Vol. 5 Ano V nº 3 - Julho/ Agosto/ Setembro de 2008

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É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 5, Ano V, Número 3 – Julho / Agosto / Setembro – 2008).

site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de TRINTA E TRÊS (33) RESENHAS e DUZENTOS E TRINTA E UM (231) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu onze (11) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira) e História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora, deve-se destacar o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de DUZENTAS E CINQUENTA MIL (250.000) consultas, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Além disso, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais concorreu a recursos de Edital de apoio a publicações científicas e, com base no bom desempenho desses últimos anos, recebeu em 2007 suporte financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Por fim, cabe sublinhar que, como coroamento de todo esse processo, em 2008, já está recebendo apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), tendo em vista a liberação das verbas previstas no Edital 07/2007, referente ao Programa de Apoio a Publicações Científicas e Tecnológicas.

Entretanto, é preciso que se diga: muito pouco teria sido feito sem o envolvimento da Secretaria Executiva e dos Conselhos Editorial e Consultivo. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência. Acima de tudo, devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível. Por esta razão, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuíram e contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais tenha sido tão bem recebida.

Com efeito, mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Nele, o leitor encontrará excelentes contribuições que se materializam nos artigos dos seguintes pesquisadores: Maria José de Rezende, Edegar Luis Tomazzoni, Sandra Sofia Machado Koutsoukos, Adalmir Leonidio, João Alfredo Costa de Campos Melo Júnior, Moisés Antiqueira, Rodrigo Medina Zagni, Humberto Schubert Coelho, Silvia Ramos Bezerra, Jackson Ferreira, Mairton Celestino, Rangel Cerceau Netto, Marcelo Souza Oliveira, Caio Figueiredo Fernandes Adan e Marcos Santana de Souza.

Como se isso não bastasse, na Seção dedicada às resenhas, os nossos leitores poderão conferir avaliações críticas de três publicações que são, de fato, instigantes. Primeiramente, temos a resenha assinada por Orlando Fernández Aquino e Kênia Maria de Almeida Pereira, na qual os autores fazem uma apreciação muito competente do livro A História Invade a Cena (São Paulo: Hucitec, 2008). Em seguida, José D’Assunção Barros, de maneira cuidadosa, mostra a relevância da obra do historiador José Honório Rodrigues, particularmente do livro História e Historiografia. Igualmente importante é a avaliação de Julierme Sebastião Morais Souza acerca de mais um lançamento da Editora Cosac Naif, Capitu, que dá continuidade à divulgação da obra do historiador e crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes.

A expectativa em relação a esse novo número é a de que ele tenha aceitação semelhante aos anteriores.

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Pedro Spinola Pereira Caldas
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

CULTURA, POLÍTICA E ENGENHARIA SOCIAL: REVELANDO ALGUMAS PROXIMIDADES DE GILBERTO FREYRE COM OS GOVERNOS MILITARES

RESUMO: Gilberto Freyre abarcou em suas análises empreendias nas décadas de 1960, 1970 e 1980 diversos aspectos da vida social brasileira. Suas propostas de intervenção do engenheiro social reafirmavam as suas convicções, conhecidas desde as décadas de 1920 e de 1930, acerca da existência de um país democrático em sua estrutura. As propostas de abertura política da década de 1980 teriam, segundo ele, que lidar com as complexidades sociais e psicossociais derivadas dessa condição democrática cristalizada na esfera social, mas não na esfera econômica. Ou seja, não havia somente problemas políticos e econômicos a solucionar, naquele momento, mas eram esses os mais desafiantes, já que os problemas atinentes à esfera social e cultural tinham sua solução facilitada pela vigência, no país, desde a colonização, de uma forma de democracia social que tinha de ser levada em conta em toda e qualquer proposta de mudança em andamento.

PALAVRAS-CHAVE: Engenharia social – Ação política – Mudança Social – Regime Militar

DIMENSÃO CULTURAL DO TURISMO: UMA PROPOSTA DE ANÁLISE

RESUMO: O ambiente turístico não é construído somente sobre alicerces físicos, ou sobre valores materiais mensuráveis por critérios econômicos. A dimensão cultural reúne os elementos da centralidade da cultura; cultura popular; integração cultural; e produtos e atrativos culturais que são fundamentais para o planejamento e gestão do desenvolvimento sustentável do turismo. Além disso, a aplicação das teorias da cultura à pesquisa do turismo gera novas teorias e conhecimentos necessários ao desenvolvimento da atividade turística. Para fundamentar os referenciais teóricos dos elementos da dimensão cultural do turismo, este artigo identifica aspectos culturais da Região das Hortênsias (Serra Gaúcha (RS), formada pelos municípios de Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula).

PALAVRAS-CHAVE: Turismo – Cultura – Integração – Elementos – Desenvolvimento

O APRENDIZADO DA TÉCNICA FOTOGRÁFICA POR MEIO DOS PERIÓDICOS E MANUAIS – SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

RESUMO: Este artigo explora dois jornais e guias estrangeiros e alguns manuais de fotografia da segunda metade do século XIX, procurando ressaltar o fato de que aquela era a teoria escrita disponível para o aprendizado da técnica fotográfica pelos futuros profissionais do meio. Os jornais, os guias e os manuais orientavam sobre a construção do estúdio e a aquisição das máquinas, os mistérios da química e da óptica que envolvia a técnica, o arranjo da pose dos clientes para os retratos, etc. Aliada à teoria, vinha a prática e, através de muita tentativa e erro, além de bom número de acertos, novos profissionais da fotografia surgiam nas diversas cidades e nos diferentes países.

PALAVRAS-CHAVE: História da Fotografia – Retratos – Manuais de Fotografia – Século XIX

CARBONÁRIOS, MAÇONS, POSITIVISTAS E A QUESTÃO SOCIAL NO BRASIL NA VIRADA DO SÉCULO XIX

RESUMO: Este artigo busca analisar as relações entre socialistas, carbonários, maçons e positivistas no Brasil no final do século XIX e início do XX. Utiliza-se para isso de artigos de jornais e revistas, muitos deles ainda não analisados pela crítica histórica.

PALAVRAS-CHAVE: Socialismo – Carbonária – Maçons – Positivismo

O TRABALHO E SEUS CRÍTICOS: UM DEBATE TEÓRICO

RESUMO: O trabalho enquanto ação humana em sociedade, sempre despertou interesse e debates teóricos, acadêmicos e militantes. O ato de laborar transforma o executor e o mundo que o cerca, por isso mesmo, ainda é objeto de reflexões nas diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, o texto em questão propõe uma exegese sobre o tema. Aqui serão abordadas sete concepções relativas à produção autoral e teórica sobre o tema. Serão discutidas as concepções e análises do trabalho na Antiguidade Clássica, passando Santo Agostinho, culminando finalmente na noção de trabalho como vocação em Max Weber.

PALAVRAS-CHAVE: Trabalho – Pensamento Social -Produção Autoral – Relações de Trabalho

O ESCUDO DA VIRTUDE E A IDEOLOGIA DO PRINCIPADO AUGUSTANO

RESUMO: Este artigo aborda um dos aspectos da nascente ideologia do Principado de Augusto, isto é, as virtudes do príncipe, tal como exemplificadas no denominado escudo da virtude e que o próprio imperador citou nas Res Gestae 34.2, tendo em vista a interligação entre estas virtudes com a tradição republicana, assim como o significado daquelas no contexto imediatamente posterior à Batalha do Ácio.

PALAVRAS-CHAVE: Escudo da virtude – Poder e imagens – Principado augustano

INÊS É MORTA! A TRAGÉDIA DE INÊS PIRES DE CASTRO ENTRE A NARRATIVA LITERÁRIA E A HISTÓRIA

RESUMO: Apresentamos esse breve estudo sobre as representações da morte de Inês Pires de Castro na crônica de Rui de Pina (c.1440 – c.1522), nas “Trovas que Garcia de Resende fez à morte de Dona Inês de Castro, que El-Rei Dom Afonso, o Quatro de Portugal, matou em Coimbra, por o Príncipe Dom Pedro, seu filho, a ter como mulher e pólo bem que lhe queria nam queria casar, endereçadas às damas”, de Garcia de Resende (1470 – 1536), e finalmente do canto III da obra “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões (c.1525? – 1580), estabelecendo relações entre as narrativas literárias elencadas e a narrativa histórica, por meio do cruzamento e análise das informações contidas nas obras.

PALAVRAS-CHAVE: Inês de Castro – Infante D. Pedro – D. Afonso IV

A NEGATIVIDADE RELIGIOSA NO PENSAMENTO DE GOETHE; E ALGUNS APONTAMENTOS DE SUA RELAÇÃO COM A CONSTITUIÇÃO HISTÓRICA DO NIILISMO

RESUMO: Este artigo visa apresentar através dos poemas Prometeu e O Divino o aspecto negativo e, até certo ponto, niilista da religiosidade de J. W. Goethe, na medida em que estes poemas inauguram marco histórico no pensamento religioso, contribuindo de maneira decisiva na formação do niilismo posterior, bem como em diversas concepções libertárias no âmbito teológico.

PALAVRAS-CHAVE: Negatividade – Niilismo – Panteísmo – Homem

CONTRADIÇÕES CULTURAIS DO CORTEJO TRIUNFANTE DA MODERNIDADE EM CUIABÁ

RESUMO: Partindo da análise da Tese VII das Teses sobre o Conceito de História de Walter Benjamin, este artigo pretende compreender o significado sócio-histórico dos conflitos em torno da regionalidade como traço distintivo das elites na busca de seu papel identitário na cidade de Cuiabá. A construção desta identidade ocorre pela apropriação de bens culturais das populações tradicionalmente marginalizadas no cenário sócio-político local e, recentemente, estas populações têm suas manifestações culturais próprias usadas como fundamento simbólico das elites locais em seu confronto com o migrante.

PALAVRAS-CHAVE: Modernização – Cuiabá – Cultura – Multiculturalidade

ROMANCES AMATÓRIOS: LITERATURA E SUICÍDIO NA BAHIA NOS MEADOS DO SÉCULO XIX

RESUMO: Este texto se propõe a analisar algumas representações acerca do suicídio na literatura baiana dos meados do século XIX e verificar quais as relações entre elas e os ideais românticos. As fontes utilizadas foram folhetins e poesias publicadas por autores baianos que direto e indiretamente tratam do assunto. Segundo concepções vigentes no período, o suicídio era um dos maiores pecados da humanidade. Atentado não apenas contra Deus, mas também contra a família e a sociedade. Relacionar o amor ao suicídio foi uma estratégia usada por alguns escritores baianos para criticar as transformações pelas quais a sociedade vinha passando.

PALAVRAS-CHAVE: Representações Culturais – Literatura e Suicídio

BURLAR AS NORMAS, ZOMBAR DA ORDEM: POLÍCIA, ESCRAVOS E SUBVERSÃO URBANA NA PROVÍNCIA DO PIAUÍ, 1870-1888

RESUMO: Neste artigo o autor tenta compreender os significados da escravidão e da retórica do protesto na cidade de Teresina-Pi nos anos de 1870-1888. Discute também, a constituição da Força Policial na Província do Piauí e sua tentativa em implantar uma política de controle social a fim de reprimir os “grupos subalternos” da cidade: escravos, libertos e homens livres de cor.

PALAVRAS-CHAVE: Escravidão – Controle Policial – Protesto Urbano

A FAMÍLIA AO AVESSO: “O VIVER DE PORTAS ADENTRO” NA COMARCA DO RIO DAS VELHAS NO SÉCULO XVIII

RESUMO: Este trabalho constitui-se parte da dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pósgraduação em História da FAFICH/UFMG. Neste artigo procurei analisar as relações de concubinato firmadas como opção familiar dos diversos agentes sociais que habitaram a Comarca do Rio das Velhas, na Capitania de Minas Gerais, no período de 1720 a 1780. Nos documentos sobre as visitas pastorais e devassas eclesiásticas associadas aos testamentos, foram examinados aspectos referentes à mestiçagem biológica e cultural de homens e mulheres que em momentos diferentes da vida recriaram modos de viver e instituíram caminhos e alternativas que lhes possibilitaram condições objetivas de inserção social e familiar numa sociedade escravista.

PALAVRAS-CHAVE: Concubinato – Família – Mestiçagem

AMÁVEL REDENTORA: MODELOS FEMININOS EM LETÍCIA DE ANNA RIBEIRO

RESUMO: O presente artigo analisa o processo histórico ocorrido no Recôncavo Baiano no final dos oitocentos sob a ótica dessa autora, enfocando também os papéis atribuídos à mulher da elite dentro desse contexto. O entrecruzamento do discurso histórico acerca do final do século XIX com o romance Letícia nos fez perceber que os modelos idealizados para mulheres estavam sofrendo alterações, e que essas objetivavam ao mesmo tempo uma resistência às transformações e uma adequação aos “novos tempos” da Bahia nos fins dos oitocentos.

PALAVRAS-CHAVE: História – Literatura – Representações Femininas

A LITERATURA COMO EVIDÊNCIA HISTÓRICA: COTIDIANO POPULAR EM “O CORTIÇO” (1890)

RESUMO: A utilização das fontes literárias vem se configurando como um dos novos desafios propostos pela historiografia recente. Testemunhos históricos “sofisticados”, as fontes literárias sugerem abordagens diversas sobre o passado. Este trabalho apresenta algumas reflexões sobre o romance O Cortiço, escrito por Aluísio Azevedo. Publicado pela primeira vez em 1890, seu enredo gira em torno do cotidiano das classes populares na cidade do Rio de Janeiro durante os últimos anos do Império. Cruzando elementos da narrativa com a bibliografia selecionada, procuramos enfatizar possíveis aproximações entre o olhar lançado pelo autor e a produção historiográfica brasileira contemporânea, numa análise crítica dos projetos disciplinares pretendidos pelas classes dirigentes e das experiências de liberdade e autonomia das classes populares durante aquele período.

PALAVRAS-CHAVE: Brasil Império – Cortiços – Classes Populares

EM TEMPOS DE TERROR E OTIMISMO: O DISCURSO AUTORITÁRIO NA IMPRENSA DE SERGIPE (1964-74)

RESUMO: Os discursos produzidos pela mídia brasileira durante os governos militares que se sucederam no Brasil pós-golpe de 1964, têm-se constituído importante fonte para compreensão das estratégias utilizadas pela fala dos “militares” para atuar no imaginário social dos brasileiros. Neste sentido, este artigo analisa a retórica do golpe na imprensa escrita de Sergipe entre os anos de 1964 e 1974, de modo a perceber os aspectos histórico-lingüísticos das alocuções políticas de apoio e/ou resistência ao regime militar. A observação dos jornais colaborou para identificar nos discursos a presença de dois momentos fundamentais: o de guerra lingüística contra o “avanço” comunista; e uma segunda fase, marcada pelas propagandas que visavam suscitar o otimismo entre os brasileiros através de mensagens de esperança no futuro do País, durante a era do “milagre econômico”.

PALAVRAS-CHAVE: Ditadura militar – Imprensa – Imaginário

HISTORIA Y TEATRO: LA CONFLUENCIA DE LOS LENGUAJES

HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A OBRA DE JOSÉ HONÓRIO RODRIGUES

ANTIGA TRADIÇÃO DE ENCONTROS DA LITERATURA BRASILEIRA COM O CINEMA: PAULO EMÍLIO E LYGIA EM CAPITU