociais e da discriminação racial sofrida pelos negros.

PALAVRAS-CHAVE: Tony Tornado – Black music – Discriminação racial – V Festival Internacional da Canção

  • Ana Paula de Sant’Ana

RESUMO: Procuro nesse artigo desvelar conceitos sobre a liberdade e o efeito de uma civilização situada na contemporaneidade. No entanto, essa é uma pesquisa que ocorre em um Estado longe das metrópoles do país, em Mato Grosso, precisamente em sua capital Cuiabá. Traço uma linha de pensamento junto às entrevistas realizadas com punks que moram na cidade, somando isso ao pensamento crítico de vários autores que percebem a mesma contradição: o novo já vem idealizado por um modelo, mórfico, o costume formatando os atos até torná-los mecanicamente repetitivos quando exaustivamente retiram da vida a sua própria vitalidade; em contraposição a existência do punk na cidade e a relação de seu inconformismo com essa apatia, sua voluntariosa impetuosidade em causar desconforto e a percepção de que sua forma de agir-político baseada no comportamento, na ação do dia a dia, é uma atuação micropolítica de urgência.

PALAVRAS-CHAVE: História – Punk – Contemporaneidade – Política – Resistência

  • Antonio Maurício Dias da Costa

RESUMO: Este texto discute a memória dos profissionais pioneiros do empreendimento televisivo no Pará. O estudo toma como fonte de pesquisa um volume comemorativo dos 40 anos da televisão paraense, composto de 40 depoimentos de artistas e técnicos que atuaram neste campo entre os anos de 1961 e 1976. A proposta do artigo é identificar a formação de um ethos profissional entre os precursores da TV paraense, no contexto de desenvolvimento das redes nacionais. Para isso, são avaliados os registros memorialísticos na pesquisa como representações construídas com base em condicionantes temporais, editoriais e subjetivas.

PALAVRAS-CHAVE: Televisão paraense – Ethos profissional – Memória – Fase experimental – Censura

  • Antonio Simplicio de Almeida Neto
  • Marcia Aparecida Gobbi

RESUMO: A educação patrimonial tornou-se temática frequente em debates culturais, ancorada na premissa de que a escolarização seria momento propício para a conscientização sobre o patrimônio histórico e cultural. Nem sempre, contudo, é considerada a distância entre este bem simbólico e os grupos sociais que não possuem as competências internalizadas – tornadas habitus –, necessárias para a apreensão e valorização deste patrimônio, alijados que são da mais elementar condição de cidadãos. Pelo diálogo interdisciplinar entre História, Ciências Sociais e Educação procura-se promover estranhamento sobre a questão, desnaturalizando o olhar sobre a cidade, tomando-a como patrimônio público através da fotografia.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Patrimonial – Fotografia – Cidade

  • Charles Sidarta Machado Domingos

RESUMO: Este artigo analisa o filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, a partir da ótica da História Contemporânea. Para tanto, abordaremos os principais pontos do debate teórico da Guerra Fria, o contexto de produção da película relacionando-o com a Crise dos Mísseis e as críticas que o diretor elabora sobre as Forças Armadas, a política e o progresso tecnológico. Por fim, evidenciaremos como o elemento sexualidade cumpriu um importante fator de coesão para a crítica social que o filme pretende realizar – além de trazermos à tona o alerta final desta importante produção de Stanley Kubrick.

PALAVRAS-CHAVE: História Contemporânea – Guerra Fria – Dr. Fantástico – Stanley Kubrick – Cinema

  • Cilene Margarete Pereira

RESUMO: Neste artigo, nosso objetivo é discutir o modo como se dá a construção e a elaboração da personagem feminina e do narrador machadianos (e de seus “discursos conscientes”) a partir da reescrita do conto “O segredo de Augusta”, publicado em Contos Fluminenses (1870), e transformado, mais tarde, em “Uma senhora”, de Histórias sem data (1884). Nesse processo de reescrita devemos considerar dois aspectos: um referente ao aproveitamento do tema da mulher vaidosa, que ocorre nos dois contos; outro que diz respeito aos processos narrativos modificados que permitem, no entanto, que um texto seja considerado uma “releitura” de outro. Desse modo, é possível entender que Machado estava, em “Uma senhora”, revisitando (e relendo) um texto publicado originalmente em 1868 no Jornal das famílias.

PALAVRAS-CHAVE: Reescrita – Narrativa – Personagem feminina – Narrador

  • Edison Ferreira de Macêdo

RESUMO: Para compreender as condições de sobrevivência de crianças e adolescentes pobres no Brasil e no mundo, é necessário restituir as análises socioeconômicas e culturais de existência centrada nas relações sociais de classe e de sexo. O material empírico é proveniente de uma pesquisa realizada na cidade de João Pessoa-PB, com adolescentes em condição de rua e das políticas de institucionalização. As contribuições da mídia, relatórios e literatura, possibilitaram a compreensão e análise das precárias condições da realidade latino-americana e europeia da temática. Nos últimos vinte anos a problemática das crianças e adolescentes desfavorecidas no Brasil e no âmbito internacional é objeto de discussão de pesquisas das Ciências Sociais objetivando propiciar a construção de um conhecimento com vistas à erradicação da mesma.

PALAVRAS-CHAVE: Infância – Trabalho – Pobreza – Violência-Instituição

  • Felipe A. Cazetta

RESUMO: A revista América Brasileira, vigente entre os anos de 1921 a 1924, foi órgão de difusão de ideias heterogêneas, havendo tensão entre o conservadorismo e o modernismo, refletidos na composição de seus corpo de colaboradores – composto tanto por historiadores do IHGB em seu período imperial (conforme é o caso de Rocha Pombo), quanto por jovens modernistas (Sérgio Buarque de Holanda, por exemplo). No entanto, é interessante examinar as relações desta revista com outros veículos de imprensa e outros intelectuais, brasileiros e estrangeiros. Deste modo, é objetivo do artigo apresentado a análise da aproximação da América Brasileira com alguns elementos provenientes da elite intelectual nacional e lusitana, estabelecendo estreito contato com a Nação Portuguesa, órgão de imprensa do Integralismo Lusitano. Este grupo político possuía como aspectos: o conservadorismo, o tradicionalismo, o antiliberalismo, defendendo projeto de monarquia corporativista, em oposição à República.

PALAVRAS-CHAVE: América Brasileira – Sociabilidades – Conservadorismo

  • Francisca Ferreira Michelon

RESUMO: Neste texto, desenvolve-se uma reflexão sobre um período da história da fotografia no qual o advento dos ateliers fotográficos com telhados de vidro foram possíveis, dadas as técnicas construtivas disponíveis. Pondera-se como a ocorrência destes lugares viabilizou a produção de retratos fotográficos em larga escala e como os remanescentes, raros, informam sobre a situação relacional entre o cliente e fotógrafo. Para analisar o ambiente destes estúdios, observam-se três exemplares, hoje transformados em Casas Museu: o estúdio de Carlos Relvas e dos Vicentes, ambos em Portugal e o estúdio de Josef Seidel na República Tcheca. Por fim, o estúdio é defendido como o lugar onde, no Século XIX e primeiras décadas do XX a demanda pela representação do indivíduo encontrava resposta.

PALAVRAS-CHAVE: Ateliers fotográficos – retratos – história da fotografia

  • Frank Antonio Mezzomo
  • Cristina Satiê de Oliveira Pátaro
  • Amanda de Souza Ribeiro

RESUMO: Busca-se analisar as representações da mulher veiculadas na mídia impressa católica do norte do Paraná, no intuito de compreender os valores, comportamentos e relações que permeiam os conteúdos do periódico. Foram tabulados os conteúdos que faziam referência à mulher, presentes nas edições do Jornal Folha do Norte do Paraná dos anos de 1968 e 1969, cuja análise possibilitou a construção das categorias: coluna feminina, ocorrências policiais, propaganda, religião e outros. As representações presentes no Jornal denotam influências do contexto histórico e das transformações culturais, sociais, políticas e econômicas que marcaram a década de 1960 e são portadoras de valores, comportamentos e normas, muitos deles reforçados pela doutrina religiosa, que orientam os modelos a serem seguidos e aqueles a serem rechaçados.

PALAVRAS-CHAVE: Mulher – Religião – Jornal

  • Lidiana Justo da Costa

RESUMO: Rebeldes, insubordinados, partidários e irreverentes, é esta a impressão que se tem de alguns oficiais, quando da apreciação dos ofícios e correspondências dos comandantes da Guarda Nacional da Paraíba aos presidentes da província. Através de pequenos relatos e episódios corriqueiros presentes na documentação, tentaremos reconstituir as relações internas da milícia priorizando os guardas que estavam inseridos numa hierarquia maior, neste caso, os que ocupavam postos de oficiais da Guarda Nacional. A escolha do recorte justifica-se tendo em vista que a partir de 1834-1849 a documentação oferece-nos indícios sobre como se relacionavam os oficiais da Guarda Nacional..

PALAVRAS-CHAVE: Guarda Nacional – Oficiais – Milícia

  • Márcia Maria de Medeiros
  • Danglei de Castro Pereira

RESUMO: O presente artigo pretende apresentar as reminiscências do medievo na obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, contando para isso com três categorias conceituais a partir das quais será realizada a análise, quais sejam elas: o belicismo, o contratualismo e a religiosidade. Esta análise buscará remeter a elementos que denotam como essas categorias estavam presentes e faziam parte da mentalidade medieval e podem ser percebidas dentro da trama do romance de Rosa, carregando suas personagens com as cores da cavalaria medieval.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura Medieval – Guimarães Rosa – Idade Média

  • Maria de Nazaré Sarges
  • João Arnaldo Gomes

RESUMO: A partir da análise de periódicos locais, este artigo pretende abordar a presença de migrantes espanhóis na cidade de Belém do Pará, no final do século XIX e início do XX, enfocando as suas experiências nessa cidade que vivia, no período citado, o auge da economia da borracha. Experiências, vivências e tensões faziam parte do mundo desses migrantes que estabeleciam redes de solidariedade e procuravam fortalecer as suas identidades adotando práticas culturais muito próprias do mundo Ibérico, como as touradas.

PALAVRAS-CHAVE: Imigração – Galegos – Belém – Amazônia

  • Paulo Rodrigo Andrade Haiduke

RESUMO: O presente trabalho encaminha o levantamento e a discussão de algumas das questões culturais e sociais cruciais que permearam as experiências dos indivíduos nas metrópoles europeias do final do século XIX e início do século XX, enfatizando o caso parisiense. Ele parte do questionamento intenso na época com relação aos princípios modernizadores e ao ideal de homem moderno emancipado e esclarecido, buscando localizar esta crise de identidade como uma espécie de sintoma desta conjuntura. Leva em consideração, no entanto, aspectos tradicionais remanescentes do Antigo Regime, e que faziam destas cidades espaços de encontro entre forças, em princípio, antagônicas. Utilizarei aqui também alguns trechos do romance de Marcel Proust (1871-1922) intitulado À la recherche du temps perdu, publicado entre 1913 e 1927, para problematizar algumas formas pelas quais estes problemas foram levantados e discutidos pela literatura da época.

PALAVRAS-CHAVE: Fin-de-siècle – Belle Époque – Modernidade Parisiense – Crise de Identidade – Decadência

  • Ramsés Nunes e Silva

RESUMO: A secularização da instrução passou a se manifestar na Europa de forma mais efetiva no final do século XVIII e mais particularmente no século XIX. No Brasil, veio lentamente a se tornar temática recorrente na última metade do século XIX a partir de propostas instrucionais e discursos legislativos. O Estado brasileiro, como uma monarquia, mantinha o sistema de padroado, onde a Igreja era submetida às ordens da realeza. Inclusive relacionados a escolha de lideranças eclesiásticas. No cotidiano das relações administrativas vinculadas a instrução nas províncias, o Estado entretanto, obedecia a uma lógica de dependência. Eram os padres os grandes responsáveis pela instrução num mundo que se transformava, mas de forma específica. Nosso artigo visa refletir sobre a presença clerical na instrução pública da Parahyba do Norte, nos últimos dias do período imperial, como uma forma de perceber os indícios de um processo de transição entre modelos societários europeus e a dinâmica cultural brasileira. Notadamente na esfera dos espaços escolares, fortemente influenciada pelo universo católico.

PALAVRAS-CHAVE: História da educação – Secularização – Instrução Pública

  • Ricardo Hiroyuki Shibata

RESUMO: Dos Tempos Clássicos até a Idade Moderna, a “casa” (oikos) não foi somente uma questão de administração da família e conservação do patrimônio, mas também agricultura e lações de amizade. Este estudo analisa este tema num espectro mais amplo, de acordo com alguns incunabula e livros raros, dos séculos XV e XVI, sob salvaguarda da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

PALAVRAS-CHAVE: Renascimento – Navegações Portuguesas – Idade Moderna

  • Sandro Vasconcelos
  • Osvaldo Girão

RESUMO: As cidades apresentam uma característica mutante, ora gerando movimentos transformadores de sua paisagem e costumes de seus habitantes, ora incorporando influências externas e adaptando-as a sua realidade. Nosso trabalho visa mostrar como ao longo de quase cinco séculos a cidade do Recife foi palco de várias modificações estruturais, as etapas dessas transformações impulsionadas por um desejo de modernização e o que atualmente forma o conjunto patrimonial urbano chamando atenção para a preservação desses sítios históricos.

PALAVRAS-CHAVE: Cidades – Modernização – Patrimônio – Recife

  • Thiago de Faria e Silva

RESUMO: O artigo pretende resgatar as discussões realizadas sobre o tema das favelas nas seguintes obras artísticas do CPC da UNE e do CPC de São Paulo: a peça A Estória do Formiguinho ou deus ajuda os bão; o poema de cordel Quem matou Aparecida: a história de uma favelada que ateou fogo às vestes; as gravuras do CPC de São Paulo; a música Grileiro vem, pedra vai e o filme Cinco vezes favela (1962). No artigo, adota-se uma perspectiva comparativa entre as atuais discussões sobre as favelas e as questões ensejadas pelas experiências da década de 60.

PALAVRAS-CHAVE: Reescrita – Narrativa – Personagem feminina – Narrador

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