MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA

UM RELATO SENSÍVEL DA VIDA DO OUTRO

  • Cléria Botêlho da Costa Universidade de Brasília – UnB
Palavras-chave: Guerrilha do Araguaia, Guerrilheira, Autobiografia, Memória, Ditadura Militar

Resumo

O artigo objetiva compreender a sensibilidade presente na memória autobiográfica de uma guerrilheira sobrevivente, no conflito conhecido como Guerrilha do Araguaia ocorrida no norte do Brasil, no Estado do Pará (1972-1974), em plena ditadura militar brasileira (1964-1985). Conflito liderado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e empreendido por jovens universitários dos quais poucos sobreviveram. O argumento utilizado será o de que a memória autobiográfica além de ser um relato de si, ela se configura como uma relação do sujeito/narrador com o outro, com o mundo da vida. Relação que se expressa por meio dos sentimentos, da sensibilidade, portanto é uma construção sensível do narrador e do mundo em que ele vive. Metodologicamente, buscaremos identificar e compreender a sensibilidade da narradora expressa em narrativas de sobreviventes e em documentos, forma do ser humano relacionar-se e interagir com o outro.

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Biografia do Autor

Cléria Botêlho da Costa, Universidade de Brasília – UnB

PhD em História pela Universidade de Londres (1998) e doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é Professora Associada 1 no Departamento de História da Universidade de Brasília. Nesta mesma Instituição, é credenciada no Programa de Pós-Graduação em História e no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania.

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OUTRAS FONTES

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As Guerras Secretas. Revista Veja, São Paulo, 5/09/1978.

Publicado
2013-06-17
Como Citar
Botêlho da Costa, C. . (2013). MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA: UM RELATO SENSÍVEL DA VIDA DO OUTRO. Fênix - Revista De História E Estudos Culturais, 10(1), 1-17. Recuperado de https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/471