O MÉTODO EDITORIAL DOS IRMÃOS GRIMM

  • Carlos Nogueira Universidade Nova de Lisboa – UNL
Palavras-chave: Grimm, Contos, Recolha e Edição

Resumo

A herança que os Grimm nos deixaram não se resume aos duzentos e dez contos dos Kinder- und hausmärchen,[1] cujo estilo tem seduzido gerações e gerações de leitores e ouvintes, e conduzido a inúmeras adaptações (contos de autor, filmes, desenhos animados, banda-desenhada, música…). Como veremos neste artigo, o legado destes autores está também no método de recolha e de edição que eles definiram e divulgaram, e na dignidade e notoriedade que vieram trazer tanto às literaturas orais e populares como à literatura infanto-juvenil.

 

[1]     Duzentos e trinta e oito, se contarmos os vinte e oito que não fazem parte da edição de 1856-1857, a última em vida dos Irmãos Grimm.

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Biografia do Autor

Carlos Nogueira, Universidade Nova de Lisboa – UNL

IELT, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 1069-061 Lisboa, Portugal. Doutor em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2008).

Referências

BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Cia das Letras, 2010.

CORTEZ, Maria Teresa. Os contos de Grimm em Portugal. A recepção dos Kinder- und hausmärchen entre 1837 e 1910. Coimbra: MinervaCoimbra / Centro Interuniversitário de Estudos Germanísticos da Universidade de Coimbra / Universidade de Aveiro, 2001.

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Publicado
2013-06-17
Como Citar
Nogueira, C. . (2013). O MÉTODO EDITORIAL DOS IRMÃOS GRIMM. Fênix - Revista De História E Estudos Culturais, 10(1), 1-13. Recuperado de https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/468