Vol.12 Ano XII nº 1 - Janeiro - Junho de 2015

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MAIS DE DOIS MILHÕES E QUINHETOS MIL (2.500.000) LEITORES!

É com imensa satisfação que lançamos mais um número de Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 12, Ano XII, Número 1 – Janeiro / Junho – 2015).

Nesse momento, é preciso recordar: muito do que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. Aqui, temos de expressar os nossos mais sinceros agradecimentos e a nossa gratidão a todos(as) que se envolveram, com desprendimento e coragem, nessa empreitada. Os esforços empreendidos por todas essas pessoas foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência. Ao lado disso, devemos, com muita alegria, agradecer a todos aqueles que enviaram seus artigos, pois, fazendo isso, contribuíram para que Fênix – Revista de História e Estudos Culturais pudesse se consolidar, ao longo de um período de pouco mais de dez (10) anos. Por fim, é fundamental registrar uma especial manifestação de agradecimento aos nossos leitores: sem eles, nada disso teria sido possível. Foi graças ao interesse e ao apoio dos nossos leitores que esse projeto editorial obteve acolhida tão positiva.

Em dezembro de 2004, quando entrou no ar o site www.revistafenix.pro.br, o nosso objetivo era o de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível um periódico científico capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de OITENTA E OITO (88) RESENHAS QUATROCENTOS E NOVENTA E DOIS ARTIGOS (492) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu DEZENOVE (19) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo), Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt), Histórias Visuais: Experiências de Pesquisa entre História e Arte (organizado por Maria Elizia Borges e Heloisa Selma Fernandes Capel), História e Saúde (organizado por Iranilson Buriti de Oliveira), Encontros entre Brasil e Itália: Intercâmbios Acadêmicos [organizado por Rodrigo de Freitas Costa e Fulvia Zega (Università degli Studi di Genova)] e, neste número, História e Literatura abordagens e diálogos (organizado por Euclides Antunes de Medeiros e Olivia Macedo Miranda Cormineiro).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Atualmente, é avaliada como B1 (Qualis Capes da área de História). Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Outra comprovação dessa melhora merece destaque: o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Acrescente-se como indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas, nesses últimos anos, o número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br e de Downloads dos arquivos. Em outros termos: até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu MAIS DE DOIS MILHÕES E QUINHENTOS MIL (2.500.000) LEITORES, assim distribuídos: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2013, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de seis em seis meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e dos materiais disponíveis para o cumprimento de todas as árduas etapas de trabalho, envolvidas na edição de uma revista científica de qualidade.

Mais um bom exemplo dessa preocupação constante com a qualidade pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Com efeito, nesta edição, é uma honra poder publicar um excelente DOSSIÊ intitulado História e Literatura abordagens e diálogos, sob a organização de Euclides Antunes de Medeiros e de Olivia Macedo Miranda Cormineiro (ambos da Universidade Federal do Tocantins – UFT/Araguaína), que conta com a colaboração de DEZ (10) pesquisadores: Fernanda Martins da Silva (Universidade Federal de Uberlândia – UFU), Dernival Venâncio Ramos (Universidade Federal do Tocantins – UFT) / Marina Haizenreder Ertzogue (Universidade Federal do Tocantins – UFT), Luiza Helena Oliveira da Silva (Universidade Federal do Tocantins – UFT) / Márcio Araújo de Melo (Universidade Federal do Tocantins – UFT), Plábio Marcos Martins Desidério (Universidade Federal do Tocantins – UFT), Idelma Santiago da Silva (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA) / Hiran de Moura Possas (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA), Olivia Macedo Miranda Cormineiro (Universidade Federal do Tocantins – UFT) e Euclides Antunes de Medeiros (Universidade Federal do Tocantins – UFT).

Ao lado disso, é motivo de muita alegria poder publicar, na SEÇÃO LIVREDEZ (10) excelentes ARTIGOS, cujos autores(as) são: Rosangela Patriota (Universidade Federal de Uberlândia – UFU), Arthur Valle (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ), Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), Vanessa Cianconi (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ), Rodrigo de Freitas Costa (Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM), Vera Lúcia Caixeta (Universidade Federal do Tocantins – UFT), Mayara Paiva de Souza (Universidade Federal de Goiás –UFG), Maria Augusta de Castilho (Universidade Católica Dom Bosco – UCDB) / Nataniél Dal Moro (Universidade Católica Dom Bosco – UCDB), Vivian Staroski (Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC) / Paulo Rogério Melo de Oliveira (Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI) e Alcides Freire Ramos (Universidade Federal de Uberlândia – UFU).

Como se isso não bastasse, a seção reservada às RESENHAS presenteia o leitor com TRÊS (03) textos instigantes. De fato, merecem ser vistas, mais de perto, as avaliações críticas de Rodrigo Francisco Dias (Universidade Federal de Uberlândia – UFU), Iza Debohra Godoi Sepúlveda (Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT) e André Cabral Honor (Universidade Federal de Brasilia – UnB).

Mais uma vez, agradecemos pelas resenhas e artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Rosangela Patriota

RESUMO: Este artigo discute os 50 anos da Editora Perspectiva (SP) e a contribuição de sua política editorial para a sociedade brasileira, em seu conjunto, e, em especial, para a área de Ciências Humanas.

PALAVRAS-CHAVE: Editora Perspectiva – Jacó Guinsburg – História da Cultura

  • Arthur Valle

RESUMO: Em 17 de julho de 1902, foi inaugurada, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro, a “Exposição de Arte Portuguesa”, organizada pelo representante de artistas lusitanos Guilherme da Rosa. Foi nessa mostra que a Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (ENBA) adquiriu o conjunto de quadros que veio a constituir o núcleo da sua coleção de pintura portuguesa oito-novecentista, possivelmente a mais significativa existente no Brasil. O presente texto visa apresentar a exposição de 1902, relacionando-a ao contexto mais amplo de intensificação das trocas comerciais e culturais entre Portugal e Brasil, verificável com o advento do século XX.

PALAVRAS-CHAVE: Exposições de Arte – Coleções de Arte – Arte Portuguesa no Brasil

  • Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva

RESUMO: Neste artigo, partindo de minha experiência na coordenação do projeto coletivo Hagiografia e História: um estudo comparativo da santidade e da apresentação dos resultados parciais desta pesquisa, proponho algumas possibilidades de estudos comparativos. Iniciando pela comparação clássica, apresento sugestões de uso de diferentes modalidades metodológicas comparativas, que podem ser aplicadas ao estudo de distintos objetos e com corpus documental variado.

PALAVRAS-CHAVE: Hagiografia – Comparação – Península Ibérica – Idade Média

  • Vanessa Cianconi

RESUMO: Angels in America, de Tony Kushner, é uma peça que não deixa dúvidas sobre a que veio. A crítica do dramaturgo ao governo estadunidense sempre foi marcado por momentos de questionamentos e ativismos que ajudaram a solidificar o movimento gay nos EUA. Neste ensaio, procuro demonstrar uma parte dessa crítica mordaz enquanto considero as figuras históricas, ambas personagens de Angels, Roy Cohn e Ethel Rosenberg, e a figura do fantasma que tanto assombra a história daquele país.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro – Política – Fantasmagoria

  • Rodrigo de Freitas Costa

RESUMO: Este artigo procura pensar o espaço das discussões sobre o Ensino de História na atualidade, tendo por referência as reflexões de Hannah Arendt em “A Crise na Educação”. Compreendemos que os problemas que envolvem o Ensino de História nas escolas são decorrentes de problemáticas sociais mais amplas e precisam ser pensados no interior de um debate que envolva não exclusivamente as questões pedagógicas. Frente a políticos que o século XX nos relegou, as análises sobre as condições em que ocorre o Ensino de História e a prática reflexiva precisam ser priorizadas quando se tem por finalidade favorecer avanços educacionais e permitir a interação entre ensino e pesquisa.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino de História – Hannah Arendt – Ensino e Pesquisa

  • Vera Lúcia Caixeta

RESUMO: Nesse artigo analiso os discursos médicos sobre o corpo, em especial sobre o corpo feminino e suas funções, na transição do século XVIII para o XIX, quando o Estado português impôs limitações sérias aos corpos. Utilizo o livro Tratado de Educação Fysica dos Meninos para Uso da Nação Portugueza, do médico mineiro Francisco de Mello Franco, datado de 1789. Esta obra rara da medicina portuguesa foi publicada pela Academia Real das Ciências de Lisboa. Persigo as estratégias normativas da medicina e do Estado português no sentido de moldar os corpos e fixar uma identidade feminina. Os estudos culturais e a história do corpo subsidiaram as reflexões aqui apresentadas.

PALAVRAS-CHAVE: Corpo – Maternidade – Discursos Médicos – História Cultural

  • Mayara Paiva de Souza

RESUMO: Neste texto pretendo analisar a morte “continuada” de Frederico Eduardo Mayr, um jovem estudante morto sob tortura durante a Ditadura Militar no Brasil. A mãe de Frederico Mayr lutou por quase duas décadas para reaver seus restos mortais e o sepultar. Minha intenção é partir de um caso para uma análise mais ampla, tanto do contexto político abordado, quanto dos aspectos teórico-metodológicos da disciplina histórica. Para tanto, parto do contexto da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) abordando a história da prisão e morte de Frederico Eduardo Mayr e a subsequente luta de sua mãe para reaver o seu corpo e contar a sua história.

PALAVRAS-CHAVE: Luto – História – Ditadura Militar

  • Maria Augusta de Castilho
  • Nataniél Dal Moro

RESUMO: Muito do que se conhece da história da “região sul de Mato Grosso” se deve aos escritos produzidos por autores memorialistas. Porém, nem sempre as documentações consultadas podem ser analisadas ou cotejadas com outras pelo fato de não existirem materialmente, pois são originárias de informações contidas na tradição oral das famílias pioneiras. Esses autores descreveram os seus antepassados como desbravadores e fundadores na ocupação desta região. Diante disso, o presente trabalho investiga como determinados textos produzidos por autores memorialistas contribuíram para edificar um passado glorioso sobre os pioneiros e os seus feitos.

PALAVRAS-CHAVE: Concepção de mundo – Autores memorialistas – Jornal impresso

  • Vivian Staroski
  • Paulo Rogério Melo de Oliveira

RESUMO: O artigo discute a construção do passado e a busca pelas origens no município de Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. No final do século XX e início do século XXI, identificamos o despertar de um interesse, manifestado pela administração pública, pelo passado histórico do município, num contexto regional marcado pela busca e afirmação de identidades locais como fator de promoção cultural e desenvolvimento econômico.

PALAVRAS-CHAVE: Petrolândia – Mito de Origem – Alto Vale do Itajaí – Memória

DOSSIÊ HISTÓRIA E LITERATURA ABORDAGENS E DIÁLOGOS

  • Euclides Antunes de Medeiros
  • Olivia Macedo Miranda Cormineiro
  • Fernanda Martins da Silva

RESUMO: Este artigo busca analisar algumas das produções críticas sobre a obra do poeta Manoel de Barros enfocando aqueles que os veem como moderno. O objetivo é debater as contradições da modernidade na obra do poeta, tendo em vista que a modernidade pode ser caracterizada por um projeto estético, no qual grande parte da critica enquadram o poeta, e um projeto político que tinha entre outros, como a defesa de uma nacionalidade, a busca de uma obra de arte que propusesse uma reflexão sobre o processo de transformação da sociedade capitalista cada vez mais imediatista.

PALAVRAS-CHAVE: Estética da recepção – Manoel de Barros – Modernidade

LENTILHAS E LOBAS: HISTÓRIA E FICÇÃO NA PIRATARIA DO CARIBE

  • Dernival Venâncio Ramos
  • Marina Haizenreder Ertzogue

RESUMO: Este artigo analisa as representações da pirataria na narrativa de Silvestre de Balboa. A obra Espejo de paciencia conta o sequestro do bispo espanhol Cabezas Altamirano, em Cuba, por corsários franceses. Esse poeta canário, que viveu em Porto Príncipe, registra a saga do religioso e o assassinato do corsário Gilbert Girón. Trata-se de um poema épico considerado “fundador” da literatura cubana e um dos únicos registros remanescente do período colonial sobre a pirataria no Caribe. Do mesmo modo, são analisadas as reverberações contemporâneas na literatura caribenha da pirataria através das obras de Antonio Benitez Rojo e Zoé Valdés. Além de trazer reflexões sobre a cultura marítima no contexto colonial da ilha de Cuba, integrante do arquipélago antilhano, o texto destaca a repercussão desse tema na literatura cubana atual.

PALAVRAS-CHAVE: Pirataria – Caribe – Narrativa – Silvestre – Balboa

  • Luiza Helena Oliveira da Silva
  • Márcio Araújo de Melo

RESUMO: Esse artigo discute a relação entre história e literatura a partir da semiótica filiada à matriz de linha francesa. Como teoria da significação, a semiótica volta-se para a problemática do sentido na linguagem, mas também para o sentido que os sujeitos produzem em sua relação com o mundo. Suas formulações são aqui mobilizadas para se pensar as perspectivas da história e da literatura frente aos textos e ao contexto, compreendido como exterioridade. Abarcando essas reflexões, analisa-se o conto O cego Estrelinho, de Mia Couto.

PALAVRAS-CHAVE: Semiótica – História – Literatura – Mia Couto

  • Plábio Marcos Martins Desidério

RESUMO: A teledramaturgia ocupa um espaço importante na história da televisão brasileira. A produção de teleficção seja da telenovela, de seriados e de minisséries é resultado de transposições de linguagens como o teatro, o cinema e a literatura. A teledramaturgia e seu mais importante produto, a telenovela é construída, a partir de composição de alguns gêneros literários e suas formas, como o melodrama e também recebe influências de estilos como o realismo. O artigo procura compreender como a telenovela, como produto televisivo e também uma forma cultural possui diversas matrizes narrativas e uma possível estética baseada na verossimilhança. Para essa compreensão destacaremos e analisaremos algumas dessas matrizes e seus desdobramentos na construção da novela como teleficção.

PALAVRAS-CHAVE: Telenovela – Gêneros Literários – Ficção – Verossimilhança

  • Idelma Santiago da Silva
  • Hiran de Moura Possas

RESUMO: Do número imensurável de textos sobre a vida, que o útero do tempo é capaz de gestar, aqueles produzidos artesanalmente, fora dos sistemas culturais oficiais, são sem dúvida os mais atraentes. São bordas recheadas de significados e, ao mesmo tempo, se esquivando de todos eles. Esse fazer libertino não poderia deixar de transitar também pelas Amazônias no plural para, de modo muito precário, tentar acompanhar a velocidade de suas transformações, inclusive a de alguns artistas das bordas, como Antonio Juraci Siqueira, um flâneur transitando pelos territórios barrocos com funcionamento semiótico, sem ponto de referência, sem verdade última, todo ele relação, tradução constante e dinâmica, inclusive ao Transar as Amazônias pela rodovia “boiúna”.

PALAVRAS-CHAVE: Transamazônica – bordas – Amazônias – fronteiras – Antonio Juraci Siqueira

  • Olivia Macedo Miranda Cormineiro

RESUMO: O objetivo deste artigo é problematizar o impacto do contato de Ignácio Baptista de Moura e Joaquim A. Leite Moraes com os rios Tocantins e Araguaia durante suas passagens pela região nas duas últimas décadas do século XIX. Abordaremos a temática considerando-se o adensamento, nos respectivos relatos desses viajantes, da construção metafórica que, em certo sentido, não somente ficcionaliza os rios e a região, mas também lhes preenche de significados. De um lado, surge a expressão de emoções liberadas nas próprias viagens e que se traduzem na pontuação dos relatos plenos de excitamento e melancolia; e, de outro, uma poética que se move entre a plasticidade e o horror da natureza alegorizadas em espaços infernais, muitos deles apreendidos em clássicos literários.

PALAVRAS-CHAVE: Rios Araguaia e Tocantins – Narrativas – Presença – Tradição literária – Abismo

  • Euclides Antunes de Medeiros

RESUMO: Este artigo tem a pretensão de problematizar, a partir da análise de um texto “relativamente desconhecido”, bem como seu autor no campo da literatura Brasileira, como a literatura é mobilizada nas relações sociais. Entender tal mobilização permite revelar a estrutura de sentimentos no interior da qual o texto foi gerado. Nesse sentido os elementos estéticos mobilizados revelam as relações entre o autor, sua consciência prática e a ficção.

PALAVRAS-CHAVE: História – Mobilização – Literatura – Épico-Trágico

A BASE DO CONCEITO DE ESCRAVIDÃO NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA:
ERIC WILLIAMS E SUA OBRA SEMINAL CAPITALISMO E ESCRAVIDÃO

  • André Cabral Honor