Vol. 3 Ano III nº 4 - Outubro/ Novembro/ Dezembro de 2006

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  • Resenha

É com grande satisfação que trazemos a público mais uma edição da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 3, Ano III, número 4). Essa é de especial relevância, pois, com ela, celebramos o segundo ano de existência do nosso periódico, o que é motivo de muita felicidade.

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de divulgar uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade tanto na divulgação quanto no acesso. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade da Pesquisa Histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de treze (13) resenhas e noventa e sete (97) artigos, oriundos de diferentes estados do Brasil: Piauí, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu sete (07) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos) e Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo).

Vale salientar que, ao longo desses dois anos, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS/CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes. Como comprovação dessa melhora, deve-se destacar o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante, para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses dois anos, diz respeito ao número de visitas ao site, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de trinta e seis mil (36.000) consultas, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Moçambique, Suécia, Inglaterra, entre outros). Por fim, cabe sublinhar que, como coroamento de todo esse processo, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais concorreu a recursos de Edital de apoio a publicações científicas e, com base no bom desempenho desses dois últimos anos, foi contemplada e já está recebendo recursos financeiros do CNPq e da Capes.

Entretanto, é preciso que se diga: muito pouco teria sido feito sem o envolvimento da Secretaria Executiva e dos Conselhos Editorial e Consultivo. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência. Acima de Tudo, devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível. Por esta razão, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuíram e contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais tenha sido tão bem recebida.

Com efeito, mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado nesse número, que ora vem a público. Nele, o leitor será motivado a conhecer melhor as nossas artes cênicas graças ao excelente Dossiê Teorias do Espetáculo e da Recepção, organizado por Robson Camargo e que é composto por artigos de Edélcio Mostaço, John C. Dawsey, Marcus Mota, Vera Colaço, Adriana Fernandes, entre outros importantes pesquisadores. Além disso, encontrará fora do Dossiê duas contribuições relevantes para os estudos teatrais brasileiros: o artigo de Eliane Alves Leal e a resenha de Rodrigo de Freitas Costa a respeito do Dicionário do Teatro Brasileiro: temas formas e conceitos, publicado pela Editora Perspectiva, em 2006.

Como se não bastasse, ainda na seção livre, o leitor entrará em contato com instigantes incursões de cunho teórico nos artigos de Maria José de Rezende e Giselle Martins Venâncio. Por outro lado, os interessados em Literatura, Radiofonia ou Artes Plásticas terão, respectivamente, nos artigos de Mônica Pimenta Velloso, Francisco Alcides do Nascimento e Carla Mary de Oliveira, a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos. Completando essa seção, há dois artigos de igual interesse: o de Francismar Carvalho, que discute a questão indígena no Brasil, e o de Kellen M. Castro Neves a respeito do processo de transformação pelo qual passou o circuito exibidor brasileiro de cinema, nos últimos vinte anos.

A expectativa em relação a esse novo número é a de que ele tenha aceitação semelhante aos anteriores. Portanto, é com imensa satisfação e orgulho que convidamos nossos leitores a enveredarem pelas páginas da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais. Desejamos que, nos próximos anos, nossos leitores e colaboradores continuem a prestigiar esse periódico sempre aberto a novas colaborações. 

Alcides Freire Ramos, Pedro Spinola Pereira Caldas e Rosangela Patriota
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

O ARCAÍSMO POLÍTICO NO BRASIL: AS CONTRIBUIÇÕES DE MARIA ISAURA PEREIRA DE QUEIROZ LIDAS À LUZ DO PENSAMENTO SOCIAL BRASILEIRO

  • Maria José de Rezende

RESUMO: O mandonismo, o arcaísmo, o personalismo e o clientelismo são características definidoras da feição política brasileira. Desde o seu início, nas três últimas décadas do século XIX, o pensamento social tem tematizado esses traços constituidores do padrão de domínio vigente no país. Neste artigo, será demonstrado como o arcaísmo foi debatido por inúmeros intérpretes que objetivavam trazer à tona as dificuldades de mudança social que já eram plenamente visíveis nas diversas conjunturas estudadas por Silvio Romero, Manoel Bomfim, Euclydes de Cunha, Fernando de Azevedo, Sérgio Buarque de Holanda, Oliveira Vianna, Celso Furtado e Maria Isaura Pereira de Queiroz. Serão trazidos à tona os diálogos, as convergências, as divergências, as proximidades e os distanciamentos verificáveis no amplo leque de idéias que florescem ao longo do século XX, com o intuito de esclarecer os efeitos nefastos da contínua sobrevivência do oligarquismo como uma forma de mando que tem dado substancialidade ao padrão de domínio sedimentado no país.

PALAVRAS-CHAVE: Mandonismo – Poder local – Poder central

EÇA DE QUEIRÓS: UM ELO ESQUECIDO NO MODERNISMO BRASILEIRO

  • Mônica Pimenta Velloso

RESUMO: Dialogando com um corpo complexo de tradições culturais, atuando em distintas temporalidades e espacialidades e também expressando formas diferenciadas de intervenção social, o movimento modernista brasileiro, requer, na área de estudos históricos, novas chaves interpretativas. Esse é o objetivo do presente ensaio que busca analisar a influência de Eça de Queirós sobre a geração dos cronistas e caricaturistas, reunidos em torno da revista D. Quixote (1917-27). Correspondente do Brasil em Paris, o escritor português exerceu o papel de verdadeiro atualizador cultural, através dos seus artigos na Gazeta de Noticias, comentando e traduzindo os últimos acontecimentos do cenário internacional. Mostra-se que os escritos jornalísticos de Eça de Queirós exerceram sensível influência não só no estilo e gênero da escrita brasileiros, mas também na percepção satírico- humorística da narrativa histórica.

PALAVRAS-CHAVE: Intelectuais e cultura modernista – Eça de Queirós – História da imprensa

HISTÓRIA E MEMÓRIA: O RÁDIO POR SEUS LOCUTORES

  • Francisco Alcides do Nascimento

RESUMO: A pesquisa versa sobre o rádio no Piauí tendo como recorte temporal trinta anos, no período compreendido entre 1940-1970, quando se inicia a instalação da primeira emissora de rádio, sendo o outro limite a instalação da primeira emissora de televisão. Este artigo trabalha com as lembranças e a memória de homens e mulheres que atuaram no rádio durante o período acima estabelecido. Empregou-se a metodologia/técnica da História Oral por duas razões básicas: a primeira é resultado do descuido dos empresários com a documentação relacionada com a história e a memória desse meio de comunicação de massa no Piauí; a segunda é que dadas as condições de preservação das fontes escritas e sonoras, a única saída para a construção desta história era o emprego da metodologia mencionada.

PALAVRAS-CHAVE: Rádio – Memória – História – Narrativas

A “GLORIFICAÇÃO DOS SANTOS FRANCISCANOS” DO CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO DA PARAÍBA: ALGUMAS QUESTÕES SOBRE PINTURA, ALEGORIA BARROCA E PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO PERÍODO COLONIAL

  • Carla Mary da Silva Oliveira

RESUMO: A construção do convento franciscano na Paraíba estendeu-se por quase 200 anos, e seu ápice foi a decoração interna da nave principal, concluída já na segunda metade do século XVIII, ornada com luxuosos azulejos portugueses nas paredes e pinturas trompe l’oeil no forro da nave. Centro nevrálgico da atuação franciscana ao norte de Pernambuco no período colonial, o Convento de Santo Antônio da Paraíba traz alegorias extremamente significativas para a compreensão da imagem que a congregação construía acerca de si e de sua atuação naquele mundo inóspito dos trópicos selvagens. Constituindo-se em discurso visual, a pintura do teto da igreja conventual pode ser entendida como ferramenta de “ordenação do mundo” utilizada na ação junto aos fiéis da sede da Capitania, como um sistema simbólico que cristalizava os poderes e a estrutura colonial em imagens e exemplos edificantes a serem respeitados e seguidos pelos colonos.

PALAVRAS-CHAVE: Barroco Paraibano – Convento de Santo Antônio – Alegoria

A ARTE NO TEMPO: POR UMA PERSPECTIVA SOCIOCULTURAL DOS OBJETOS ARTÍSTICOS

  • Giselle Martins Venâncio

RESUMO: O objetivo deste texto é, situando-se na vertente da história cultural francesa, investigar as relações entre arte, história e história da arte, considerando-se os objetos culturais como um rico e sofisticado instrumento de produção de representações, que contribui para a elaboração de sentidos, de formas de olhar e ver a realidade e sobre o qual é necessário refletir.

PALAVRAS-CHAVE: História Cultural – Arte e História

ETNOGÊNESE MBAYÁ-GUAYKURU: NOTAS SOBRE EMERGÊNCIA IDENTITÁRIA, EXPANSÃO TERRITORIAL E RESISTÊNCIA DE UM GRUPO ÉTNICO NO VALE DO RIO PARAGUAI (c. 1650-1800)

  • Francismar Alex Lopes de Carvalho

RESUMO: A população indígena do grupo Mbayá-Guaykuru teve atuação decisiva no âmbito das disputas territoriais pelo controle do vale do rio Paraguai, no período colonial. O presente trabalho analisa o processo de emergência sociopolítica do referido grupo, atentando para as relações interculturais que experimentaram com outros povos chaquenhos e com os adventícios, espanhóis e portugueses. Em especial, procuro entender como os Mbayá-Guaykuru, diante das ofensivas coloniais do século XVIII, resistiram lutando para defenderem as conquistas que obtiveram durante o processo mesmo de colonização.

PALAVRAS-CHAVE: Etnogênese – Etnificação – Resistência – Mbayá-Guaykuru

“É UMA ESTRANHA EMPRESA FAZER RIR AS PESSOAS HONESTAS”: A ARTE DE FAZER COMÉDIA PARA MOLIÈRE A PARTIR DA PEÇA TEATRAL DON JUAN

  • Eliane Alves Leal

RESUMO: O constante diálogo entre Arte e História/História e Estética, presente nesse discurso histórico, permite que se objetive, com esse artigo, discutir as nuanças históricas e estéticas do texto teatral Don Juan, que o liga ao momento em que foi escrito e encenado na França de 1665, pelo comediante Molière.

PALAVRAS-CHAVE: Comédia – Classicismo – Don Juan – Molière

CINEMA: A MODERNIDADE E SUAS FORMAS DE ENTRETENIMENTO

  • Kellen Cristina Marçal de Castro Neves

RESUMO: Este trabalho busca refletir sobre a resignificação de um hábito social, o ato de ir ao cinema, ao ser incorporado em um outro referencial de espaço. A incorporação das salas de cinema nos shopping centers propiciou uma nova forma de sociabilidade, respaldada nos parâmetros da modernidade. Tal processo é extremamente significativo na cidade de Uberlândia na década de 1990.

PALAVRAS-CHAVE: Cinema – Modernidade – Cidade

DOSSIÊ "TEORIAS DO ESPETÁCULO E DA RECEPÇÃO"

APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ “TEORIAS DO ESPETÁCULO E DA RECEPÇÃO”

  • Robson Corrêa de Camargo

A ARTE DA BORBOLETA: DO CASULO AO VÔO

  • Edélcio Mostaço

RESUMO: O artigo fixa alguns pressupostos gerais da estética da recepção, destacando as noções de poiesis, aisthesis e katharsis tais como formuladas e empregadas pelos teóricos do movimento, especialmente R. H. Jauss. Analisa, em seguida, o espetáculo gaúcho Borboletas de sol de asas magoadas, criado e interpretado por Evelyn Ligocki, onde um travesti fala de seus problemas cotidianos, tipo de vida, artifícios que emprega para sair às ruas e riscos que corre nas madrugadas. A análise tenta flagrar componentes estéticas da realização, à luz das teorias da recepção, do teatro pós-dramático e também do conceito de parresia, como veiculado por Michel Foucault.

PALAVRAS-CHAVE: Estética da recepção – Pós-dramático – Identidade

O PARADOXO DE ANA: MÚSICA E DANÇA – UMA PROPOSTA DE COMPREENSÃO DESTA RELAÇÃO

  • Adriana Fernandes

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo aprofundar os conhecimentos sobre música e dança tentando explicar as possibilidades de interação que existem entre estas duas manifestações. Recorre-se à literatura existente nas áreas de antropologia da dança, etnomusicologia e também aos recentes estudos neurológicos que tratam dos processos emocionais e seus impactos no corpo humano. No campo filosófico recorre-se à Spinoza, pensador racionalista do século XVII. Toda a reflexão parte de um relato de uma experiência de uma informante dançando forró, gênero musical dançante brasileiro.

PALAVRAS-CHAVE: Música e Dança – Neurologia – Filosofia

NATYASASTRA: TEORIA TEATRAL E A AMPLITUDE DA CENA

  • Marcus Mota

RESUMO: O Natyasastra é um tratado sanscrítico sobre as relações entre palavra, música e movimento. Um estudo mais detido de suas estratégias de construção de objetos observacionais pode possibilitar uma melhor compreensão da amplitude da cena, ou seja, uma compreensão da concretude material de obras audiovisuais.

PALAVRAS-CHAVE: Natyasastra – Teorian Teatral – Performance

TEATRO EM CARROCERIAS DE CAMINHÕES THEATER ON TRUCKS

  • John C. Dawsey

RESUMO: Os escritos de Victor Turner referentes à antropologia da performance são sugestivos para a análise do que poderíamos chamar de “teatro dos bóias-frias”. Mas, esse teatro de canaviais e carrocerias de caminhões também é sugestivo: trata-se de um lugar privilegiado para se repensar um conjunto de questões que emergem nas interfaces da performance e antropologia. Tendo-se em vista a especificidade da “prática de calcular o lugar olhado das coisas” que caracteriza esse teatro, os seguintes tópicos pontuam o texto que vem a seguir: 1) dramas sociais, 2) relações entre dramas sociais e dramas estéticos, 3) símbolos e montagens, e 4) paradigmas do teatro na antropologia. Uma observação: nesse exercício encontro “afinidades eletivas” entre o pensamento de Walter Benjamin e a dramaturgia de Bertolt Brecht, e, por outro lado, os princípios dramatúrgicos dos “bóias-frias”.

PALAVRAS-CHAVE: Performance – Montagem – Bóia-fria

FERNANDO PEIXOTO: UM ARTISTA ENGAJADO NA LUTA CONTRA A DITADURA MILITAR (1964-1985)

  • Rosangela Patriota
  • Alcides Freire Ramos

RESUMO: Este artigo apresenta uma reflexão sobre a trajetória artística de Fernando Peixoto (Teatro, Cinema e Televisão), bem como os contornos de seu engajamento na cena brasileira durante o período conturbado da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Acima de tudo, este ensaio discute as contradições deste processo histórico e diversos aspectos de sua trajetória individual como importante artista, intelectual e membro do Partido Comunista Brasileiro.

PALAVRAS-CHAVE: História – Teatro e Cinema – Arte e Política – Fernando Peixoto

DOS BASTIDORES AO PALCO: A PRÁTICA TEATRAL DA UNIÃO OPERÁRIA

  • Vera Collaço

RESUMO: Neste artigo procuro reconstituir o processo que vai da preparação do espetáculo, do grupo teatral da União Operária (Florianópolis – Santa Catarina – Brasil), à sua apresentação para o público. Na análise desta prática, utilizo a concepção de texto teatral como sendo constituído tanto pelo texto representado – o espetáculo – quanto pelo texto literário dramático. O que implica, portanto, ver o texto teatral, que no caso deste capítulo, significa o espetáculo, como produto específico de determinada condição histórica, codificado de acordo com códigos estéticos e culturais diferenciados e específicos.

PALAVRAS-CHAVE: História Cultural – Teatro Operário – Espetáculo

A PANTOMIMA E O TEATRO DE FEIRA NA FORMAÇÃO DO ESPETÁCULO TEATRAL: O TEXTO ESPETACULAR E O PALIMPSESTO

  • Robson Corrêa de Camargo

RESUMO: Este artigo recupera a forma do espetáculo da pantomima e do teatro feito nas barracas das ferias francesas no período anterior a Revolução Francesa. Apesar de serem marginais na história do teatro, por não se fundamentar na palavra, se constituíram como formas teatrais que definiram o teatro no século XIX e XX, abrindo novos paradigmas para a análise e constituição do espetáculo teatral.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro de Feira – Pantomima – Análise do Espetáculo – Teoria do Teatro – Teatro Francês Século XVI I e XVIII – Lê Sage – Texto espetacular – Palimpsesto

O TEATRO ARTAUDIANO E A ZONA INTERSTICIAL DE UMA LÓGICA ESQUECIDA

  • Vanessa Curty

RESUMO: Este artigo discute as aproximações entre a proposta teatral artaudiana e a lógica primitiva definida por Foucault. Esta teria sido esquecida a partir do século XVIII com a instituição da metafísica dualista ocidental conforme descrita por Jacques Derrida. Além disso, localiza nessa discussão a possibilidade, o não lugar do teatro artaudiano, e a recepção do mesmo.

PALAVRAS-CHAVE: Artaud – Foucault – Metafísica – Teatro – Recepção

ESTUDOS CULTURAIS, RECEPÇÃO E TEATRO: UMA ARTICULAÇÃO POSSÍVEL?

  • Taís Ferreira

RESUMO: Este artigo enfoca a possível articulação entre os Estudos Culturais de recepção e a recepção no campo teatral. Assim, proponho pensar e construir, inspirada em teóricos da Comunicação (entre outros), um estudo de recepção que está localizado na intersecção entre os campos dos Estudos Culturais em Comunicação e do teatro. Contextualizo estes estudos e intento articular uma proposta de estudo empírico de recepção teatral neles inspirada.

PALAVRAS-CHAVE: Recepção teatral – Estudos culturais em comunicação

A VARIEDADE DA ARTE TEATRAL BRASILEIRA POR MEIO DE TEMAS, FORMAS E CONCEITOS EXPRESSOS NO DICIONÁRIO DO TEATRO BRASILEIRO

  • Rodrigo de Freitas Costa