Vol. 9 Ano IX nº 1 - Janeiro/ Fevereiro/ Março/ Abril de 2012

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UM MILHÃO E DUZENTAS MIL (1.200.000) CONSULTAS!

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 9, Ano IX, Número 1 – Janeiro / Fevereiro / Março / Abril – 2012).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de SESSENTA E UMA (61) RESENHAS TREZENTOS E SETENTA E SETE (377) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu QUINZE (15) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo) e Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu cerca de UM MILHÃO E DUZENTAS MIL (1.200.000) CONSULTAS, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2010, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de quatro em quatro meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom ​encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. É uma honra poder publicar os excelentes artigos de Alexandre Pacheco e Adriana Conceição dos Santos da Silva [O HOMEM “À MARGEM DA ​HISTÓRIA” POR EUCLIDES DA CUNHA], Cleber Cristiano Prodanov e Luiz Antônio Gloger Maroneze [FUTEBOL, IDENTIDADE E MODERNIDADE: OS TEUTO-BRASILEIROS NO SUL DO BRASIL], Claiton Marcio da Silva [A HISTÓRIA CULTURAL: UM DIÁLOGO ENTRE ALAIN CORBIN E NORBERT ELIAS], Cleusa Maria Gomes Graebin [SENSIBILIDADES EM FESTA: CELEBRANDO O ESPÍRITO SANTO NO RIO GRANDE DO SUL], Denílson Botelho [A PRIMEIRA REPÚBLICA NA SALA DE AULA: APRENDENDO HISTÓRIA COM PROCESSOS CRIMINAIS], Eneida Beraldi Ribeiro [A Censura Inquisitorial e o Tráfico de Livros e Ideias no Brasil Colonial], Iranilson Buriti Oliveira, Leonardo Q. B. Freire, Débora Da Silva Sousa e José Maxuel Lourenço [A ORDEM ANTES DO PROGRESSO: O DISCURSO MÉDICO – HIGIENISTA E A EDUCAÇÃO DOS CORPOS NO BRASIL DO INÍCIO DO SECULO XX], Isaías Pascoal [O SUL DE MINAS NO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NACIONAL], José D’Assunção Barros [Tempo e Narrativa em Paul Ricoeur: considerações sobre o círculo hermenêutico], Laura Rodrigues Noehles [A INTERDEPENDÊNCIA DOS OPOSTOS NA ARTE DE FRIDA KAHLO], Maria Heloisa Lenz [A Buenos Aires do Final do Século XIX: a Metrópole da Belle Époque Argentina], Maricélia Nunes dos Santos e Lourdes Kaminski Alves [FORMAS DA COMÉDIA E DO CÔMICO: ESTUDO DA TRANSFORMAÇÃO DO GÊNERO], Rivail Carvalho Rolim [Políticas penais e os dilemas da construção de um estado de direito no Brasil] e Ronaldo Amaral [A IDADE MÉDIA E SUAS CONTROVERSAS MENSURAÇÕES: TEMPO HISTÓRICO, TEMPO HISTORIOGRÁFICO, TEMPO ARQUÉTIPO]. Gostaríamos de reiterar: publicar esses onze (11) Artigos é uma honra para nós.

Como se isso não bastasse, a seção reservada às Resenhas presenteia o leitor com quatro (04) avaliações críticas que merecem ser vistas mais de perto: (1) Rodrigo Francisco Dias [“VER HISTÓRIA: O ENSINO VAI AOS FILMES”: REFLETINDO SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE CINEMA E ENSINO DE HISTÓRIA]; (2) Letícia Fonseca Falcão [MORTOS SEM SEPULTURA – DIÁLOGOS CÊNICOS ENTRE SARTRE E FERNANDO PEIXOTO]; (3) Rodrigo de Freitas Costa e Fabrícia Vieira de Araújo [Entre percepções e análises: A gênese da Vertigem, por Antônio Araújo] e (4) Grace Campos Costa [HISTÓRIA E AUDIOVISUAL NO BRASIL DO SÉCULO XXI: POSSIBILIDADES PARA O CINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO].

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Alexandre Pacheco
  • Adriana Conceição dos Santos da Silva

RESUMO: A leitura da obra À Margem da História desde sempre convidou-nos a pensar como Euclides da Cunha teria realizado a concepção de seu homem amazônico dentro de sua aventura em nossa grande planície brasileira, sobretudo em terras acreanas. Nessa direção, o estudo sobre a forma e o sentido da identidade do seringueiro, que passou a ser nosso objetivo, foi conduzido a partir da análise dos aspectos literários, científicos, políticos e estéticos que poderiam revelar quais seriam as similitudes coexistentes entre ele e outro tipo humano presente na obra de Euclides: o sertanejo. Dessa forma, pretendemos demonstrar neste trabalho que houve, por parte de Euclides da Cunha, um interesse em evidenciar o seringueiro amazônico, no início do século XX, como também em revelar um produto de seu encontro com o “deserto”, com o “distante”.

PALAVRAS-CHAVE: Seringueiro – Euclides da Cunha – Identidade

  • Claiton Marcio da Silva

RESUMO: Este artigo tem por objetivo propor um diálogo aproximativo entre duas obras de tradições intelectuais distintas e produzidas em contextos históricos diferenciados: O Processo Civilizador, publicado pelo sociólogo alemão Norbert Elias, e Saberes e Odores, do historiador francês Alain Corbin. No contexto de produção e publicação da primeira obra, o diálogo travado por Elias com os historiadores que publicaram suas obras antes da década de 1930 opunha sociologia e história. Por outro lado, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, pode-se perceber que em obras como Saberes e Odores, mesmo não referenciando diretamente Norbert Elias, as preocupações são semelhantes. E por caminhos diferentes, as duas obras podem contribuir para os estudos socioculturais.

PALAVRAS-CHAVE: Cultura – História – Sociologia – Norbert Elias – Alain Corbin

  • Cleber Cristiano Prodanov
  • Luiz Antônio Gloger Maroneze

RESUMO: Este artigo analisa a formação das equipes de futebol no Rio Grande do Sul e a disseminação desse esporte em um dos estados pioneiros nessa prática esportiva e líder na criação de clubes exclusivamente de futebol. Pretende, também, estudar o movimento de entrada dessa prática esportiva, notadamente marcada pelo contato de fronteira com os países platinos, além das regiões portuárias, em um movimento de expansão para as regiões coloniais, especialmente de origem alemã, na formação de clubes de futebol. Procura analisar também a relação entre o esporte e as ideias modernas que engendram os processos históricos urbanos ao longo do século XX, especialmente na cidade de Novo Hamburgo (RS).

PALAVRAS-CHAVE: Futebol – Identidade – Modernidade

  • Cleusa Maria Gomes Graebin

RESUMO: Este trabalho traz exercício que utiliza as sensibilidades como viés de análise das festas do Espírito Santo no Rio Grande do Sul. Após tecer breves considerações sobre as festas e sua entrada no Brasil e no Rio Grande do Sul, apresenta alguns estudos sobre as mesmas, elaborados a partir de diferentes campos do saber. Na sequência, reflete sobre o conceito de festa, a apreensão das sensibilidades e apresenta fontes para seu estudo. Por último, explora memórias e matérias jornalísticas a fim de captar, entre outros, emoções, crenças, sentidos e religiosidades.

PALAVRAS-CHAVE: Festas do Espírito Santo – Rio Grande do Sul – Sensibilidades – Memórias

  • Denílson Botelho

RESUMO: Este artigo contém um relato reflexivo sobre o uso de fontes no ensino de História. Partindo do pressuposto de que uma das melhores formas de promover o aprendizado dessa disciplina consiste em compartilhar os instrumentos utilizados pelo historiador e os seus procedimentos metodológicos, abordamos o conceito de história como um conhecimento construído com base na pesquisa e no compromisso com a verossimilhança. Analisando um processo criminal sobre contravenções penais na Primeira República, fundamentamos o caráter polissêmico dessa disciplina e afastamos de uma vez por todas a pretensão positivista de conhecer a história verdadeira.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino de História – Fontes – Pesquisa – Primeira República – Trabalho

  • Eneida Beraldi Ribeiro

RESUMO: A censura, tanto régia quanto inquisitorial, à circulação de livros, não foi suficiente para conter a ânsia por leitura dos colonos brasileiros. Apesar da ameaça concreta que a Inquisição representou, livros circulavam pela colônia em um número superior ao que até então se supunha. Escondidos nos navios, em meio às mercadorias destinadas ao comércio local, os livros cruzavam os mares e, ao chegar ao Brasil, eram objeto de disputa entre a população. O tráfico de livros e ideias possibilitaram uma consciência relativa das realidades política e religiosa impostas à colônia e representou o primeiro passo, mesmo que tímido, na construção de uma inteligência brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: Censura – Livros Proibidos – Index – Brasil Colônia – Inquisição

  • Iranilson Buriti Oliveira
  • Leonardo Q. B. Freire
  • Débora da Silva Sousa
  • José Maxuel Lourenço

ESUMO: A regulamentação dos serviços de saúde pública no Brasil, a partir da criação do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) em 1919, durante o governo de Epitácio Pessoa, revela um novo interesse do Estado em ampliar e sistematizar estes serviços. Com especial interesse para as questões de salubridade e higiene pública, conforme os preceitos do discurso médico-higienista de então, nosso já adolescente Estado Republicano junto com suas elites intelectuais e econômico-sociais, elegeu a doença e a sujeira como alguns dos elementos que impediriam a modernização e o progresso de uma nação que se pretendia civilizada. Neste artigo, discutimos como o discurso instituído se apropriou da educação com o fim de viabilizar este projeto de nação moderna e higienizada, a partir da discplinarização dos sujeitos, do controle dos seus corpos e da normatização dos cidadãos que assim poderiam compor os quadros de uma sociedade que se queria moderna.

PALAVRAS-CHAVE: Modernização – Higienização – Educação – Disciplina

  • Isaías Pascoal

RESUMO: Entre 1822 e o fim da década de 40, a classe dirigente brasileira enfrentou o desafio de construir o Estado Nacional. Os desafios e riscos postos foram enormes, e por quase três décadas foram a sua maior preocupação. Amadurecida social, econômica e politicamente neste período, as elites sulmineiras se engajaram ao lado dos Liberais Moderados na tarefa de manter a ordem social. Este artigo procura analisar as formas da sua participação e as repercussões que elas tiveram em sua consciência política.

PALAVRAS-CHAVE: Estado Nacional – Política – Poder – Conflito – Ordem

  • José D’Assunção Barros

RESUMO: Este artigo tem por objetivo desenvolver algumas considerações sobre as relações entre a filosofia de Paul Ricoeur e a História, atentando para a construção da narrativa historiográfica. A principal obra de Paul Ricoeur que estaremos analisando será Tempo e Narrativa (1983-5), através da qual será possível desenvolver algumas considerações sobre o ‘círculo hermenêutico’ proposto por Paul Ricoeur.

PALAVRAS-CHAVE: Paul Ricoeur – Narrativa, Tempo, Historiografia – operação historiográfica

  • Laura Rodrigues Noehles

RESUMO: A obra de Frida Kahlo está permeada de princípios opostos responsáveis por criar campos de tensão que atraem e intrigam quem aprecia suas pinturas. O binômio vida-morte é o principal desses pares complementares que determinam a temática e a estrutura de seu trabalho. Se por um lado a aplicação dessa forma de pensamento a realidades político-sociais pode resultar simplista e superficial, sua extensão a conceitos abstratos e universais deu origem às obras mais marcantes de Kahlo. Mesmo seus autoretratos fazem eco a essa convicção da pintora de que os princípios bipolares regem a lógica de funcionamento da existência humana. Compreender a função desse elemento dicotômico para a estrutura da arte de Kahlo auxilia-nos a explorar mais a fundo sua iconografia e contribui para oferecer uma hermenêutica alternativa à análise puramente psico-biográfica de sua obra.

PALAVRAS-CHAVE: Frida Kahlo – Vida – Morte

  • Maria Heloisa Lenz

RESUMO: Este trabalho tem como principal foco debruçar-se sobre a cidade de Buenos Aires no seu papel de grande metrópole latino-americana da Belle Époque argentina. Neste período a cidade de Buenos Aires foi à melhor expressão de riqueza material do país. Ela se diferenciará das metrópoles européias, pois nela o choque entre a modernidade e a pobreza será ainda mais dramático. A realização do mesmo está dividida em três partes. A primeira parte tratará das características do período de intenso crescimento, denominado de Belle Époque. A segunda enfocará a fase de fundação da cidade de Buenos Aires, com ênfase nas características da sua população inicial. Finalmente, a terceira examinará a transformação de Buenos Aires como expressão das mudanças experimentadas pelo país nesta fase de modernidade.

PALAVRAS-CHAVE: Argentina – Buenos Aires – Modernidade – História Cultural

  • Maricélia Nunes dos Santos
  • Lourdes Kaminski Alves

RESUMO: Este texto propõe uma discussão acerca do cômico, desde o surgimento da comédia na Grécia Antiga, tendo como base as considerações de estudiosos de destaque nos estudos desta área, tais como Brandão (1999), Kury (1995), Jaeger (2001), Bergson (1980) Propp (1992), entre outros. Pretende-se refletir sobre as transformações às quais esteve sujeita a comédia, bem como as diferentes perspectivas de interpretação do cômico no contexto da produção literária do Ocidente. Por meio desta reflexão intenta-se contribuir para o entendimento das causas que levaram à “compreensão” do cômico como um “gênero literário menor” e para o entendimento de sua ambivalência na perspectiva bakhtiniana.

PALAVRAS-CHAVE: Gênero cômico – Ambivalência – Comédia

  • Rivail Carvalho Rolim

RESUMO: O objetivo neste trabalho é o de analisar as políticas penais empreendidas no bojo dos conflitos e tensões sociais presentes na realidade social brasileira a partir das grandes mudanças econômicas, sociais e políticas de meados do século XX. Procurar-se-á demonstrar que a percepção sobre os conflitos sociais, relacionadas com as práticas de controle social e a apropriação de postulados da nova racionalidade punitiva em curso nos principais países ocidentais nas últimas décadas, afetou a consolidação de um estado de direito no país após o fim da ditadura militar brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: Políticas penais – Cultura jurídica – Estado de direito

  • Ronaldo Amaral

RESUMO: O tempo histórico é tão produto do historiador como seu objeto. Partindo desta observação para o período medieval, queremos apresentar aqui, ainda que em um breve balanço historiográfico, as diversas formas e concepções de temporalidade ou atemporalidade, que se tem atribuído ao período medieval, e a partir destas, as múltiplas possibilidades e visões que já se apresentaram para entender e mensurar este período.

PALAVRAS-CHAVE: História – Historiografia – Tempo-Medieval