Vol. 5 Ano V nº 1 - Janeiro/ Fevereiro/ Março de 2008

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É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 5, Ano V, Número 1 – Janeiro / Fevereiro / Março – 2008).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer a público uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de vinte e sete (27) resenhas e cento e oitenta e dois (182) artigos, oriundos de diferentes estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu onze (11) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira) e História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturaisdeu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora, deve-se destacar o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de cento e cinqüenta mil (150.000) consultas, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Além disso, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais concorreu a recursos de Edital de apoio a publicações científicas e, com base no bom desempenho desses últimos anos, recebeu em 2007 suporte financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Por fim, cabe sublinhar que, como coroamento de todo esse processo, em 2008, já está recebendo apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), tendo em vista a liberação das verbas previstas no Edital 07/2007, referente ao Programa de Apoio a Publicações Científicas e Tecnológicas.

Entretanto, é preciso que se diga: muito pouco teria sido feito sem o envolvimento da Secretaria Executiva e dos Conselhos Editorial e Consultivo. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência. Acima de tudo, devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível. Por esta razão, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuíram e contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais tenha sido tão bem recebida.

Com efeito, mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Nele, o leitor encontrará excelentes contribuições que se materializam nos artigos dos seguintes pesquisadores: Paulo Tarso Cabral Medeiros, José Adriano Fenerick, Kênia Maria de Almeida Pereira, Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha, Marília Simari Crozara, Alexandre Pacheco, Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira, Felipe Charbel Teixeira, Christian Alves Martins, Rafael da Costa Campos, Carlos Eduardo Rebello de Mendonça, Alcides Freire Ramos, Vivian Galdino de Andrade, Isaías Pascoal, Frank Antonio Mezzomo e Mauro Dillmann Tavares.

Como se isso não bastasse, na Seção dedicada às resenhas, os nossos leitores poderão conferir avaliações críticas de três lançamentos recentes. Primeiramente, Pedro Spinola Pereira Caldas faz uma apreciação muito competente de três livros de Jörn Rüsen sobre Teoria da História publicados pela Editora da UNB. Em seguida, temos a resenha assinada por Julierme Sebastião Morais Souza que, de maneira cuidadosa, mostra a importância do romance Cemitério de Paulo Emílio Sales Gomes (São Paulo: Cozacnaif, 2007). Igualmente significativa é a avaliação de André Luis Bertelli Duarte acerca da pesquisa de Days Peixoto Fonseca (O Viajante Hércules Florence. Campinas: Editora Pontes, 2008).

A expectativa em relação a esse novo número é a de que ele tenha aceitação semelhante aos anteriores.

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Pedro Spinola Pereira Caldas
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

A BRASA DA JOVEM GUARDA AINDA ARDE?

  • Paulo Tarso Cabral de Medeiros

RESUMO: Sintomática coexistência de rebeldia-e-conservadorismo nos anos 60, a Jovem Guarda articulou e expressou as ansiedades de uma juventude suburbana recém-apresentada às delícias novidadeiras do desenvolvimentismo. Suas canções melodiosas em ritmo antenado ao underground pop internacional espalharam-se, principalmente com Roberto e Erasmo Carlos, entre públicos mais amplos, desde o início marcando fortemente o lirismo brasileiro contemporâneo. O artigo (poética e provocativamente) interroga sobre o desgaste, a diluição ou a permanência das forças ativas destes cantos, no ar há mais de quatro décadas.

PALAVRAS-CHAVE: Jovem Guarda – Brasil – Anos 60

SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND: UMA COLAGEM DE SONS E IMAGENS

  • José Adriano Fenerick
  • Carlos Eduardo Marquioni

RESUMO: Este artigo propõe uma interpretação do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Por meio de colagens diversas, esse álbum esfumaçou os limites entre a chamada cultura erudita e a cultura de massa, entre o Oriente e o Ocidente, entre a música popular e a música de vanguarda, criando assim arte pop – que não deve ser entendida como oposta ao culto e sinônimo de massificação, mas sim como um mosaico, como um hibridismo cultural. Assim, o artigo discute esse hibridismo cultural a partir de algumas apropriações de procedimentos da arte de vanguarda da época, que foram realizadas pela canção popular.

PALAVRAS-CHAVE: Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – Arte Pop

EDUCAÇÃO E LITERATURA: O PROFESSOR E POETA BENTO TEIXEIRA ENTRE A HERESIA E A CENSURA

  • Kênia Maria de Almeida Pereira

RESUMO: Este artigo é uma tentativa de delinear o perfil do primeiro poeta brasileiro, Bento Teixeira, autor do famoso poema épico Prosopopéia, publicado em 1601. O que poucos sabem é que Bento Teixeira, além de ter sido o primeiro escritor a ter versos publicados em letra de fôrma, no Brasil, foi, também, o primeiro educador laico, cristão-novo, não ligado á Igreja Católica a ministrar aulas como professor particular de latim, grego, matemática e filosofia. Numa época em que a tesoura afiada da Inquisição cortava palavras e cabeças, Bento Teixeira não se intimidou: traduziu partes da Bíblia para o português, difamou a Virgem Maria, amaldiçoou o Cristianismo, distribuiu livros eróticos entre seus alunos. Dessa forma, revisitar a vida e a obra desse pensador herege do século XVI, ajuda-nos a reconstruir alguns fragmentos desse imenso mosaico que é o Brasil do período colonial.

PALAVRAS-CHAVE: Bento Teixeira – Poesia – Educação

O LEITOR, O ESPECTADOR E AS AFINIDADES ARTÍSTICO-ENUNCIATIVAS EM VARIAÇÕES ENIGMÁTICAS

  • Marília Simari Crozara
  • Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha

RESUMO: Averiguar as relações existentes entre a arte dramática e a narrativa contemporânea é o intuito deste artigo. Procuraremos enfocar a afinidade entre o papel do leitor e do espectador, na tentativa de mostrar as possíveis relações entre essas duas manifestações artístico-enunciativas que congregam discussões similares e contemporâneas. Nesse sentido, evidenciaremos tais relações no texto dramático Variações enigmáticas (2002), de Eric-Emmanuel Schmitt, considerando o aparato teórico de Carlson (1997) e Eco (1994) a fim de discutir sobre as noções estéticas que circundam gêneros artísticos em questão.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura – Contemporaneidade – Eric-Emmanuel Schmitt

AS REPRESENTAÇÕES LITERÁRIAS DE UMA CRÍTICA NADA CRÍTICA NA IMPRENSA: O CASO RUBEM FONSECA (1975-1983)

  • Alexandre Pacheco

RESUMO: Neste artigo, discutimos as formas de construção por parte da imprensa do Rio e de São Paulo da imagem do autor literário, em especial, do escritor Rubem Fonseca entre os anos de 1975 e 1980. Imagens que, apesar de terem sido impostas como universais para todo um público leitor, foram apresentadas a partir das intenções da imprensa em não só explorar a literatura e o autor literário a partir de interesses mercadológicos, mas também a partir de interesses políticos ante o regime ditatorial.

PALAVRAS-CHAVE: Crítica – Imprensa – Imagem do autor

IMAGENS URBANAS DA CENA ESCRITA: MACHADO DE ASSIS E LIMA BARRETO: UM RIO DE JANEIRO ESCRITO A QUATRO MÃOS

  • Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira

RESUMO: A pesquisa pondera as relações entre literatura e experiência urbana, sob esta perspectiva fazse o levantamento das representações da cidade do Rio de Janeiro. O trabalho tem como objeto central a análise das crônicas produzidas por Machado de Assis e Lima Barreto. O estudo destas crônicas considera além do enfoque literário, a configuração histórica e o forte apelo jornalístico deste gênero, que até pouco tempo, era desconsiderado pelo cânone literário. Por meio do desvendamento da floresta de símbolos que é tecida no seio da modernidade, emergem a cidade machadiana e a cidade barretiana.

PALAVRAS-CHAVE: Representação – Cidade – Crônicas – Machado de Assis – Lima Barreto

AS MÁSCARAS DO MUNDO: HAMLET E OS LIMITES DA TRAGÉDIA

  • Felipe Charbel Teixeira

RESUMO: O artigo parte da Poética de Aristóteles, com o objetivo de discutir os limites do gênero trágico em Hamlet.

PALAVRAS-CHAVE: Tragédia – Melancolia – Shakespeare

QUANDO TIRADENTES ENCONTROU COM CALABAR

  • Christian Alves Martins

RESUMO: Este artigo busca estabelecer um “encontro” entre os personagens históricos, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e Domingos Fernandes Calabar, respectivamente a partir do estabelecimento de relações validas na produção do filme “Os Inconfidentes” (1972) e na urdidura da peça “Calabar – o elogio da traição” (1973), revelando vestígios de como as obras artísticas carregam as marcas históricas e estéticas de seu tempo.

PALAVRAS-CHAVE: Tiradentes – Calabar – Arte e história

A FORMAÇÃO EDUCACIONAL DO ORADOR E A RETÓRICA COMO SEU INSTRUMENTO DE AÇÃO NO PRINCIPADO

  • Rafael da Costa Campos

RESUMO:Neste artigo buscamos estabelecer uma compreensão da importância do orador para a sociedade romana, ressaltando a sua formação educacional, a construção social e cultural de seus valores morais, dentro de um longo e complexo sistema de tradições e costumes. Desta forma, procuramos fazer esta análise buscando comentários extraídos de autores latinos, que nos ajudam a construir referências a este processo, possibilitando o delineamento de um panorama de transformações políticas e sociais dentro da sociedade romana.

PALAVRAS-CHAVE: Sociedade Romana – Educação – Oratória

O MITO DO IMPÉRIO ROMANO: PONDERAÇÕES SOBRE AS INTERFACES ENTRE HISTÓRIA E CULTURA MIDIÁTICA

  • Carlos Eduardo Rebello de Mendonça
  • Bianca Freire-Medeiros

RESUMO: Uma análise sociologicamente produtiva das ficções de fundo histórico produzidas pela Indústria Cultural não pode limitar-se a distinguir entre “verdade” e “ficção”, mas sim analisar as diversas circunstâncias históricas que produziram esta ou aquela ficcionalização de um fato histórico, o que o artigo abaixo pretende analisar fazendo um estudo de caso das vicissitudes sofridas pela representação midiáticas da História da Roma antiga.

PALAVRAS-CHAVE: Império Romano – Cultura de Massa – Indústria Cultural

HISTÓRIA E CINEMA: REFLEXÕES EM TORNO DA TRAJETÓRIA DO CINEASTA JOÃO BATISTA DE ANDRADE DURANTE A DITADURA MILITAR BRASILEIRA (1964-1985)

  • Alcides Freire Ramos

RESUMO: Este artigo apresenta uma reflexão sobre a trajetória artística de João Batista de Andrade no Cinema, na Televisão e no Jornalismo, bem como os contornos de seu engajamento durante o período conturbado da ditadura militar brasileira (1964-1985). Além disso, alguns filmes de Andrade são analisados de modo a salientar os seus contornos estéticos e políticos e os problemas enfrentados pelas propostas desse artista. Acima de tudo, este ensaio discute as contradições deste processo histórico e diversos aspectos de sua trajetória individual como importante artista e intelectual.

PALAVRAS-CHAVE: História e Cinema – História e Estética – História do Cinema Brasileiro – João Batista de Andrade

“ROLIÚDE NORDESTINA” – UM CENÁRIO DE FORMAÇÃO DOS SUJEITOS

  • Vivian Galdino de Andrade

RESUMO: Este artigo é parte integrante de uma pesquisa, ainda iniciante, de minha dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação. Ele visa discutir as práticas educativas de um cenário turístico, voltado ao cinema, no município de Cabaceiras – a “Roliúde Nordestina”. Desde a década de 90, com a minissérie O Auto da Compadecida, Cabaceiras tem cedido seu espaço para a filmagem de mais de 18 produções, demonstrando a produção de um conhecimento que tem formado jovens e moradores da cidade. Entendendo o ‘cinema’ como uma pedagogia cultural e a ‘educação’ como a formação que recebe o sujeito cotidianamente, nos apropriamos dos Estudos Culturais, como um referencial teórico que vê no cinema um artefato cultural que produz conhecimento conforme a cultura em que se inscreve e que por isso deve ser problematizado, inclusive pelo campo da Educação.

PALAVRAS-CHAVE: Cinema – Pedagogia Cultural – Educação

FAMÍLIA ESCRAVA: NINHO ACOLHEDOR?

  • Isaías Pascoal

RESUMO: Este artigo deseja investigar a presença da família escrava no sul de Minas, no século XIX, no interior de uma organização econômica não vinculada ao mercado internacional. Ela foi uma realidade palpável. À luz de pesquisas e resultados já acumulados alhures, pretende entender o seu significado histórico e social, sem ceder a dicotomias simplificadoras, incapazes de perceber a complexidade da vida
social.

PALAVRAS-CHAVE: Escravidão – Família – Relacionamento

NÓS E OS OUTROS: PROSELITISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NAS IGREJAS NEOPENTECOSTAIS

  • Frank Antonio Mezzomo

RESUMO: O presente artigo, após breve caracterização do campo religioso brasileiro contemporâneo, busca assinalar e comparar as disputas promovidas pelas religiões Universal do Reino de Deus e Igreja Internacional da Graça de Deus, frente às religiões afro-brasileiras e ao espiritismo. Privilegiando fontes produzidas diretamente pelos fundadores das respectivas religiões, problematizam-se as estratégias discursivas adotadas a fim de legitimar seu saber religioso e seu caráter agressivo diante de outras agências do sagrado.

PALAVRAS-CHAVE: Campo religioso – Igrejas Neopentecostais – Guerra Espiritual

SIMBOLIZANDO A DEVOÇÃO: IRMANDADES, CEMITÉRIO E ENTERRAMENTOS EM PORTO ALEGRE NO SÉCULO XIX

  • Mauro Dillmann Tavares

RESUMO: Este artigo pretende analisar as expressões de devoção nas irmandades religiosas de Porto Alegre no que diz respeito às possibilidades no trato com os enterramentos a partir da organização do cemitério geral a cargo da Santa Casa de Misericórdia, em 1850. No decorrer da segunda metade do século XIX verificamos os esforços das irmandades em enterrar seus mortos, entendendo-os como exemplos demonstrativos da importância da sensibilidade religiosa entre os leigos católicos do sul do Brasil. Pretendemos contribuir com uma nova visão historiográfica, ainda pouco explorada, que considera a relevância da religiosidade na capital da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.

PALAVRAS-CHAVE: Irmandades religiosas – Devoção – Enterramentos

A ARQUITETURA DA TEORIA: O COMPLEMENTO DA TRILOGIA DE JÖRN RÜSEN

  • Pedro Spinola Pereira Caldas

FICÇÃO AUTOBIOGRÁFICA: CEMITÉRIO DE PAULO EMÍLIO SALLES GOMES

  • Julierme Sebastião Morais Souza

VIAGEM A UM BRASIL DESCONHECIDO: O VIAJANTE HÉRCULES FLORENCE: ÁGUAS, GUANÁS, GUARANÁS DE DAYZ PEIXOTO FONSECA

  • André Luis Bertelli Duarte
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