Vol.12 Ano XII nº 2 - Julho - Dezembro de 2015

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MAIS DE TRÊS MILHÕES (3.000.000) LEITORES!

É com imensa satisfação que lançamos mais um número de Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 12, Ano XII, Número 2 – Julho / Dezembro – 2015).

Neste início de 2016, temos muita satisfação em expressar os nossos mais sinceros agradecimentos e a nossa gratidão a todos(as) que se envolveram, com desprendimento e coragem, nesta complexa empreitada. Nesse momento, é preciso recordar: muito do que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. Ao lado disso, devemos, com muita alegria, agradecer a todos aqueles que enviaram seus artigos, pois, fazendo isso, contribuíram para que Fênix – Revista de História e Estudos Culturais pudesse se consolidar, ao longo de um período de pouco mais de onze (11) anos. Por fim, é fundamental registrar uma especial manifestação de agradecimento aos(às) nossos(as) leitores(as): sem eles(as), nada disso teria sido possível. Foi graças ao interesse e ao apoio deles(as) que esse projeto editorial obteve acolhida tão positiva.

Em dezembro de 2004, quando entrou no ar o site www.revistafenix.pro.br, o nosso objetivo era o de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível um periódico científico capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de NOVENTA (90) RESENHAS QUINHENTOS E NOVE (509) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu VINTE (20) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo), Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt), Histórias Visuais: Experiências de Pesquisa entre História e Arte (organizado por Maria Elizia Borges e Heloisa Selma Fernandes Capel), História e Saúde (organizado por Iranilson Buriti de Oliveira), Encontros entre Brasil e Itália: Intercâmbios Acadêmicos [organizado por Rodrigo de Freitas Costa e Fulvia Zega (Università degli Studi di Genova)], História e Literatura abordagens e diálogos (organizado por Euclides Antunes de Medeiros e Olivia Macedo Miranda Cormineiro) e, neste número, o Dossiê Cartas (Francisco Alcides do Nascimento e Frederico Osanam Amorim Lima).

Vale salientar que, ao longo desse período, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para o seu amadurecimento e aceitação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Atualmente, é avaliada como B1 (Qualis Capes da área de História). Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes. Outra comprovação dessa melhora merece destaque: o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Acrescente-se como indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas, nesses últimos anos, o número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br e de Downloads dos arquivos. Em outros termos: até o momento, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu a prestigiosa atenção de MAIS DE TRÊS MILHÕES (3.000.000) DE LEITORES, assim distribuídos: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2013, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de seis em seis meses.

Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e dos materiais disponíveis para o cumprimento de todas as árduas etapas de trabalho, envolvidas na edição de uma revista científica de qualidade.

Mais um bom exemplo dessa preocupação constante com a qualidade pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Com efeito, nesta edição, é uma honra poder publicar um excelente DOSSIÊ intitulado Cartas, sob a organização de Francisco Alcides do Nascimento e Frederico Osanam Amorim Lima (ambos da (UFPI), que conta com a colaboração de SETE (07) pesquisadores: Ana Cristina Meneses de Sousa Brandim (UESPI), Audrey Maria Mendes de Freitas Tapety (PUC/SP), Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN), Francisco Alcides do Nascimento (UFPI), Frederico Osanam Amorim Lima (UFPI), Yvone Dias Avelino (PUC-SP), Maria Izilda Santos de Matos (PUC-SP).

Ao lado disso, é motivo de muita alegria poder publicar, na SEÇÃO LIVRENOVE (09) excelentes ARTIGOS, cujos autores(as) são: Adriana Angelita da Conceição (Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP), Beatriz Polidori Zechlinski (Universidade Federal do Paraná – UFPR), Diogo Cesar Nunes (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ), Mauro Dillmann (Universidade Federal do Rio Grande – FURG), Nelson Tomelin Jr. (Universidade Federal do Amazonas – UFAM/Manaus), Roberg Januário dos Santos (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA) / Iranilson Buriti (Universidade Federal de Campina Grande – UFCG), Robson Carlos da Silva (Universidade Estadual do Piauí – UESPI), Tadeu Pereira dos Santos (Universidade Federal de Uberlândia – UFU) / Maria Clara Tomaz Machado (Universidade Federal de Uberlândia – UFU) e Vinicius Cranek Gagliardo (Universidade Estadual Paulista – UNESP/Franca).

Como se isso não bastasse, a seção reservada às RESENHAS presenteia o leitor com DOIS (02) textos instigantes. De fato, merecem ser vistas, mais de perto, as avaliações críticas de Camila Mota Farias (Universidade Estadual do Ceará – UECE) e Rodrigo Francisco Dias (Universidade Federal de Uberlândia – UFU).

Mais uma vez, agradecemos pelas resenhas e artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Adriana Angelita da Conceição

RESUMO: Os impérios ultramarinos impulsionaram grandes mobilidades humanas, de saberes e de curiosidades. Com isso, o governo a distância demandou uma imensa produção escrita, especialmente, de cartas. O objetivo deste texto será perpassar os estudos de história natural no século XVIII, no espaço da América portuguesa, através do intercâmbio epistolar entre D. Luís de Almeida, 2º marquês do Lavradio (vice-rei do Brasil de 1769 a 1779), e Pedro José de Noronha, marquês de Angeja. Assim, esta troca de cartas será analisada através da história social da cultura escrita, nos interessando as cousas curiosas que Lavradio relatou e enviou a Angeja, junto da fundação da Academia Científica do Rio de Janeiro em 1772.

PALAVRAS-CHAVE: Cultura Escrita – História Natural – Vice-Rei 2º Marquês Do Lavradio

  • Beatriz Polidori Zechlinski

RESUMO: Neste artigo abordamos as ideias que levaram à constituição do primeiro cânone literário francês no século XVII e a sua relação com a atuação das escritoras nos espaços letrados desse período. Partimos da relação suscitada pelo estudo da literatura produzida por mulheres entre as ideias de “escrita feminina” e de “cânone literário”. Objetivamos com este estudo compreender como a produção literária de mulheres, especialmente do século XVII, se relacionou com a ideia de “grande literatura” e de “literatura nacional”. Questionamos por quais motivos na França, no século XVII, muitas mulheres fizeram parte de antologias e de listas de autores considerados relevantes e por que a partir de um determinado período da Época Moderna a produção literária das mulheres francesas foi considerada irrelevante para o arcabouço cultural oficial dessa nação.

PALAVRAS-CHAVE: Escritoras – Século XVII – Cultura escrita – Cânone literário

  • Diogo Cesar Nunes

RESUMO: O presente artigo apresenta uma leitura preliminar e aproximativa da obra poética de Moacyr Félix, buscando identificar alguns conflitos que marcam a condição do poeta moderno. Tomando como premissa a hipótese de que a poesia moderna se dá no conflito entre a consciência histórica e o desejo de escapar à historicidade, intenta-se explorar em alguns poemas o que seria o confronto entre Spleen e Ideal, ou seja, entre uma percepção da realidade como decadência, impossibilidade da experiência, e a utopia, na tentativa de representar, e/ou nomear, a vida no que seria sua plenitude: a liberdade, que, através do amor, realizaria o encontro do indivíduo consigo mesmo, com os demais indivíduos e com o mundo.

PALAVRAS-CHAVE: Moacyr Félix – Tempo – Slpeen – Ideal – Utopia

  • Mauro Dillmann

RESUMO: Este artigo apresenta uma interpretação de algumas representações de São Miguel Arcanjo e sua devoção, sobretudo sua importância para os cristãos-católicos enquanto protetor na vida e na morte, especialmente na sua função de intermediário para o socorro das almas do Purgatório, no período da História Moderna ocidental. Para tal, vale-se da análise de fontes escritas publicadas em Portugal, principalmente livros religiosos de devoção. O recorte temporal privilegia o século XVIII, mas também considera outros períodos por tratar-se de concepções religiosas que ultrapassam marcos temporais rígidos.

PALAVRAS-CHAVE: São Miguel – Almas – Devoção – Purgatório

  • Nelson Tomelin Jr.

RESUMO: Pensando a cidade a partir do conto O alienista (1882), de Machado de Assis, e do filme Azyllo muito louco (1970), de Nelson Pereira dos Santos, o presente artigo busca também discutir práticas de tratamento em saúde mental na história. Essas obras, imaginadas e realizadas em momentos de violência social nada branda, período final do Império e recrudescimento da repressão e censura praticadas no Brasil desde o golpe de 1964, ampliam possibilidades de reflexão no debate histórico sobre cidades e saúde.

PALAVRAS-CHAVE: O alienista – Azyllo muito louco – Ditadura – Saúde

  • Roberg Januário dos Santos
  • Iranilson Buriti

RESUMO: Educar ou praticar atividades de cunho pedagógico não se resume apenas ao exercício da docência em sala de aula. O ato de ensinar e suas formas são manifestados também em outras ocasiões e circunstâncias, como ensinar a amar uma cidade, educar os mais novos para que aprendam a valorizar vivências de outro tempo, cultivar nas gerações o reconhecimento de posturas, concepções e modos de fazer e dizer uma espacialidade. É assim que este propõe, a partir dos pressupostos da histórica cultural, estudar a trajetória da professora e poetisa Maria Carolina Wanderley Caldas (Sinhazinha Wanderley), nascida em 1876 na cidade do Assú, no Rio Grande do Norte, pertencente à família de destaque na cena social assuense: Wanderley. Ela foi professora do Grupo Escolar Tenente Coronel José Correia, em Assú, no qual introduziu novas atividades pedagógicas tidas como modernas à época, a exemplo de atividades lúdicas, músicas, poesias, entre outras. Exerceu suas atribuições docentes por mais de quatro décadas no cenário educacional assuense. Todavia, o domínio da escrita e da leitura proporcionou a Sinhazinha Wanderley não só o exercício do magistério, mas o acesso à revista, jornais e a produção de letras de músicas e poesias. Também permitiu a defesa de um “Assú de antigamente”, cidade de tradições, de códigos culturais erguidos ainda no século XIX, espaço que circulavam os bons e velhos costumes de uma época memorável, atravessada pela moral, pelos galanteios de homens de bravura e de palavra, um “Assú antigo” que o presente desconhecia. A escrita desta professora fornece indícios de uma época de perda dos antigos referenciais, a exemplo do convívio com personalidades de uma sociedade com marcas de moralidade, romantismo, religiosidade e patriarcalismo. Para além da pedagogia escolar, Sinhazinha Wanderley tentou educar os assuenses para que aprendessem os valores históricos do Assú situado no tempo de sua infância, adolescência e parte da vida adulta. Sinhazinha Wanderley faleceu em 1954 na cidade de Assú.

PALAVRAS-CHAVE: Magistério – Espaço – Assu

  • Robson Carlos da Silva

RESUMO: O artigo aborda a capoeira, cultura que nasce enquanto luta de sobrevivência do povo negro em contexto de escravidão no Brasil, se torna fenômeno social e ação simbólica de natureza lúdica, sendo conhecida e tratada, nos dias atuais, como jogo. As reflexões giram em torno de questões, tais como, na prática da capoeira, quais as características que sustentam sua natureza de jogo? quais os princípios e as dimensões da capoeira a fundamentam enquanto ação simbólica lúdica e criadora? Ancorado em uma perspectiva histórica são apontadas pistas dessa conceituação, utilizando um debate teórico entre as categorias trabalhadas por Huizinga (2012), Rego (1968), Abreu e Castro (2009), Capoeira (1985;1992) e Sodré (2002; 2005). O artigo defende a capoeira enquanto síntese de diversas formas de cosmovisões, que se fundem na ação de um jogo de livre expressão.

PALAVRAS-CHAVE: Capoeira – Jogo – Ação Simbólica – Ação Criadora

  • Tadeu Pereira dos Santos
  • Iranilson Buriti

RESUMO: Este texto problematiza a comemoração dos 100 anos de Sebastião Prata, que por vezes é tomada como sendo a de Grande Otelo. Procura evidenciar as peculiares naturezas de ambos, refletindo sobre aproximações e distanciamentos, bem como sobre o modo como o celebrismo destitui a reflexão. Nesse sentido, o ano de 2015 se firma como um lugar de memória por uma ótica memorialística, cuja diversidade de representações, por usos e abusos, renova o passado. Tal fato é equivalente e reduz a experiência de Prata à sua arte, ou melhor, à sua dimensão pública, a qual espraia como se fosse expressiva do seu existenciário e nos faz lembrar apenas da sua condição de ator. Desta feita, discutimos o processo que institui modos de lembrá-lo como Grande Otelo em esquecimento a Prata.

PALAVRAS-CHAVE: Comemoração – Sebastião Bernardes de Souza Prata – Grande Otelo

  • Vinicius Cranek Gagliardo

RESUMO: Em 1829, foi criada no Brasil a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, instituição que passou a demandar o controle do saber médico e de suas atribuições sociais. Tal Sociedade teria sido responsável pela grande ofensiva da medicina social no país, por meio da institucionalização da higiene pública, tornando-se um marco na descontinuidade discursiva e prática em relação à medicina exercida nos tempos coloniais. Assim, sugere-se que se estabeleceu um novo tipo de intervenção médica sobre a cidade e a população a partir de sua criação: a civilizatória. Em vista disso, este artigo tem como objetivo central analisar o projeto de civilização e europeização do Rio de Janeiro oitocentista arquitetado pela Sociedade de Medicina.

PALAVRAS-CHAVE: Medicina – Civilização – Europeização

DOSSIÊ CARTAS

APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ

  • Francisco Alcides do Nascimento
  • Frederico Osanam Amorim Lima
  • Ana Cristina Meneses de Sousa Brandim

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  • Audrey Maria Mendes de Freitas Tapety

RESUMO: Neste texto abordo os cuidados teóricos e metodológicos que o historiador deve ter ao utilizar cartas pessoais como documentos históricos, ao mesmo tempo em que ressalto a importância de fontes como essa para a escrita da história, notadamente, quando se trata de temas e personagens comumente negligenciados ou silenciados pelos documentos e arquivos públicos e oficiais, como é o caso dos amores e amizades homoeróticos e de personagens homossexuais. Chamo atenção ainda para os limites e os cuidados éticos que o uso desse tipo de fonte requer da parte do historiador. Abordo, ainda, como o gênero epistolar permite tratar de temas como a escrita de si e a identidade de gênero.

PALAVRAS-CHAVE: História – Escrita de Si – Cartas – Autobiografia

  • Durval Muniz de Albuquerque Júnior

RESUMO: Neste texto abordo os cuidados teóricos e metodológicos que o historiador deve ter ao utilizar cartas pessoais como documentos históricos, ao mesmo tempo em que ressalto a importância de fontes como essa para a escrita da história, notadamente, quando se trata de temas e personagens comumente negligenciados ou silenciados pelos documentos e arquivos públicos e oficiais, como é o caso dos amores e amizades homoeróticos e de personagens homossexuais. Chamo atenção ainda para os limites e os cuidados éticos que o uso desse tipo de fonte requer da parte do historiador. Abordo, ainda, como o gênero epistolar permite tratar de temas como a escrita de si e a identidade de gênero.

PALAVRAS-CHAVE: Cartas – Homoerotismo – Teoria e metodologia da história – Ética

  • Francisco Alcides do Nascimento

RESUMO: Este artigo resultou de pesquisa iniciada em 2012 quando tivemos acesso ao arquivo pessoal do intelectual Possidônio Nunes de Queiroz. Pode-se dizer que este, como a maioria dos intelectuais, deixou atrás de si uma massa importante de escritos pessoais, apropriados para fins de estudo, com autorização da família. Entre as pastas de correspondência organizadas por Queiroz, encontramos cartas de Anita Leocádia Prestes. A correspondência entre os dois logo me chamou atenção e passou a ser objeto de estudo. Graças a este fortuito achado, parte de tal material passou a ser o suporte empírico que deu base à construção desta narrativa, dada a relevância em discutir uma rede de sociabilidade nascida entre uma professora universitária, residente no Rio de Janeiro, e um intelectual que morava em uma pequena cidade localizada no sertão do Piauí. Os dois eram historiadores e, dentre os temas pesquisados por ambos, estava a Coluna Prestes. Esta os uniu através de cartas.

PALAVRAS-CHAVE: Possidônio Queiroz – Anita Prestes – Cartas – Sociabilidade

  • Frederico Osanam Amorim Lima

RESUMO: Qual o lugar do suicídio na História? A pergunta, sugestiva, entre outras coisas, de um problema de matriz epistemológica, é o mote a partir do qual se procura pensar as possibilidades de se historicizar um tema, aparentemente, não histórico. Este artigo tem a pretensão de apresentar o suicídio a partir de suas representações, presentes, especialmente, nas “cartas de adeus” deixadas pelos suicidas. Tomando como aporte teórico pensadores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Michel Certeau e Zygmunt Bauman, procuro estudar o suicídio numa dimensão temporal com vistas à possibilidade de entender como ele se configura na nossa atual condição histórica; bem como analisar, nas “cartas de adeus”, as representações e práticas atinentes ao universo suicida, percebendo como eles revelam aspectos culturais da pós-modernidade.

PALAVRAS-CHAVE: História – Suicídio – Cartas – Pós-modernidade – Subjetividades

  • Yvone Dias Avelino

RESUMO: Mário de Andrade e Tarsila do Amaral trocaram ao longo dos anos várias correspondências, tratando dos assuntos cotidianos ocorridos no percurso de suas vidas. As cartas expunham notícias boas, ruins, pensamentos sobre política, sobre arte, mazelas do corpo e planos de ação. Pretendemos neste artigo estabelecer uma reflexão sobre a utilização de correspondências pelos historiadores como fonte..

PALAVRAS-CHAVE: Cartas – Fonte – Memória – Amigos

  • Maria Izilda Santos de Matos

RESUMO: Os deslocamentos incluíram uma diversidade de trajetórias e multiplicidade de experiências, processos diferentes e simultâneos que compõem a trama histórica. Incorporando a perspectiva cultural, esta investigação pretende discutir os deslocamentos dos portugueses para São Paulo (1890 e 1950), recuperando os preparativos da viagem, a travessia e a constituição dos pertences na mala destes imigrantes. A pesquisa baseia-se na análise das cartas e correspondências localizadas no Memorial do Imigrante de São Paulo (antiga Hospedaria dos Imigrantes) e em arquivos portugueses (Arquivo Distrital do Porto e de Braga).

PALAVRAS-CHAVE: Cartas – Deslocamentos – Imigração – Portugueses – Viagem

ARTIGO 8

  • Autor

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ARTIGO 9

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ARTIGO 10

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