Kafka, um século depois

uma leitura benjaminiana

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.35355/revistafenix.v23i1.1819

Schlagworte:

Kafka, Benjamin, interpretação, alegoria, alienação

Abstract

Um século após sua partida, Kafka ressoa como um eco profundo nas palavras de Walter Benjamin, que o leu à luz do desespero, da burocracia desumana e das tensões sociais. Kafka, filho da modernidade, mergulhou nas águas turvas do Império Austro-Húngaro e de uma Praga dividida, onde o judeu, o marginalizado, o invisível, buscava refazer seu lugar no mundo. Como o Inquisidor de Dostoiévski, ele compreendeu os mistérios insondáveis da existência, capturando o absurdo em seus textos labirínticos. Kafka é o autor de parábolas sem fim, onde o indivíduo se perde em corredores de leis opacas, e as figuras de autoridade são sombras inatingíveis, sempre fora do alcance. A obra de Kafka, tecida por mãos invisíveis, como o próprio poder que denuncia, desafia o leitor a aceitar o absurdo como regra e a desesperança como única certeza. Como Benjamin nos recorda, Kafka não oferece respostas; suas histórias são espelhos de nosso próprio confinamento, onde as engrenagens da burocracia e do autoritarismo desumanizam, sufocam, e nos fazem perguntar: onde está a chave para o labirinto?

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Autor/innen-Biografie

Marcos Antonio de MENEZES, Universidade Federal de Jataí - UFJ

Professor titular da Universidade Federal de Jataí (UFJ) e professor da pós-graduação em história (mestrado e doutorado) da Universidade Federal de Goiás (UFG). É autor de O poeta da vida moderna: história e literatura em Baudelaire. Curitiba: CRV, 2013.

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Veröffentlicht

2026-07-26

Zitationsvorschlag

MENEZES, M. A. de. (2026). Kafka, um século depois: uma leitura benjaminiana. Fênix - Revista De História E Estudos Culturais, 23(1), 181–198. https://doi.org/10.35355/revistafenix.v23i1.1819