TEMPESTADE

MEMÓRIA, PERMANÊNCIA E ACASO

Palavras-chave: Animação, Memória, Imaginário, Processo Criativo, Fonte documental

Resumo

Este artigo apresenta uma leitura do curta-metragem de animação Tempestade (Cesar Cabral, Coala Filmes, 2010) enquanto aporte a códigos culturais. A proposição de uma animação como fonte documental pauta-se na aproximação entre os pressupostos oferecidos, em especial, pelo historiador Marc Ferro e pelo filósofo Gaston Bachelard, além da análise de documentos processuais - os quais representam marcas do papel da memória e do imaginário no processo de criação, a partir da visão da crítica genética.

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Biografia do Autor

Josette Monzani, Universidade Federal de São Carlos-UFSCar

Professora de Cinema nos mestrados de Imagem e Som e Estudos de Literatura da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) e Pós-doutorada em Cinema pela Universidade de São Paulo (USP). Editora da Revista Olhar, do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH-UFSCar). É especializada em cinema brasileiro e cinema experimental.

Daniela Ramos de Lima, Universidade Federal de São Carlos –UFSCar

Mestranda em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos(UFSCar). Professora de História da Arte no Curso de Licenciatura em História da Faculdade São Luís (FESL). Bolsista CAPES/REUNI.

Referências

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Publicado
2014-12-15
Como Citar
Monzani, J. ., & Ramos de Lima, D. . (2014). TEMPESTADE: MEMÓRIA, PERMANÊNCIA E ACASO. Fênix - Revista De História E Estudos Culturais, 11(2), 1-18. Recuperado de https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/600