Vol. 7 Ano VII nº 1 - Janeiro/ Fevereiro/ Março/ Abril de 2010

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É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 7, Ano VII, Número 1 – Janeiro / Fevereiro / Março / Abril – 2010).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de QUARENTA E QUATRO (44) RESENHAS DUZENTOS E NOVENTA E SETE (297) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu treze (13) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções(organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini) e Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de SEISCENTAS MIL (600.000) consultas, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, a partir de 2010, por decisão de seus editores, passará a lançar seus números de quatro em quatro meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço atualmente utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, permitirá a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica. Isso, sem dúvida, terá um impacto positivo, o que poderá ser observado já nos números que serão lançados neste ano.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste período científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. É uma honra poder publicar o excelente DOSSIÊ “Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos” tão meticulosamente organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo. Nele, o leitor encontrará inestimáveis contribuições que se materializam nos artigos dos seguintes pesquisadores: Alessandra Ancona De Faria, Alexandre Mate, Ana Paula Teixeira, Beatriz Cabral, Davi De Oliveira Pinto, Iara Fátima Fernandes, Joaquim Gama, José Simões De Almeida Junior, Lucia Lombardi, Mariana Tagliari, Marina Miranda De Carvalho, Raymon Aires, Robson Corrêa De Camargo, Tais Ferreira, Vicente Concilio. Fechando este DOSSIÊ, temos duas resenhas. Na primeira – assinada por Maria Lúcia de Souza Barros ​Pupo – a autora faz uma competente apreciação do livro Jogos Teatrais na sala de aula (São Paulo: Perspectiva, 2007), destacando que, tendo sido “escrito e publicado com inegável intenção didática, Jogos Teatrais na sala de aula certamente descortina para o leitor um amplo universo de aprendizagens e de construção de significados a serem experimentados em nosso sistema escolar, se quisermos contribuir para uma formação mais rica de nossos jovens”. Por fim, na segunda resenha – intitulada O Jogo Teatral e sua Fortuna Crítica…–, Robson Corrêa de Camargo apresenta uma breve, mas frutífera reflexão em que apresenta amplo leque de pesquisadores que fazem parte do processo de recepção dos jogos teatrais em nosso país.

Como se isso não bastasse, na Seção Livre este número publica artigos de J. Guinsburg, Adalmir Leonidio, Jocelito Zalla, Martha Victor Vieira, Nelson de Jesus Teixeira Júnior, Patrícia Kátia da Costa Pina e Valéria Maria Chaves de Figueiredo. Por fim, esta Seção presenteia o leitor com uma resenha do livro J. Guinsburg, a cena em aula (São Paulo: EDUSP, 2010), assinada por Heloisa Selma Fernandes Capel. Para mostrar a importância das temáticas tratadas nessa obra, a autora, sempre muito cuidadosa e elegante, mobiliza – entre outras informações – um trecho do depoimento de Fausto Fuser, no qual ele lembra: “pelo menos duas ou três gerações de profissionais que atuam na criação artística, na crítica e jornalismo, no ensino e na administração pública da atividade artística, formaram suas bases intelectuais nas classes do Prof. Jacó”. Sem exageros: J. Guinsburg, a cena em aula é, sem dúvida alguma, leitura obrigatória para todos aqueles que desejam conhecer a área de Estética Teatral no Brasil.

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos e Rosangela Patriota
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

O PURIM E O TEATRO JUDEU

  • J. Guinsburg

RESUMO: Purim é um feriado judaico que comemora a salvação do povo judeu do plano de Haman, para exterminá-los, no antigo Império Persa, tal como está escrito no Livro de Ester. Este artigo focaliza os pontos de diálogo entre a Festa de Purim e o Teatro Judeu.

PALAVRAS-CHAVE: Festa de Purim – Purimschpil – Teatro Judeu

NATUREZA E REPRESENTAÇÃO NACIONAL NO BRASIL DOS ANOS 1930

  • Adalmir Leonidio

RESUMO: Este ensaio apresenta algumas reflexões sobre um estudo mais amplo sobre o espírito decadentista no Brasil, expresso em algumas obras literárias, na passagem do mundo rural para o urbano, nos anos 1930. Trata-se dos resultados das primeiras leituras de fontes, concentradas nas obras de Júlio Bello, Gilberto Freyre e José Américo de Almeida.

PALAVRAS-CHAVE: Natureza – Representação – Brasil

A CONQUISTA DO “PAÍS DA SOLIDÃO”: LUIZ CARLOS BARBOSA LESSA E A INVENÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL

  • Jocelito Zalla

RESUMO: Neste artigo, proponho analisar o livro Rio Grande do Sul: Prazer em conhecê-lo, publicado por Luiz Carlos Barbosa Lessa em 1984. O objetivo é identificar como o autor elabora discursivamente a identidade regional afirmando símbolos como “passado comum”, “ancestrais fundadores”, “paisagem” e “lugares de memória”, “panteão de heróis”, “folclore”, “hábitos” e “costumes”. Trata-se, em suma, de averiguar como a escrita da história é empregada pelo principal teórico do “movimento tradicionalista” para a naturalização de atributos ligados ao modelo identitário romântico do gaúcho a cavalo, o “centauro da Pampa”.

PALAVRAS-CHAVE: Historiografia – Regionalismo – Nacionalismo – Tradicionalismo gaúcho – Identidade social

CUNHA MATTOS: ENTRE A PENA E A ESPADA

  • Martha Victor Vieira

RESUMO: Nesse artigo, selecionei alguns escritos produzidos por Raimundo José da Cunha Mattos, no período de 1822 a 1825, com o objetivo de analisar os diferentes sentidos impressos na palavra pátria e os argumentos utilizados pelo autor para defender as prerrogativas monárquicas. Tais argumentos, no meu entender, são informados pelo o que se pode compreender como uma concepção hobbesiana de Estado e são representativos das apropriações feitas pelas elites políticas e culturais brasileiras das teorias contratuais da época moderna.

PALAVRAS-CHAVE: Cunha Mattos – Pátria – Teoria Hobbesiana

NARRADOR MACHADIANO: REPRESENTAÇÕES E TRANSGRESSÕES DO ESPAÇO FEMININO OITOCENTISTA EM A SEMANA

  • Nelson de Jesus Teixeira Júnior
  • Patrícia Kátia da Costa Pina

RESUMO: Este artigo visa estudar a crônica datada de 24 de março de 1895 da série A semana, de Machado de Assis, buscando analisar como se dá a representação e transgressão do espaço feminino oitocentista nesse texto, isso, por meio da análise das ações performáticas do narrador na referida narrativa. O presente texto transita pela idéia de representação (Pollock, Goffman), leitor implícito (Iser), disciplina (Foucault), etc. Traçando, com isso, uma fundamentação teórica multidisciplinar para dar maior sustentabilidade à proposta em questão.

PALAVRAS-CHAVE: Século XIX – Representação – Feminino – Narrador – Leitor

GENTE EM CENA: FRAGMENTOS E MEMÓRIAS DA DANÇA EM GOIÁS

  • Valéria Maria Chaves de Figueiredo

RESUMO: O presente trabalho teve como objetivo apresentar a dança como arte da memória, memória contida nos corpos que dançam. Reconstruímos danças populares de Goiás quase que “esquecidas”, presentes apenas na memória de antigos moradores da região de Santa Cruz, cidade do Estado de Goiás. Tivemos como foco a perspectiva da história oral, priorizando a utilização de fontes orais, bem como, o registro de imagens. A inter-relação com a comunidade manifestou-se como condição fundamental para se apreender os modos, as histórias, os movimentos, as dramaturgias que marcaram estes cotidianos e sua arte. Estas danças resistiram na memória de antigos moradores e não encontramos quaisquer registro sistematizado, mas, continuam vivas na tradição da oralidade. Nossa intenção foi olhar para o corpo como um texto múltiplo e constituído de história e memória. É a presença de uma multiplicidade de diálogos e a dança como campo de conhecimento polissêmico. Nosso referencial teórico dialogou com diversos autores, entre eles Alessandro Portelli, Olga Von Simson, Walter Benjamin, entre outros.

PALAVRAS-CHAVE: Dança – Memória – Dança Popular Brasileira

A CENA, OS BASTIDORES E A RECEPÇÃO DAS LIÇÕES DE ESTÉTICA TEATRAL DE J. GUINSBURG: UMA CONSTRUÇÃO EM DEVIR

  • Heloisa Selma Fernandes Capel

DOSSIÊ “JOGOS TEATRAIS NO BRASIL: 30 ANOS”

APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ JOGOS TEATRAIS NO BRASIL: 30 ANOS

  • Ingrid Dormien Koudela

UMA ANÁLISE POSSÍVEL PARA O JOGO TEATRAL NO LIVRO DO DIRETOR

  • Alessandra Ancona de Faria

RESUMO: O presente artigo pretende discutir o papel ocupado pelo sistema de jogos teatrais proposto por Viola Spolin, analisando de maneira detalhada o livro O Jogo Teatral no livro do diretor, com a intenção de observar como esta publicação pode contribuir para o professor que trabalha com grupos de alunos da escola formal. Em estudo que investigou a utilização deste livro de Spolin com um grupo de adolescentes de uma escola pública da cidade de São Paulo, foi possível discutir as opções apresentadas para a utilização do jogo teatral dentro do ambiente escolar, tendo em vista o processo de montagem de uma peça que se utilizou dos jogos em toda a sua estrutura.

PALAVRAS-CHAVE: Educação – Jogo teatral – Teatro – Pedagogia do teatro

APONTAMENTOS BIBLIOGRÁFICOS SOBRE JOGOS TEATRAIS NO BRASIL:
RETROSPECTIVAS E LUTAS, CONQUISTAS, RETROCESSOS, IMPERMANÊNCIAS

  • Alexandre Mate

RESUMO: O texto recupera o material bibliográfico produzido sobre teatro-educação, prática teatral ou trabalho com jogos teatrais/dramáticos a partir dos anos 1970. Demonstra-se aqui, por algumas experiências em andamento e pela publicação de poucos títulos, que a prática e a reflexão com os jogos já existia antes de 1979. Sem a pretensão de apresentar toda a produção sobre o assunto, pode-se constatar uma diminuição na quantidade dessas publicações, sobretudo a partir de meados da década de 1990.

PALAVRAS-CHAVE: Jogos teatrais e história – Jogos teatrais e bibliografia – Jogos teatrais: 30 anos – Jogos teatrais em São Paulo

SPOLIN E STANISLAVSKI: INTERSECÇÕES NO ENSINO E NA PRÁTICA DO TEATRO

  • Ana Paula Teixeira
  • Robson Corrêa de Camargo

RESUMO: Este artigo tem como objetivo perceber pontos de diálogo entre os jogos teatrais, na perspectiva de Viola Spolin, com as reflexões de Richard Courtney e Vygotsky e de outras práticas teatrais, especificamente as técnicas psico-físicas de Stanislavski. A pesquisa aconteceu no curso de graduação em Artes Cênicas na Universidade Federal de Goiás (2003-2007), envolvendo pesquisa prática e bibliográfica. Motivada pela necessidade de pensar a formação dos profissionais de teatro e pedagogos na realidade contemporânea, iniciou-se uma reflexão entre as práticas teatrais e a educação. Em seqüência, utilizou-se das postulações de Stanislavski para tratar aspectos da interpretação do ator no que diz respeito a formação do profissional e praticante desta arte. Posteriormente direcionou-se para a percepção de pontos de diálogo com a proposta dos jogos teatrais de Spolin, estudados na disciplina de mesmo nome (2005). Assim foi possível perceber como elementos do método de análise através das ações físicas, também conhecido como análise ativa, contribuem para a fundamentação dos jogos teatrais.

PALAVRAS-CHAVE: Análise ativa – Jogos teatrais – Teatro improvisacional – Método das ações físicas

O JOGO TEATRAL NO CONTEXTO DO DRAMA

  • Beatriz Angela Vieira Cabral

RESUMO: Este artigo apresenta o histórico de uma investigação em torno das possíveis interações entre o sistema de jogos teatrais (Viola Spolin) e o drama (process drama ou drama in education). É dada atenção especial à conceituação e caracterização destas formas teatrais, bem como sua articulação com aspectos do teatro contemporâneo. As aproximações e os distanciamentos entre jogo e drama são observados a partir da relação entre significação e contexto; aquisição da linguagem e convenções teatrais. Para tanto, a interação entre espontaneidade e compreensão conceitual é analisada em torno de quatro questões centrais: objetividade, ações físicas, intenção e intuição. A inserção do jogo teatral no processo do drama é vista pela perspectiva da pedagogia radical ou pós-crítica.

PALAVRAS-CHAVE: Jogo teatral e drama – Significação e contexto – Espontaneidade e compreensão conceitual – Teatro e Pedagogia Radical

A FISICALIZAÇÃO NO SISTEMA DE JOGOS TEATRAIS

  • Joaquim Gama

RESUMO: A fisicalização, no sistema de jogos teatrais, como possibilidade de tornar o imaginário real, presente no teatro, em oposição a idéia do imaginário representado. A partir da fisicalizalização o alunoator entra em contato com a realidade do palco ao nível físico, na experiência do aqui-agora. A fisicalização como experiência teatral concreta.

PALAVRAS-CHAVE: Fisicalização – Imaginário – Experiência teatral

JOGO TEATRAL, TEATRO DE FIGURAS ALEGÓRICAS E OS PROCESSOS DE ESPACIALIZAÇÃO DA CENA

  • José Simões de Almeida Junior

RESUMO: Este artigo tem como objetivo apresentar a experiência do modelo espetacular denominado Teatro de Figuras Alegóricas, realizado na Universidade de Sorocaba e desenvolvido por Ingrid Koudela, cujos eixos de fundamentação são o jogo teatral, proposto por Viola Spolin, e a leitura de imagens. O tema é abordado a partir da discussão do espaço teatral, dos procedimentos de espacialização da cena e dos seus vínculos do lugar com as narrativas visuais na criação espetacular.

PALAVRAS-CHAVE: Espaço teatral – Pedagogia do teatro – Paisagem teatral – Metodologia do ensino de teatro

JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS

  • Lucia Maria Salgado dos Santos Lombardi

RESUMO: Este texto apresenta parte dos resultados da pesquisa realizada em nível de mestrado que procurou contribuir para que a dimensão lúdica e artística seja assumida como campo de conhecimento e formação nos cursos de Pedagogia. Para dar conta desta tarefa foram percorridas algumas fases, dentre elas a reflexão sobre a contribuição das metodologias de Jogos Teatrais e de Jogos Teatrais Brechtianos para a formação de pedagogos. Esta temática continua a ser explorada no âmbito do doutorado que encontra-se em andamento, no qual realizamos intervenções com o jogo teatral e a dança educativa junto a educadores de creches da rede pública de ensino. A investigação concluiu que a dedicação do professor à prática do jogo e à reflexão auxilia na constituição da “atitude lúdica docente” e na realização de uma aula semelhante ao brincar: atividade livre, criativa, imprevisível, capaz de absorver a pessoa que brinca.

PALAVRAS-CHAVE: Jogo Teatral – Formação de Professores – Pedagogia

O JOGO, A VARINHA DE CONDÃO PARA A GRANDE MÁGICA: O TEATRO - UMA EXPERIÊNCIA COM CRIANÇAS

  • Mariana Tagliari

RESUMO: Este trabalho é parte da reflexão sobre jogos na educação infantil, sempre ressaltando a sua importância como recurso pedagógico. Origina-se de minha experiência com teatro num ambiente de educação infantil, a Creche/UFG1, trabalhando com crianças até quatro anos, com jogos dramáticos, jogo tradicional e jogo teatral. Nesta faixa etária considera-se impossível trabalhar as formas teatrais. Objetiva entender como o teatro está presente na constituição do ser humano, desde a sua infância, e como este deve ser mediado e aplicado em realidades de creches e pré-escolas. Para que haja uma conexão entre algumas áreas, como pedagogia, teatro e psicologia, estudo conceitos que darão cor e fundamentação a algumas práticas realizadas no local em que estagiei por dois anos (2008 e 2009). Esta instituição tem importância relevante nas idéias apresentadas e na compreensão do universo infantil.

PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia do teatro – Jogos teatrais – Educação infantil – Jogo dramático

O CURSO TEATRO NA EDUCAÇÃO (CTE) E OS JOGOS TEATRAIS DE VIOLA SPOLIN: HISTÓRICO E CONSIDERAÇÕES

  • Marina Miranda de Carvalho
  • Iara Fátima Fernandez Falcão
  • Davi de Oliveira Pinto

RESUMO: Este artigo refere-se à aplicação dos Jogos Teatrais Spolinianos ao longo de dez anos do Curso Teatro na Educação, o qual funciona no Centro de Formação Artística na Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes) em Belo Horizonte – MG, ressaltando a relevância e atualidade dessa abordagem metodológica do teatro-educação na formação continuada de educadores, bem como na iniciação teatral de pré-adolescentes e adolescentes. O artigo reporta depoimentos de educadores, referentes às contribuições dos Jogos Teatrais spolinianos, bem como alude a determinadas questões controversas que cercam esta abordagem metodológica.

PALAVRAS-CHAVE: Curso Teatro na Educação – Sistema de Jogos Teatrais de Viola Spolin – Teatro e Educação – Formação de professores de Teatro

A INSTRUÇÃO COMO PRÁTICA DIALÓGICA NO PROCESSO DE MONTAGEM DO ESPETÁCULO TEATRAL CHAMAS NA PENUGEM

  • Ramon Ayres

RESUMO: O presente texto visa discutir e refletir a instrução no jogo teatral no processo de criação da montagem do espetáculo Chamas na Penugem. A peça foi encenada pela professora-pesquisadoraencenadora Ingrid Dormien Koudela, com assistência do professor-pesquisador-encenador Joaquim Gama, efetuado com a turma do 5º período de 2008 do Curso de Teatro/Arte-Educação da Universidade de Sorocaba (UNISO).
Os relatos presentes investigam os procedimentos da instrução no jogo teatral, introduzindo um processo de experimentação e experienciação dos atores/jogadores na montagem teatral. A instrução é pautada em mecanismos que refletem a criação construtivista da obra teatral. Nesse sentido, a instrução instaura procedimentos práticos e teóricos, que visam à construção da obra teatral através de abordagens pedagógicas.

PALAVRAS-CHAVE: Jogo Teatral – Instrução – Encenador/Instrutor

“JOGANDO OS DADOS”– OS JOGOS TEATRAIS COMO POSSÍVEL METODOLOGIA DE CONSTRUÇÃO
DE DADOS EM ESTUDOS DE RECEPÇÃO TEATRAL

  • Taís Ferreira

RESUMO: Este artigo trata-se de uma discussão acerca da possibilidade dos jogos teatrais como indutores à construção de dados a serem utilizados em investigações de recepção teatral. As reflexões partem da experiência empírica desenvolvida durante um processo de investigação com crianças espectadoras.

PALAVRAS-CHAVE: Recepção teatral – Metodologia de pesquisa – Jogos teatrais

INSTRUÇÃO E CRIAÇÃO EM JOGOS TEATRAIS: PROFESSOR PARCEIRO DE JOGO

  • Vicente Concilio

RESUMO: O presente artigo pretende analisar a instrução, estabelecida como um dos princípios do Jogo Teatral de Viola Spolin, destacando sua relevância como procedimento artístico e pedagógico e estabelecendo pontos de contato entre o jogo teatral, a formação do professor de teatro e a criação teatral na contemporaneidade.

PALAVRAS-CHAVE: Instrução – Jogo Teatral – Professor de Teatro – Processo Colaborativo

JOGOS TEATRAIS NA SALA DE AULA. UM MANUAL PARA O PROFESSOR

  • Maria Lúcia de Souza Barros Pupo

O JOGO TEATRAL E SUA FORTUNA CRÍTICA...

  • Robson Corrêa de Camargo