Vol. 9 Ano IX nº 2 - Maio/ Junho/ Julho/ Agosto de 2012

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UM MILHÃO E DUZENTAS MIL (1.200.000) CONSULTAS!

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 9, Ano IX, Número 2 – Maio / Junho / Julho / Agosto – 2012).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de SESSENTA E CINCO (65) RESENHAS TREZENTOS E OITENTA E OITO (388) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu DEZESSEIS (16) DOSSIÊS, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d’A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini), Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo), O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo), Tempo e História (organizado por André Fabiano Voigt) e Histórias Visuais: Experiências de Pesquisa entre História e Arte (organizado por Maria Elizia Borges e Heloisa Selma Fernandes Capel).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu cerca de UM MILHÃO E DUZENTAS MIL (1.200.000) CONSULTAS, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2010, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de quatro em quatro meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste periódico científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. Para nós é uma honra poder publicar os excelentes Artigos de Aldilene Marinho Cesar Almeida Diniz, Armando De Aguiar Guedes Coelho, Adalgisa Arantes Campos, Carla Mary Oliveira, Eduardo José Reinato, Geovano Moreira Chaves, Heloisa Selma Fernandes Capel, Jacqueline Siqueira Vigário, Julliana Rodrigues De Oliveira, Leonardo Cesar Do Carmo, Leonara Lacerda Delfino, Maria Lucia Kern, Maria Elizia Borges E Robson Corrêa De Camargo.

Como se isso não bastasse, a seção reservada às Resenhas presenteia o leitor com três (03) avaliações críticas que merecem ser vistas mais de perto, cujos autores são: Johni Langer, Anderson Neves e Elio Chaves Flores.

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota e Rodrigo de Freitas Costa
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

  • Carla Mary S. Oliveira

RESUMO: O forro da capela mor da igreja do Convento de Santo Antônio, na Paraíba, traz vinte cenas da vida do frade português, mandadas pintar entre 1753 e 1755 pelo guardião da casa franciscana. Tais cenas compõem um tipo de “cartilha” para o bom cristão, pois reforçam a ideia tridentina de catequese por meio das imagens, mas apresentam um discurso visual peculiar, posto que dentre os inúmeros milagres obrados pelo santo são escolhidas cenas específicas, que dizem muito sobre as qualidades e virtudes que se desejava reforçar entre os religiosos e fiéis da Paraíba de meados do século XVIII. Utilizando o conceito de centro/ periferia de Carlo Ginzburg, este trabalho pretende analisar tais imagens como fruto de uma cultura histórica barroca específica, permeada de retesamentos e frouxidões tanto no que diz respeito à fé como também aos aspectos simbólicos e artísticos de tal conjunto imagético.

PALAVRAS-CHAVE: Convento Franciscano – Paraíba – Iconografia Colonial

  • Aldilene Marinho César Almeida Diniz

RESUMO: A vida de São Francisco de Assis deu origem a muitos relatos hagiográficos, inúmeras imagens e serviu de inspiração para diversos movimentos místico-religiosos. A popularidade do santo rendeu-lhe, inclusive, uma aparição n’A Divina Comédia, de Dante Alighieri, na qual é representada uma trajetória biográfica do Poverello assisense, desenvolvida através de uma alegoria medieval. O filólogo alemão Erick Auerbach lançou mão de tal alegoria em alguns de seus estudos sobre o esquema de interpretação figural. Assim sendo, o objetivo deste artigo é discutir como as primeiras hagiografias de São Francisco construíram, a partir desse esquema, uma imagem do santo como consumação da figura de Cristo, de acordo com as discussões desenvolvidas por Auerbach, em Mimesis (1946) e em outros de seus ensaios sobre o tema.

PALAVRAS-CHAVE: Francisco de Assis – Erick Auerbach – Interpretação Figural

  • Leonara Lacerda Delfino

RESUMO: Neste artigo dedicaremos um espaço exclusivo aos padrões de compadrio tecidos no âmbito da Freguesia de São Bom Jesus dos Mártires – MG., entreposto comercial sul-mineiro, estrategicamente situado numa região de movimentação rotas de tropas e de dinâmica inserção na rede Centro-sul de abastecimento interno ao Rio de Janeiro no período oitocentista. Constituiu-se nosso objetivo a tessitura de reflexões acerca dos fatores que influenciavam os padrões das relações compadrescas, tais como: capacidade de inserção ao tráfico, dimensão das escravarias, fatores de legitimidade e distribuição entre os sexos entre os escravos arrolados a partir de Registros paroquiais de Batismo. Nesse sentido, procuramos analisar os significados construídos em torno das formas de apadrinhamento, principalmente no que diz respeito a suas articulações em torno do engendramento de relações verticais e horizontais no contexto social da escravidão, sobretudo, em economias de mercado interno de abastecimento.

PALAVRAS-CHAVE: Escravidão – Compadrio – Registros Paroquiais de Batismo

  • Geovano Moreira Chaves

RESUMO: É sabido que as primeiras sessões do cinematógrafo já despertaram interesse por parte dos católicos em relação aos assuntos do cinema, e sua posição frente a ele foi ressaltada ao longo do século XX, inclusive sendo objeto de preocupações por parte das encíclicas papais. No Brasil, o cinema já era visto por muitos como um meio de se “educar” a população, e deste modo, os cineclubes católicos em questão adotaram esta proposta, visando assim tornar a visão sobre o cinema por eles tida como coerente, ou mesmo correta, uma visão mais geral, com base na noção de moralidade defendida pela Igreja. Em meados do século passado, um forte movimento de orientação católica estimulou um modelo de cultura cinematográfica que acabou culminando em cursos de educadores cinematográficos e na fundação de cineclubes, em Belo Horizonte e em várias outras cidades brasileiras.

PALAVRAS-CHAVE: Cineclubismo – Igreja Católica – História

DOSSIÊ "HISTÓRIAS VISUAIS: EXPERIÊNCIAS DE PESQUISA ENTRE HISTÓRIA E ARTE"

  • Jacqueline Siqueira Vigário

RESUMO: O objetivo deste texto é discutir a construção de narrativas ficcionais modernas em Goiás por meio de discursos historiográfico e políticos na imagética de Nazareno Confaloni. Evoco como o artista ficciona com tais elementos discursivos em algumas obras pré-selecionadas. Sigo dirigindo as minhas análises para compreender estética e formalismo de vanguarda em Nazareno Confaloni, direcionando o tratamento das fontes históricas a partir das noções de identidade produzida por estas experiências, nas quais elementos modernos e arcaicos se entrelaçaram e tornaram-se únicos.

PALAVRAS-CHAVE: Narrativa – Moderno – Nazareno Confaloni

  • Armando de Aguiar Guedes Coelho

RESUMO: Este artigo se propõe a analisar três gravuras da artista goiana Dinéia Dutra (1954-1988), utilizando conceitos da teoria de gênero discutidos por autores que estudam a relação entre arte e gênero, levantando algumas abordagens que tocam a questão da mulher na academia de arte, da obra da artista mulher no museu e em especial da legitimação do trabalho artístico da mulher pelas instituições de arte. Nos três trabalhos analisados, que fazem parte da reserva técnica do acervo do MAG, aspectos simbólicos da obra de gravura em metal serão relacionados em uma abordagem sócio-cultural da mulher goiana em sua constituição histórica.

PALAVRAS-CHAVE: Arte brasileira – Mulheres artistas – Cenário artístico goianiense

  • Adalgisa Arantes Campos

RESUMO: O presente artigo faz considerações a respeito do pintor colonial José Gervásio de Souza, que apesar de sua produção diminuta, apresenta notável qualidade artística, inclusive com uma visão “moderna” nas suas quatro telas alusivas aos novíssimos do homem. O pintor desenvolveu, paralelamente à vida artística, a carreira militar, a qual se apresenta, inclusive, mais relevante na sua documentação. Esse texto consiste numa contribuição relativa a um tema pouco estudado pela historiografia, de pintores não consagrados, e levanta oportunidades para outras pesquisas, por apresentar lacunas ainda a ser desvendadas.

PALAVRAS-CHAVE: Pintores coloniais – Pintores militares – Iconografia dos novíssimos

  • Maria Elizia Borges
  • Julliana Rodrigues de Oliveira

RESUMO: Este artigo propõe abordar alguns aspectos dos retratos memoriais instalados em monumentos perpétuos construídos em cemitérios brasileiros, datados dos séculos XIX e XX, período em que se iniciou o costume de ornamentar o túmulo com o busto do falecido. Aos poucos a fotografia de porcelana ocupou essa mesma função em túmulos de menor porte. Trata-se de tipos específicos de ornamentos relevantes na composição da construção funerária. O gênero do retrato memorial aqui destacado para a análise iconográfica se restringe a um só tipo de produção artística: bustos e fotografias que retratam o casal, uma representação simbólica do nascimento e da perpetuação do núcleo familiar burguês. As várias poses dos retratados atendem às funções de preservar a memória familiar dos falecidos e de satisfazer os anseios dos seus descendentes, que desejam eternizá-los perante a comunidade. Podem-se ainda identificar os costumes da família brasileira diante da morte, mediante o uso desses ornamentos peculiares.

PALAVRAS-CHAVE: Retratos memoriais – Bustos – Fotografias de porcelana – Cemitérios brasileiros, séculos XIX e XX

  • Eduardo José Reinato

RESUMO: O presente artigo procura compreender de que maneira a estética romântica representou o momento das guerras napoleônicas e das lutas de independência da América, e como nesse processo de circulação de ideias e ideais românticos, as representações sobre as guerras visavam construir um processo de heroificação tivesse como referência o modelo europeu de heroi, mas ao mesmo tempo compusesse com os acervos americanos de linhas, traços, cores e textos.

PALAVRAS-CHAVE: Estética romântica – Guerra – Independência

  • Heloisa Selma Fernandes Capel
  • Leonardo Cesar do Carmo

RESUMO: Este artigo explora as possibilidades de leitura das visualidades narrativas na obra do cineasta e artista plástico Luiz Rosemberg Filho. Parte da hipótese que seus filmes podem ser lidos como colagens visuais, inspirados nos princípios do cinema russo da montagem das atrações. Na escritura visual de Luiz Rosemberg Filho, os fundamentos estéticos e políticos da montagem são aplicados não para expressar a realidade, mas problematizar a explicação que o cinema narrativo dá à sociedade. A pesquisa examina a potencialidade de leitura de seu cinema experimental por meio da comparação entre suas colagens artísticas e opções estéticas utilizadas no filme A$suntina das Américas (1976).

PALAVRAS-CHAVE: Visualidades narrativas – Montagem das atrações – Luiz Rosemberg Filho

  • Maria Lúcia Bastos Kern

RESUMO: O ensaio analisa o pensamento dogmático e as concepções de arte norteadoras do uruguaio Joaquín Torres-García, apresentados na revista Circulo y Cuadrado (1936-43) e os contextualiza com sua trajetória, suas práticas artísticas e estratégias de consagração no emergente campo de arte de Montevidéu. A este estudo se integra a meta de regeneração social e ética ambicionada por muitos artistas em face dos conflitos entre as grandes potências e a crise mundial, na tentativa de estabelecimento de ordem social.

PALAVRAS-CHAVE: Construtivismo – Abstração – Doutrina

  • Robson Corrêa de Camargo

RESUMO: O presente escrito tem por escopo apresentar um estudo da recepção da obra de Samuel Beckett no Brasil em sua primeira encenação (1955), suas diferentes percepções, tanto pela crítica como por artistas brasileiros, feito em jornais e programas. É um estudo realizado por um diretor e crítico teatral, como parte do processo de construção da montagem da referida peça em 1995, no curso de teatro da Universidade de São Paulo e, posteriormente em 2006, em montagem feita pelo grupo Máskara da Universidade Federal de Goiás, com outro recorte.

PALAVRAS-CHAVE: Esperando Godot– Recepção de Beckett – Alfredo Mesquita – Beckett no Brasil

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