Vol. 8 Ano VIII nº 3 - Setembro/ Outubro/ Novembro/ Dezembro de 2011

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É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 8, Ano VIII, Número 3 – Setembro / Outubro / Novembro / Dezembro – 2011).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de CINQUENTA E SETE (57) RESENHAS TREZENTOS E SESSENTA E TRÊS (363) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu QUINZE (15) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo) e Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao  site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de UM MILHÃO (1.000.000) CONSULTAS, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2010, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de quatro em quatro meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste período científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. É uma honra poder publicar na os excelentes artigos de Iraci Del Nero da Costa [BRASIL: POPULAÇÃO REDUNDANTE E CORONELISMO GOVERNAMENTAL], Heloisa Selma Fernandes Capel [PERFORMANCES VISUAIS E ENSINO: DILEMAS DE ORIENTAÇÃO NO EMARANHADO DO TEMPO], Alexandre Fernandes Corrêa [DÁDIVA E UTILITARISMO NAS POLÍTICAS CULTURAIS], Talitta Tatiane Martins Freitas [O TEATRO ENTRE A RECRIAÇÃO A PERMANÊNCIA], Rosangela Patriota [RECORDAR, CELEBRAR, MEMORIZAR: MOMENTOS DO TEATRO NO BRASIL DO SÉCULO XX], Rafael Rosa Hagemeyer [LEVANDO AO LONGE O CANTO DA PÁTRIA: GRAVAÇÕES EM DISCO E DIFUSÕES NO RÁDIO NO HINO NACIONAL (1900-1945)], Ramiro Lopes Bicca Junior [NOEL ROSA: NA FRONTEIRA ENTRE O MORRO E A CIDADE], Rejane Bernal Ventura [A DOUTRINA DO UT PICTURA POESIS SEGUNDO PINO E DOLCE], Wilson Filho Ribeiro De Almeida, [TEIXEIRA E SOUSA E O FOLHETIM NA HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA BRASILEIRA], Michelle Aline Barreto e Eliana Lucia Ferreira [DANÇA ESPORTIVA EM CADEIRA DE RODAS: A HISTÓRIA CONTADA PELAS VOZES DE QUEM DANÇA], Alcides Freire Ramos [O INTELECTUAL E AS VOZES OPERÁRIAS – ANÁLISE DO FILME “ABC DA GREVE” (1979/1990 – LEON HIRSZMAN – ADRIAN COOPER)]. Como se isso não bastasse, a seção reservada às Resenhas presenteia o leitor com três avaliações críticas que merecem ser vistas mais de perto!

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

REPÚBLICA E “RELIGIÃO SOCIAL”: MAÇONS, ESPÍRITAS E TEOSOFISTAS NO ESPAÇO PÚBLICO CEARENSE

RESUMO: Analisa a atuação de maçons, espíritas e teosofistas no espaço público cearense na Primeira República, enquanto componentes duma rede de pensamento moderno-espiritualista, aqui definida como vertente espiritualista influenciada pelo racionalismo e cientificismo-positivista e guardando elementos das tradições esotéricas e ocultistas. Será perceptível nos discursos e práticas sociais desses agentes, a formulação de proposições alternativas de caráter religioso, social e político, constituindo-se alternativa ideológica original à política social do catolicismo e às organizações de esquerda, nos embates sociopolíticos e religiosos do Ceará das primeiras décadas do século XX.

PALAVRAS-CHAVE: Moderno – Espiritualismo – Espaço público – Questão social

IMAGINÁRIO RELIGIOSO NOS EX-VOTOS E NOS VITRAIS DA BASÍLICA DE TRINDADE – GO

RESUMO: O presente estudo pretende analisar um conjunto de fontes ainda pouco exploradas na história de Goiás, que são os ex-votos das salas dos milagres do Santuário de trindade. A intenção é entender de que maneira se expressa a religiosidade popular através dos ex-votos, e perceber a reação do catolicismo oficial a esse tipo de manifestação. Isto porque, viu-se nos últimos anos uma tentativa de controle do imaginário através da imposição de uma “guerra às imagens” não oficiais. Assim, a sala de Ex-votos foi reorganizada no santuário de Trindade, em Goiás. Mas o próprio santuário, além dos santos de devoção alinhados em vitrais, optou por catolicizar as práticas votivas. Ao se entrar na nave do Santuário de Trindade, vemos releituras dos ex-votos expostas nos vitrais, visto que incluem elementos não contidos nas tábuas votivas originais.

PALAVRAS-CHAVE: Ex-votos – Imaginário – Fontes visuais

UMA MENSAGEM CRIPTOGRAFADA PELOS ANCESTRAIS DO POVO SERGIPANO

RESUMO: A presença de cristãos-novos judaizantes, durante o período colonial, nas capitanias do Nordeste recifense e na Bahia é um fenômeno reconhecido na historiografia brasileira. No entanto, os poucos estudos sobre o assunto que analisam os cristãos-novos de Sergipe del Rey não indicam a prática do criptojudaísmo entre sua população. Seria o território de Sergipe, neste particular, exceção dentro da história nordestina? Assim, o artigo procura demonstrar a presença de práticas judaizantes em Sergipe desde a época colonial. Para tanto, analisa a história da localidade sergipana de Cedro de São João e interpreta algumas práticas culturais de seu povo como indícios de que esta população possui como ancestrais remotos cristãos-novos que, em parte, se dedicavam a práticas criptojudaicas.

PALAVRAS-CHAVE: Criptojudaísmo – Cultura Cristã-nova – História de Sergipe – Cigano

O BATISMO DA MÁQUINA: REPRESENTAÇÕES DE TECNOLOGIA EM ALCEU AMOROSO LIMA

RESUMO: Este artigo pretende analisar as representações de tecnologia presentes na obra do pensador católico Alceu Amoroso Lima, em sua fase autoritária entre 1928-1946, dando destaque às obras No limiar da Idade Nova (1935) e Mitos de Nosso Tempo (1943). A concepção de técnica, presente no discurso do autor, se constituiu a partir de um forte diálogo com o discurso antimodernista e autoritário, oriundo de diversas fontes, especialmente do restauracionismo católico. Argumento que a representação de tecnologia, desenvolvida por Alceu Amoroso Lima, aparece como um dos fatores centrais para justificar o desejo de intervenção social, na crise da sociedade brasileira e da necessidade de recristianização da sociedade moderna. Também procuraremos compreender os antídotos propostos por ele a esta situação, ou seja, o papel da espiritualização da técnica, ou do batismo da técnica na sociedade capitalista.

PALAVRAS-CHAVE: Representações de Tecnologia – Tecnologia – Política – Alceu Amoroso Lima

HISTÓRIA DA ARTE COMO HISTÓRIA DAS IMAGENS: A ICONOLOGIA DE ERWIN PANOFSKY

RESUMO: O objetivo deste texto é refletir sobre o método historiográfico de Erwin Panosfsky e seu conceito de iconologia. O método iconológico realiza a interpretação dos objetos artísticos, arquitetura, pintura ou escultura, a partir da decomposição das imagens e reconstrução de seus percursos no tempo e no espaço chegando ao que o autor chama de “síntese recriativa”.

PALAVRAS-CHAVE: Erwin Panofsky – História da Arte – Iconologia

O TEMA DA TRAIÇÃO NA DRAMATURGIA BRASILEIRA PELAS LENTES DO GRUPO TAPA

RESUMO: Este artigo analisa os textos teatrais que integraram o curso Dramaturgia da Traição, ministrado pelo Grupo Tapa, em 1998.

PALAVRAS-CHAVE: História e Teatro – Grupo Tapa – Dramaturgia Brasileira

A HISTORIOGRAFIA CLÁSSICA DO CINEMA NACIONAL E A BELA ÉPOCA DO CINEMA BRASILEIRO:
A INFLUÊNCIA DE PAULO EMÍLIO SALLES GOMES

RESUMO: Este artigo pretende evidenciar que a trilogia de ensaios Panorama do cinema brasileiro: 1896/1966 (1966), Pequeno cinema antigo (1969) e Cinema: trajetória no subdesenvolvimento (1973), do crítico e historiador Paulo Emílio Salles Gomes, constituiu-se numa teia interpretativa do recorte da Bela época do cinema brasileiro na historiografia cinematográfica nacional.

PALAVRAS-CHAVE: Historiografia – cinema brasileiro -Bela Época – Paulo Emílio Salles Gomes

LEITURA CRÍTICA DE O MUNDO É UM MOINHO: O TEATRO POPULAR NO SÉCULO XX. HISTÓRIAS E EXPERIÊNCIAS

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA
E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR