Vol. 2 Ano II nº 4 - Outubro/ Novembro/ Dezembro de 2005

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FÊNIX: UM ANO NO AR

Caros leitores e colaboradores, a publicação da atual edição (nº 4, Volume 2, Ano II) da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais é, antes de mais nada, a celebração de seu primeiro ano de existência.

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com a perspectiva de editar um periódico ágil, universal e gratuito na divulgação e no acesso, aliás, características inerentes às revistas eletrônicas e à própria internet. Porém, essa preocupação não encerrava as expectativas depositadas na criação da Fênix. Pelo contrário, o grande objetivo era tornar acessível uma publicação capaz de veicular reflexões instigantes, que pudessem traduzir a dinâmica e a diversidade da Pesquisa Histórica e dos Estudos Culturais.

O resultado desse projeto, considerada a atual edição, foi a publicação de quarenta e dois (42) artigos oriundos de diferentes estados do Brasil: Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, além de contribuições provenientes de outras regiões, cuja veiculação está prevista para o ano de 2006. Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu sete (07) resenhas e três (03) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo, História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida) e Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’ A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel).

Acrescente-se a essa resposta altamente positiva, o envolvimento dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como da Secretaria Executiva nessa empreitada, que foi imprescindível para que o trabalho fosse levado a bom termo. Nesse sentido, sem a colaboração e o efetivo envolvimento desses colegas, a Fênix não teria sido possível.

Mais um exemplo dessa afirmação, além do conteúdo disponibilizado até esse momento, pode ser verificado nesse número que ora vem a público. Nele, o leitor será motivado pela resenha de Eliane Alves Leal acerca do livro Meu Querido Vlado, de Paulo Markun, e encontrará instigantes incursões de âmbito teórico nos artigos de José D’Assunção Barros e Alexandre Costa. As interlocuções entre História e Estética, mais especialmente da disciplina História com o Cinema e com o Teatro, estão presentes nas análises de Pedro Spinola Pereira Caldas, Alcides Freire Ramos, Rodrigo de Freitas Costa e Maria Abadia Cardoso.

Na continuidade desse diálogo, Diógenes Maciel idealizou e deu forma ao Dossiê sobre o dramaturgo Jorge Andrade, em homenagem aos cinqüenta anos da escrita de sua peça A Moratória. Esse dossiê é composto por estudos de autoria de Rosa Maria Godoy Silveira, Roberto Mesquita Ribeiro, Diógenes André Vieira Maciel, Marcel Vieira Barreto Silva, Sirley Cristina de Oliveira e Rosangela Patriota.

A expectativa em relação a esse número é a de que ele tenha aceitação semelhante aos anteriores, já que a Fênix, até esse instante, recebeu mais de nove mil (9.000) acessos, dos quais trinta por cento (30%) vieram de outros países. Assim, nossos mais sinceros agradecimentos a todos que contribuíram e contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, em tão pouco tempo, tenha sido bem recebida.

Por tudo isso, desejamos que, no decorrer de 2006 e nos próximos anos, nossos leitores e colaboradores continuem a prestigiar esse periódico, o qual permanecerá aberto a novos parceiros. 

Rosangela Patriota & Alcides Freire Ramos
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

A HISTÓRIA CULTURAL FRANCESA – CAMINHOS DE INVESTIGAÇÃO

  • José D’Assunção Barros

RESUMO: Este artigo busca esclarecer e discutir alguns aspectos relacionados à modalidade da História Cultural, enfatizando mais especificamente a perspectiva da História Cultural proposta por Roger Chartier. Discute, ainda, diversos dos conceitos envolvidos na perspectiva da História Cultural. O artigo remete a obra recentemente publicada pelo autor deste texto, cujo principal objetivo foi o de elaborar uma visão panorâmica das diversas modalidades da História nos dias de hoje.

PALAVRAS-CHAVE: História Cultural, Representação, Escrita da História

DA PRESENÇA DE XENÓFANES NO POEMA DE PARMÊNIDES: UM ENSAIO SOBRE A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DO PENSAMENTO FILOSÓFICO

  • Alexandre Costa

RESUMO: Inseridos num momento histórico em que a literatura grega, em função do surgimento da filosofia, começará a conhecer a possibilidade de conceber o homem e o cosmo de modo não-mítico, Xenófanes e Parmênides inscrevem-se com os seus respectivos poemas não apenas na tradição que efetiva essa possibilidade, mas também num movimento filosófico que significou, também para a filosofia, a inauguração de uma forma francamente nova e original de pensar, a abstração, conformando assim, para o desenvolvimento histórico do intelecto ocidental, uma modalidade de pensamento até então impensada.

PALAVRAS-CHAVE: Origens do pensamento grego, Filosofia pré-socrática, Eleatismo, Xenófanes,  Parmênides

A CÂMERA COMO BUNKER: O FILME A QUEDA E O PROBLEMA DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA ALEMÃ

  • Pedro Spinola Pereira Caldas

RESUMO: Este trabalho procura discutir o filme A Queda: Os Últimos dias de Hitler, de Oliver Hirschbiegel, levando em consideração três parâmetros: primeiramente, sua forma de representação; em segundo lugar, a comparação com o livro de Joachim Fest que lhe serviu de base para o roteiro e, por fim, as conseqüências e premissas teóricas centrais para as discussões a respeito da consciência histórica da Alemanha.

PALAVRAS-CHAVE: Teoria da História, Adolf Hitler, Cinema alemão

HISTORIOGRAFIA DO CINEMA BRASILEIRO DIANTE DAS FRONTEIRAS ENTRE O TRÁGICO E O CÔMICO: REDESCOBRINDO A “CHANCHADA”

  • Alcides Freire Ramos

RESUMO: Este artigo mostra o modo como a historiografia do cinema brasileiro, ao tratar das Chanchadas, baseando-se nas críticas de época, acaba reproduzindo uma tradição que estabelece fronteiras rígidas entre o trágico e cômico. Estas fronteiras relegam a comédia a um plano secundário. Este artigo discute, além disso, as possibilidades de crítica a esta historiografia por meio do diálogo com as idéias de M. Bakthin.

PALAVRAS-CHAVE: História e Historiografia,Cinema Brasileiro, Chanchada

ENTRE O ORGULHO E A POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO: O ENGAJAMENTO EM MORTOS SEM SEPULTURA DE JEAN-PAUL SARTRE

  • Maria Abadia Cardoso

RESUMO: Este artigo estuda a relação entre a definição de “teatro de situações” e a escritura do texto dramático Mortos sem Sepultura (Jean-Paul Sartre). Além disso, discute a forma adquirida na determinação de Literatura Engajada no século XX.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro de Situações, Literatura Engajada, Jean-Paul Sartre

INCERTEZA, PARADOXO E CRIATIVIDADE NA REPÚBLICA DE WEIMAR

  • Rodrigo de Freitas Costa

RESUMO: Este artigo discute o nascimento da República de Weimar, ressaltando as suas contradições e suas possibilidades. Nesse processo, o pensamento de Rosa Luxemburg, aliado a uma participação efetiva nos acontecimentos revolucionários, oferece uma outra visão sobre a Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial.

PALAVRAS-CHAVE: Rosa Luxemburg – Liga Spartakus – República de Weimar

DOSSIÊ HOMENAGEM A JORGE ANDRADE – 50 ANOS D’A MORATÓRIA: ENCRUZILHADAS DA LITERATURA E DA HISTÓRIA

DOSSIÊ HOMENAGEM A JORGE ANDRADE – 50 ANOS D’A MORATÓRIA: ENCRUZILHADAS DA LITERATURA E DA HISTÓRIA

  • Diógenes André Vieira Maciel

A MORATÓRIA E SEUS TEMPOS

  • Rosa Maria Godoy Silveira

RESUMO: Trata-se da abordagem da peça A Moratória (Jorge Andrade, 1955), enfocando como o autor trabalhou os referenciais de tempo e espaço bem como as formas de articulação que propõe entre presente e passado e entre universo urbano-universo rural. Esta peça teatral tem como trama a crise de empobrecimento e perda de condição social de uma família de proprietários de café, no interior do estado de São Paulo, Brasil, em decorrência dos efeitos, sobre a economia brasileira, da crise financeira da quebra da Bolsa da Nova York, em 1929. Nesse sentido, foi traçado um breve contexto histórico de natureza econômica e política que auxilia a compreensão do texto.

PALAVRAS-CHAVE: A Moratória – Jorge Andrade – Teatro brasileiro moderno – História

PONTEIROS PARADOS: O PASSADO-PRESENTE D’A MORATÓRIA (1955-2005)

  • Diógenes André Vieira Maciel
  • Marcel Vieira Barreto Silva

RESUMO: Este artigo tem por objetivo reavaliar criticamente, passados cinqüenta anos de sua estréia, a peça A moratória, do dramaturgo paulista Jorge Andrade. Primeiramente, tentaremos recuperar as impressões dos críticos Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi, à época da primeira encenação da peça, no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo. A essas impressões, articularemos uma reflexão sobre o drama moderno e seu desenvolvimento no Brasil. Em seguida, discutiremos a noção de ciclo, que perpassa toda a obra de Jorge Andrade, a partir da perspectiva de Anatol Rosenfeld e, principalmente, dos critérios desenvolvidos por Catarina Sant’Anna. Por fim, procuraremos analisar o texto dramático a partir de uma tentativa de análise dialética, como desenvolve Antonio Candido, buscando compreender como a dialética entre passado e presente funciona como princípio de generalização que formaliza a realidade historicamente datada dentro da estrutura do texto.

PALAVRAS-CHAVE: A moratória – Jorge Andrade – teatro brasileiro moderno – análise dialética

AS CONFRARIAS: A PRESENÇA DE JORGE ANDRADE NOS DEBATES POLÍTICOS E ESTÉTICOS DA DÉCADA DE 1960

  • Sírley Cristina Oliveira

RESUMO: O propósito deste artigo é refletir sobre o texto teatral As Confrarias, do dramaturgo Jorge Andrade, produzido em 1969. O referido texto encontra-se inédito nos palcos, mas traz uma contribuição significativa ao debate político da década de 1960, colocando seu autor frente à produção da arte de resistência ao Regime Militar.

PALAVRAS-CHAVE: Jorge Andrade – Arte de Resistência – Regime Militar

JORGE ANDRADE E O DRAMA MODERNO NO BRASIL

  • Roberto Mesquita Ribeiro

RESUMO: O presente artigo defende o ponto de vista que situa A moratória, de Jorge Andrade, em lugar de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, como a peça inauguradora de uma tradição sistemática de teatro e drama modernos brasileiros. Para tanto, além de destacar alguns elementos do desenvolvimento de uma estrutura teatral moderna no Brasil, serão explicitados os pressupostos teóricos do drama moderno – compreendendo teatro moderno brasileiro como a junção de estrutura teatral e de drama nacional modernos. Propõe-se uma análise dos principais elementos formais e temáticos de A Moratória, posto que é a combinação desses que torna esta peça efetivamente moderna.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro moderno brasileiro – Drama moderno – A Moratória

MARCAS DA HISTÓRIA NA CONSTRUÇÃO DA DRAMATURGIA DE JORGE ANDRADE: OLHARES SOBRE A PEÇA O SUMIDOURO

  • Rosangela Patriota

RESUMO: Este artigo inicialmente discute as obras completas de Jorge Andrade, com o propósito de mostrar como este dramaturgo re-elabora temas da História brasileira do ponto de vista estético e, em seguida, analisa de maneira detalhada a peça de teatro O Sumidouro.

PALAVRAS-CHAVE: História e Teatro – Jorge Andrade – O Sumidouro

“NÃO ERA CRIMINOSO, NEM SUBVERSIVO, PODERIA SE EXPLICAR”: A HISTÓRIA DE VLADIMIR HERZOG POR PAULO MARKUN

  • Eliane Alves Leal
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