SER PEDRA É FÁCIL, DIFÍCIL É SER VIDRAÇA: REFLEXÕES SOBRE HISTORIOGRAFIA
CLÁSSICA DO CINEMA BRASILEIRO
, DE J. C. BERNARDET

  • Julierme Morais
  • Universidade Estadual de Goiás – UEG
  • juliermemorais27@gmail.com

RESUMO: No presente artigo temos a intenção de refletir sobre a obra Historiografia clássica do cinema brasileiro (1995), do crítico cinematográfico Jean-Claude Bernardet, especialmente resgatando a historicidade de algumas de suas críticas que colocaram sob suspeita a “historiografia clássica” do cinema brasileiro. Como arcabouço teórico-metodológico, consideramos as proposições de Michel de Certeau (2007) acerca do lugar social dos pesquisadores da história, sobretudo acerca da “instituição do saber”, a “relação dos pesquisadores com a sociedade” e a “permissão e interdição” de suas obras.

PALAVRAS-CHAVE: Jean-Claude Bernardet, historiografia clássica do cinema brasileiro, lugar social.

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